<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808</id><updated>2011-11-18T19:21:43.373Z</updated><category term='Música'/><category term='Weasel'/><title type='text'>Culturanalise</title><subtitle type='html'>A cultura é o oxigénio que respiramos, a liberdade que temos, os valores que partilhamos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://culturanalise.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>99</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-1755564919837986184</id><published>2010-03-28T19:15:00.002+01:00</published><updated>2010-03-28T19:19:47.830+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Weasel'/><title type='text'>Da Weasel - Toque-Toque</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Evocação de Weasel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VwnoV-q8f7Y&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VwnoV-q8f7Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-1755564919837986184?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/1755564919837986184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/1755564919837986184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2010/03/da-weasel-toque-toque.html' title='Da Weasel - Toque-Toque'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-1055904053769816724</id><published>2008-08-02T13:54:00.000+01:00</published><updated>2008-08-02T13:56:06.991+01:00</updated><title type='text'>Lotus - Secret Garden</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Lotus - Secret Garden&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/geU1xz3apKs&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/geU1xz3apKs&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-1055904053769816724?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/1055904053769816724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/1055904053769816724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2008/08/lotus-secret-garden.html' title='Lotus - Secret Garden'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-116533325441252065</id><published>2006-12-05T15:30:00.000Z</published><updated>2006-12-05T15:41:42.886Z</updated><title type='text'>A DECLARAÇÃO DE BOLONHA: ENQUADRAMENTO E LINHAS DE TENDÊNCIA</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img88.imageshack.us/img88/5209/bolobv7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;A DECLARAÇÃO DE BOLONHA: ENQUADRAMENTO E LINHAS DE TENDÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;UMA ACÇÃO EM BUSCA DE SABER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta Conferência de Coimbra, pelo simbolismo que a geografia e a história universitária desta polis/Atenas do conhecimento representa em Portugal, deve articular a dialéctica entre conhecimento e acção, construindo-se ambos progressivamente durante e através do processo de mudança suscitado pelos valores (e objectivos) em presença:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) a competitividade do Sistema Europeu de Ensino Superior;&lt;br /&gt;2) e a mobilidade e empregabilidade no Espaço Europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo que para alcançar tais objectivos gerais se torna necessário atender a objectivos específicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• a adopção de um sistema de graus comparável e facilmente inteligíveis;&lt;br /&gt;• a adopção de um sistema baseado essencialmente em dois ciclos, pré- e pós-graduado, incluindo: um primeiro ciclo relevante para o mercado de trabalho e um segundo ciclo requerendo ter completado um primeiro ciclo de, pelo menos, três anos;&lt;br /&gt;• o estabelecimento de um sistema (de acumulação e transferência) de créditos, tal como o ECTS;&lt;br /&gt;• a promoção da mobilidade de estudantes, docentes, investigadores e outro pessoal;&lt;br /&gt;• a cooperação na avaliação da qualidade;&lt;br /&gt;• a dimensão europeia do ensino superior.&lt;br /&gt;• A declaração apela ainda à cooperação intergovernamental e à contribuição das instituições de ensino superior para o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo desta Declaração reveste-se de uma grande importância formal pelo número de Ministros que a assinaram e, muito naturalmente, pela sua substância e, por essa razão, não deve ser ignorada pela Universidade. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para além das problemáticas política e epistemológica (que adiante explicitaremos) que a referida declaração de Bolonha suscita nas respectivas sociedades civis da União Europeia, questionando todo um edifício e um legado cultural, educativo e formativo nos países do Velho Continente, a Europa do Conhecimento parece acompanhar a lei (sociológica) da conjuntura racionalizada pelo fenómeno da globalização política, económica, social e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por essa razão, complexa nos seus termos, a Declaração de Bolonha traga à colação a necessidade de discutir o binómio que equaciona que modelo de educação superior se pode generalizar a todos os países sem perda de identidades (e idiossincrasias culturais) próprias: No fundo, também aqui a globalização faz carreira, dentro e fora da academia, dado ser um assunto que a todos, sobremaneira, afecta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• por um lado incorremos no risco de particularizar excessivamente as diferenças daqueles sistemas educativos provenientes das grandes potências políticas, económicas e culturais da Europa – criando o modelo do directório cultural que só interesse a alguns;&lt;br /&gt;• por outro, caímos na tentação de universalizar e homogeneizar as idiossincrasias inerentes aos sistemas culturais projectados nos sistemas de ensino superior de cada Estado-membro da União Europeia/EU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos culturais, aquilo a que assistimos nesta transição do século XX para o XXI, que coincide singularmente com a mudança do milénio, é, de facto, a um duplo processo que envolve a interpenetração da universalização dos particularismos e à particularização do universalismo . Com efeito, esta dinâmica de globalização, em termos sociais, económicos, políticos e culturais, gera e desenvolve as condições de diversificação e da fragmentação – também, e sobretudo, nos modelos e práticas de ensino (superior) a adoptar por parte dos respectivos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, a filosofia, os valores e os objectivos constantes da Declaração de Bolonha reflectem a realidade estratégica dos nossos dias, ou seja, da Idade Global em que vivemos demonstrando que tudo que é local, nacional e regional recebe o impacto da transnacionalização. Isto significa, por outro lado, que os localismos, os nacionalismos e os regionalismos, máxime no plano cultural (via sistema de ensino superior), tanto se modificam como se reafirmam, naturalmente em outros termos, com outros elementos, e compreendendo outros significados. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daí a recriação de tradições e reinvenções culturais e das identidades nacionais que permitem (re)buscar alternativas aos sistemas educativos em vigor neste nosso espaço comum. Aterrando na realidade, isto diz-nos o seguinte: a limitação a três graus de ensino superior atribuíveis pelas instituições de Ensino Superior em Portugal, segundo a Lei Quadro do Ensino Superior. Tal implicaria para nós os portugueses erradicar um dos graus vigentes naquela Lei Quadro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Duração de 3 anos dos cursos para o 1º grau (Bacharelato) – permitindo cursos de maior duração;&lt;br /&gt;• A obtenção do 2º grau (a licenciatura) não exigia mais do que dois anos sobre o 1º grau; e nenhuma limitação se estabelecia sobre o 3 º grau académico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta imposição de 3 anos – é uma filosofia que vai ao arrepio da declaração de Sorbonne – recentemente substituída – por força do conceito de harmonização em curso – pela Declaração de Bolonha que prevê um novo conceito de convergência curricular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De salientar, complementarmente, a força política desta Declaração: ela foi assinada em 19 de Junho de 1999 pelos Ministros da Educação de 29 países europeus. Posteriormente, foi publicado o relatório do estudo preparado para a Conferência de Bolonha a cargo das maiores autoridades na matéria: Guy Haug, Jette Kiertein e Inge Knudsen, Trends in Learning Strucures in Higher Education, Conselho de Reitores da Dinamarca, Agosto de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto de competitividade entre blocos políticos, económicos e culturais diferenciados, potenciado pela “luta” da hegemonia cultural e económica entre os EUA e a Europa, que em 2010 as actuais elites políticas dirigentes (europeias) querem colocar no primeiro patamar mundial, a magna quaestio que se coloca consiste em saber como se processará a adaptação do “legado/acervo de Bolonha” ao sistema (educativo) português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a teoria da preocupação, legítima, aliás, consubstancia-se em determinar qual dos graus académicos deveria ser eliminado: o Bacharelato, a Licenciatura (que dá a licença para estudar) ou o Mestrado – cuja frequência, em resultado das disfunções do mercado de trabalho da última década, se tem ultimamente intensificado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alargarmos a formulação daquela teoria da preocupação aos demais países europeias, verificamos o desconforto do exercício acompanhado do anacronismo, no plano do mercado global de emprego, que os vários países europeus trazem para o sistema. Por exemplo, e corroborando, se olharmos para o sistema educativo inglês, geograficamente insular, mas tradicionalmente competitivo, verificamos se tem a possibilidade de inserir no mercado de trabalho europeu jovens com apenas o 1º grau, ou seja, com o Bacharelato. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante o exposto – e perante aquilo que se passa nos outros países da União Europeia, como Portugal, em que muitos dos jovens têm o 2º grau, i.é., a Licenciatura, cabe perguntar Que fazer?: persiste-se na manutenção dos 5 anos de licenciatura?! que consequências teriam para o sistema das Universidades portuguesas? e qual o valor relativo a atribuir ao mestrado, ao doutoramento e às diferentes gradações académicas que distinguem os sistemas de ensino superior dos países europeus entre si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis algumas das questões que confrontam a teoria das preocupações e os planos de contingência (educativos) e zonas de incerteza que, desde já, numa Europa de geometria variável, devem começar a ser esboçados tendo em vista a racionalização da harmonização curricular subjacente à letra e ao espírito da Declaração de Bolonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialmente num contexto em que esse alargamento político da União Europeia se intensifica com a necessidade e a pressão dos movimentos migratórios – potenciados pelos fenómenos sobrepostos de globalização económica – que aceleram a dimensão cultural, económica e até “securitária” desta problemática. Neste âmbito, e para além do meio político, também o meio académico cada vez mais se sensibiliza e mobiliza para a crescente consciencialização política – em termos de opinião pública – em ordem a estabelecer uma completa e satisfatória solução sendo que, ao mesmo tempo, e face à competitividade norte-americana, a cultura, os intelectuais, a sociedade, a ciência, a tecnologia e a (majestade) da opinião pública das respectivas sociedades civis europeias, não devem sair enfraquecidas deste processo (duplo) de harmonização: porque endógeno aos países da Europa; e confrontado com a crescente competitividade global proveniente da Ilha-Continente – que são os EUA (como um dia lhe chamou Raymond Aron).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a construção duma Europa forte economicamente e vigorosa no plano intelectual e científico, passa por (re)equacionar os fundamentos e as práticas da Educação Superior no espaço Europeu: coisa que os Ministro do sector já começaram a fazer, sobretudo com a criação normativa associada à disponibilização das infra-estruturas indispensáveis à constituição e desenvolvimento da sociedade da informação de que depende, a médio e longo prazo, uma Europa da cidadania, capaz de dotar os seus cidadãos de competências tais que lhes permitam responder aos desafios globais que lhes são colocados quer pelos outros blocos políticos, quer pela própria dinâmica e incerteza da vida gerada pela dimensão tecnológica do novo milénio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o que está em jogo na DB são a competitividade do Sistema Europeu de Ensino Superior, a mobilidade e empregabilidade no Espaço Europeu, a adopção de um sistema de graus comparável e facilmente inteligível que viabilize a promoção da mobilidade de estudantes, docentes e investigadores – então terão de ser Universidades, Governos, sociedade civil e outros actores conexos com a envolvente, a criar mecanismos de consulta regulares (e de avaliação da qualidade do ensino no plano europeu) de molde a apresentar propostas dentro de cada país tendo em vista responder ao duplo desafio: político e epistemológico :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) em primeiro lugar, importa dar resposta ao desafio - eminentemente político - que se coloca através do sistema de ensino superior europeu ratificado, aliás, através da declaração dos governos signatários da Declaração de Bolonha, que apela à cooperação intergovernamental e à contribuição das instituições de ensino superior para o processo. Daí poderá resultar não apenas uma Europa mais competitiva, mas também um espaço político, económico e social que garanta níveis estáveis de desenvolvimento, de paz prolongada (finda a Guerra Fria permitindo aos Estados outros orçamentos &amp; “paixões” para a Educação) em contexto de sociedades democráticas. Sendo que a Declaração de Sorbonne de 25 de Maio de 1998, incumbiu às universidades o relevante papel de desenvolver uma dimensão cultural europeia através da enfatização e criação de um espaço (comum europeu de ensino superior – que pode assentar no tal sistema de CRÉDITOS... desenvolver a ideia e o argumento...) como forma de promoção da cidadania, da mobilidade e empregabilidade dentro do Continente europeu. Estas fundações ou estacas políticas e culturais da Europa assumem tanto maior importância quanto se reconhece o papel determinante atribuído à Academia para promover esse Espaço de Ensino Superior Comum. Convergente, aliás, com os princípios da Universitatum Magna Carta de Bolonha de 1988. Sobretudo, atendendo aos níveis de independência e autonomia que o ensino superior desenvolve com os sistemas económico e social caracterizados pela própria dinâmica da ciência e da tecnologia que tem depois inestimáveis aplicações sociais e revoluciona a próprio conhecimento científico. É, pois, por estas razões que o sistema de ensino superior europeu deve ser eficiente e culturalmente amplo por forma a fazer desse grande espaço uma constelação política de nível mundial e com um poder de sedução atraente para quem, nos domínios da Educação, da Ciência e do Conhecimento, a procura. Naturalmente, terá de existir o reconhecimento internacional das qualificações ou períodos de estudo realizado em instituições de ensino superior europeias, o qual requer a aceitação mútuo dentro do Espaço Europeu, designadamente ao conjunto dos países signatários da Declaração de Bolonha e, por maioria de razão, dentro de cada país. Uma das ideias que parece querer fazer evoluir o processo assenta, contudo, na possibilidade de reconhecimento sistemático de qualificações e períodos de estudo que serão usados á semelhança do sistema de acumulação e transferência de créditos. Isto porque seria seguramente impossível pôr em marcha a solução mais radical, porque homogeneizadora (e culturalmente castradora), resultante da utilização do mesmo sistema de graus e diplomas em todo o Espaço Europeu. Estando fora de questão esta proposta, porque política e tecnicamente inexequível, apontar-se-ia para uma 3ª via decorrente da identificação de níveis de referência comuns europeus, talvez por áreas de conhecimento. Seja como for, e independentemente da solução a adoptar no Sistema de Ensino Superior Português, e sua compatibilidade com o Sistema de Ensino Superior Europeu, o mesmo exige a satisfação dos referidos objectivos estratégicos constantes da Declaração de Bolonha/DB: competitividade, mobilidade e empregabilidade. E para atingir tais desideratos, verdadeiros objectivos de interesse nacional, o Estado, em parceria com as Instituições de Ensino Superior Público, Privado e Cooperativo, denotando a prática da governabilidade, deve promover e assegurar a introdução de reformas nacionais no sector da educação sem que as mesmas, contudo, ponham em causa a dinamização de outras reformas (convergentes) geradas no seio das Instituições de Ensino Superior. Contribuindo, desse modo, para a alteração do quadro de mentalidades associado aos desafios da conjuntura mobilizados pelos fenómenos da globalização. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se identificar essa desejada plataforma comum, essa unidade na pluralidade, essa dialéctica feita de divergência  convergência   emergência (revelando que tudo que sobe converge – como salientou o Padre Jesuíta Pierre Teillard de Chardin) – talvez se possa, no Espaço Europeu falar a mesma língua (e a mesma linguagem) em matéria de Graus, Diplomas, Módulos e Créditos. Sem atender a esta problemática, politicamente proeminente, não se responde aos nossos parceiros europeus que connosco, de forma crescente, competem (por força da chamada globalização/emigração económica) nem, por outro lado, se responde ao grande exportador de formação qualificada que são os EUA. Em síntese: a Europa, e Portugal em concreto, tem de tentar produzir uma mudança num contexto social que é, inevitavelmente, lento. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se nada for feito domesticamente, no plano normativo e no das práticas e competências científicas e pedagógicas, deixa-se em aberto as formas de poder que o sistema superior de ensino europeu irá assumir, se bem que conduzido por outros países e, inevitavelmente, guindado por outros interesses e cosmovisões. Portanto, e a Conferência de Coimbra servirá para reforçar esta ideia, de que as relações de poder no âmbito do processo de edificação (normativo) do Sistema de Ensino Superior Europeu emergente - repercutir-se-á, ipso factum, na própria responsabilidade de produção de conhecimentos dos diferentes sectores e áreas do conhecimento envolvidos nesta desejada (e necessária) reforma estrutural de que os níveis de competitividade das sociedades civis europeias carecem. Isto quer dizer o seguinte: cada processo, cada reforma tem de determinar quem decide o quê, quem são os agentes da investigação e da mudança e qual o sentido dessa mudança (imperialismo cultural vs criação de um sistema europeu de créditos - internacional reconhecido...). &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;De um lado, estariam os processos presididos por uma intenção conservadora, também designada de “imperialista”, culturalmente homogeneizadora, de directório – imposta de cima para baixo que só servia alguns países; por outro, uma orientação mais flexível, adaptativa, reformista, transformista orientada para a evolução política, económica e tecnológica observada pelas estruturas sociais da Europa que têm também uma intenção emancipatória, ou libertadora, especialmente diante a fortaleza económica-cultural norte-americana que tudo procura hegemonizar. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa palavra, para que esta reforma se faça seria desejável que o Estado assumisse este objectivo como um desígnio nacional formalizando a nobreza dessa intenção através de um Contrato – visto como um dispositivo de relação e de negociação das formas de colaboração entre os diferentes intervenientes: Universidades, investigadores, Estado, financiadores, entre outros agentes do poder (e do saber). &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, a problemática política relativa à definição do Sistema de Ensino Superior Europeu (em gestação) não é estranha à problemática epistemológica que regula o tipo de saber que permite orientar as práticas (políticas) e introduzir, por outro lado, qualidade científica no sistema. A circunstância de a Europa no passado não se confrontar politicamente, e de forma tão premente como hoje sucede com a análise do processo de reconhecimento académico e profissional no ensino superior, em especial por causa da globalização económica e social, aumenta a necessidade deste processo político se credibilizar. Como?! Através - da construção de saber(es), informando teoricamente as suas propostas políticas, embora com humildade porque partindo duma base que permite ao investigador-decisor ir progressivamente definindo os problemas pressentidos (&lt;em&gt;foreshadowed problems&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora também aqui neste domínio da intervenção social e política supõe uma previsão, uma possível solução do problema que o relacione com as estratégias globais decorrentes dos vários (e contraditórios) sistemas de ensino superior que convergem na definição do sistema europeu em gestação. Tudo para significar que, de facto, a esfera de intervenção (e tomada de decisão) política (decision-making process) só se credibiliza junto da comunidade do saber, a qual não é um dado adquirido, mas construído a partir da definição do sistema ou sistemas que se considera necessário envolver no processo para que possa haver mudança. E para que esta exista é necessário uma intervenção concertada em diferentes sistemas (de ensino superior europeu) interligados.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2) Exposta a problemática na sua perspectiva política – cabe agora fazer uma incursão breve ao domínio epistemológico. E porquê esta deriva mitigada com a perspectiva política? Actuarão numa óptica de cross-fertilization na elaboração das melhores hipóteses de trabalho segundo a Declaração de Bolonha?! Esta referência deve-se, primeiramente, à contradição entre produção de conhecimento e de mudança e às relações entre teoria (epistéme) e prática (práxis-política). Ou seja, aqui a questão epistemológica releva para saber se, de facto, a produção de conhecimentos (construção de hipóteses de trabalho que sirvam para harmonizar as propostas do ensino superior europeu em formação) são simultaneamente úteis para a resolução de problemas concretos para o futuro das Ciências mas também, e sobretudo, para a vida e desenvolvimento global dos povos da Europa. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, a questão que se formula assente na raiz epistemológica faz sentido: ou seja, importa inquirir aos agentes/intervenientes em todo este processo de harmonização dos sistemas superior de ensino que está ao serviço da mudança, se a sua missão consiste, efectivamente, no esclarecimento das decisões políticas sobre o assunto. Aqui chegamos, de novo, ao título do nosso paper – Uma acção em busca de saber . Então, o que os vários sistemas de ensino superior se propõem realizar a fim de convergir num mínimo comum, no tal standard desejado, deriva do princípio de que para conhecer uma realidade é necessário tentar mudá-la. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a questão que se coloca ao Sistema de Ensino Superior Europeu, e às Universidades Portuguesas em concreto, é saber como é possível conhecer uma realidade que está a mudar? Aliás, e este paper também deve comportar uma mensagem científica porque emana da academia, a possibilidade de se conhecer uma realidade em mudança é o mais antigo dos problemas epistemológicos para que já os filósofos gregos procuravam várias soluções. Daqui decorre que para implementar uma qualquer solução – ou a mais consensual, ou seja, que concite a Comunidade científica europeia e a decisão política que tutela o sector da Educação, ela deve atender à própria velocidade da mudança, ou seja, às questões do tempo da reforma preconizada: duração necessária para que se produza a mudança no sistema de ensino e o acompanhamento (e avaliação) ao longo do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, ao considerar o reconhecimento académico e profissional no espaço europeu dos nossos dias, importa saber se a proposta que vinga deve contemplar um quadro teórico ou resultar de um tipo de abordagem multireferencial – a que se refere Ardoino a propósito da educação .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo da década de 90 e a entrada no novo século dá-nos, de facto, uma óptica do global (do Pan), não descurando os outros aspectos da medição (metron) e da excelência quando se aferem sistemas de ensinos distintos tendo a vista a formulação de um sistema de represente todos. Ora como é sabido, nem sempre estes aspectos da qualidade do Ensino são preferidos, questão que nos remete para uma profunda necessidade de repensar o ensino superior numa era de globalização, caracterizada por crescentes interdependências a todos os níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo é dizer, embora de forma mais sofisticada, se é possível produzir conhecimentos a partir da produção de mudança em situações singulares (como é o caso configurado pela globalização)? Parece neste caso que o decisor tem, por necessidades adaptativas, de ser também o investigador de molde a articular metodologias, integrar “leis” (em sentido sociológico) da mudança. Ou ainda, como encarar o rigor de uma proposta tendente à harmonização do Sistema do Ensino Superior Europeu – a partir de um responsável de uma determinada universidade – o mesmo é dizer, como encarar o rigor da produção de conhecimentos que são inevitavelmente marcados pela subjectividade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém, na recta final desta reflexão sobre Educação em contexto de competitividade acrescida, balizar melhor os contornos do paradigma da globalização no qual os agentes do saber (instituições de ensino e agentes de conhecimento) se cruzam com os agentes do poder (Estado). Já aqui referimos que a dinâmica da globalização, em termos sociais, económicos, políticos e culturais, desenvolve condições de convergência e de fragmentação social; as fronteiras reais e imaginárias tanto se dissolvem como se recriam e reconstituem, criando novas tendências e alinhamentos políticos, económicos e culturais no sistema. Isto significa que os espaços e os tempos, bem como o modo de produzir e apreender conhecimento, se alteraram. Modificando-se estas variáveis do saber, logo do poder, alteram-se os sentidos das geografias, da história, da ciência, da memória, dos afectos, do passado, do presente, e o futuro passa a ser atravessado por novas interrogações, mitigadas por nostalgias e utopias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, toda esta envolvente nova trazida com a globalização, essa face de Janus, porque apresenta duas faces, o bem e o mal, a vantagem e a desvantagem, o rico e pobre, o sábio e o marginal que é cada vez mais o info-excluído (na terminologia de Alvin Toffler, in - Poweshift) serve para nos dizer que floresce na análise de qualquer tema social, económico, político ou cultural a indispensabilidade de contemplar na avaliação a perspectiva múltipla, i.é, a polifonia do transculturalismo: cenário naturalmente dominado pelas grandes empresas multinacionais, organizações multilaterais entre outras estruturas de dominação integradas pelas forças globais e globalizantes da globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se verifica, para desenvolver a envolvente e depois retornar ao sistema europeu de Educação objecto de avaliação, é que se constituem entidades, forças e interesses que polarizam as relações, os processos e as estruturas de dominação política e cultural que tecem e articulam a teia da globalização. E quando tais estruturas de poder se expandem, no domínio da finança, indústria, comércio, serviços, cultura, alteram-se substancialmente, ou reduzem-se mesmo as condições existentes até à chegada da mudança. A soberania nacional, tal como a conhecíamos e era ensinada nos bancos das universidades, por exemplo, relativizou-se pondo em causa outros valores conexos dos Estados nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos domínios do Conhecimento e da Educação que aqui nos ocupa, questões específicas se levantam sobre as condições particulares do seu desenvolvimento por parte dos agentes do saber. Por exemplo, uma das propriedades-chave da actual conjuntura a que alguns sociólogos de renome designam Idade Global, é marcada pela escalada das Tecnologias da Informação e da Comunicação/TIC, ou seja o aumento exponencial associado à mobilidade do capital-financeiro e do capital-conhecimento. Derivas hiper-móveis afectam seriamente a capacidade de regulação (normativa) e política de sectores-chave das economias nacionais. Essas indústrias emergentes – informática e tecnologia avançada, finanças, empresas e toda uma economia espacial transnacional, passa a circular instantaneamente pelo mundo sem pedir licença aos Estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma se revolucionam os padrões de produzir e apreender conhecimento, já que as metáforas principais e dominantes da globalização económica e cultural enfatizam aqueles aspectos da nova economia dotados de características específicas: comunicações globais, hiper-mobilidade, neutralização de lugar e de tempo conduzindo o homem, grosso modo, a aceitar a ideia de que está em formação uma economia global natural, e que a mesma é uma função daqueles actores globais (empresas multinacionais e outras estruturas globais de poder) que operam, coordenam e controlam grandes quantidades de recursos ao mesmo tempo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A globalização emerge, portanto, como um paradigma novo que tudo revoluciona, inaugurando um novo ciclo da história, quando esta se movimenta como história universal. E no séc. XX findo, a história universal se revela real, um tremendo e impressionante cenário, ainda que labiríntico. Na prática, a globalização tanto desafia as nações e as nacionalidades como as diversas componentes teóricas das ciências sociais com base nas quais o saber, o conhecimento e toda a práxis associada ao meio académico que assegura a produção de conhecimento na polis global. Todas estas ciências sociais (e outras) se defrontam com os desafios da globalização, pela sua originalidade como objecto de reflexão, quer como pela urgência dos problemas e desafios que coloca à sua interpretação (e transformação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se procura enfatizar é que em todo o mundo, embora com diferentes gradações, todos os sistemas e subs-sistemas de produção de conhecimento, estão, nos planos político, económico, social e cultural, sob a influência (e pressão) das relações, dos processos e estruturas que caracterizam a globalização. São tantas, múltiplas e contraditórias tais desafios gerados no sistema global que as ciências sociais e humanas buscam e rebuscam conceitos, categorias, paradigmas e interpretações para explicar o sentido do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o indivíduo também acompanha essa dinâmica infernal alterada com a mudança do significado da vida social, ou seja, do grupo social, do partido político, dos valores e dos padrões socio-culturais, das instituições, dos quadros jurídico-legais, dos movimentos sociais e da corrente da opinião pública num dado momento. Tudo arrastado pela corrente turva do capitalismo sem regra, o mesmo que propicia a generalização dos meios de comunicação de massa, da imagem, da informação, da interpretação, da decisão e implementação de acções que funcionam ao abrigo de interesses alheios aos verdadeiros projectos nacionais. Por isso é que o indivíduo embora localizado num determinado espaço, onde nasce, vive, estuda e trabalha, encontra-se agora, por forças das tais forças globais e globalizantes, um ente simultaneamente local, nacional, regional e global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aos poucos, ou abruptamente, as coisas, as pessoas, as ideias, os Sistema de Ensino e de Cultura (porque os valores estão a mudar) desenraízam-se parcial ou totalmente, multiplicando as suas identidades e alteridades, mas também trazendo para o sistema um caudal acrescido de problemas, desigualdades, complicando depois a coesão social nas sociedades. Aqui se defronta, já com a desarticulação dos sistemas de ensino e da cultural, o nacionalismo e o cosmopolitismo. E porquê? Porque este novo espaço onde circulamos, esta geografia emergente passou a ser atravessada por múltiplas relações, processos e estruturas que configuram a globalização, além do nacionalismo e do regionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, máxime no âmbito nos Sistemas de Ensino Superior das regiões mais desenvolvidas e competitivas do mundo, como é o caso da Europa, no domínio da globalização, tudo que é local (como um dado sistema de ensino) que é local, pode ser simultaneamente nacional, regional e mundial. Da mesma maneira que se produz a mercadoria global e circula uma espécie de dinheiro global, também se desenvolve uma língua global, um sistema global de produção de conhecimento que ameaça os nacionalismos culturais nacionais típicos da era pré-globalização. Isto significa que o sistema de ensino superior europeu em revisão, constitui ao mesmo tempo uma realidade micro e macro, mas são realidades que suscitam simultaneamente interpretações particularizantes e globalizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a necessidade que a Declaração de Bolonha tem em, no plano metodológico, suscitar o método comparativo em ordem a comparar a eficiência e eficácia dos sistemas de ensino, comparando relações e processos, estruturas e implicações nas ordens económica, política e social. Tudo essa constelação envolvendo uma geografia e uma história, um passado e presente, uma demografia e etnia, uma religião e língua. São, de facto, inúmeras as possibilidades e os desafios da comparação, razão por tem sido o método por excelência da pesquisa na área das ciências sociais, sempre que esteve (ou está) em causa a sociedade nacional ou o Estado-nação. Por isso dissemos, e agora corroboramos, que o Estado, mediante Contrato com as Instituições de Ensino Superior Público, Privado e Cooperativo, deve atender ao desafio da definição de um Novo Sistema Superior de Ensino como se tratasse de um verdadeiro desígnio nacional, ou seja, um interesse nacional indispensável à reflexão das consfigurações de ensino superior que a Europa nos queira impor (ou exportar) no quadro dos referidos movimentos globais e globalizantes que escapam cada vez mais ao controle político e normativo do velho Leviatã (Hobbes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o Capital-conhecimento parece revelar-se uma conexão ou manifestação de relações, processos e estruturas de envergadura mais ampla, de escala mundial. Daí também a necessidade de uma epistemologia emergente que possa informar o poder político dos novos desafios que este tem de enfrentar. Não por acaso, aliás, que esta comunicação foi estruturada em torno de dois eixos: o político e o epistemológico – tudo para tentar dar uma resposta à formação do novo sistema de ensino superior europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, com efeito, na base desta envolvente, neste teatro de operações verdadeiramente global, questionando os sistemas e sub-sistemas existentes, que surge a Declaração de Bolonha, essa pista de reflexão no âmbito do ensino superior europeu. Ela emerge em pleno desenvolvimento daquilo que alguns designam por terceira fase do capitalismo, que coincide com a revolução da informática que experimentou ao longo da década de 90 (finda) um forte impulso e uma nova modernização, quer na forma de comunicação dos conhecimentos quer na génese da sua produção. Desta perspectiva, a revolução informática, proporcionada pelas características da micro-electrónica, apresenta-se como uma plena racionalização tecnico-científica capaz de controlar os processos vitais sem os condicionamentos (típicos de meio século de guerra fria) derivados das ideologias. Mas mesmo com este triunfo do Ocidente mitigado com o predomínio do racionalismo capitalista, as sociedades apresentam contradições e resistências que tornam plausível a busca de uma outra via, designadamente no plano da produção e divulgação de conhecimento, a exigir um perfil mais consentâneo com as necessidades sociais das respectivas sociedades civis europeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi por caso que o referido Alan Smith (Administrador Principal da Direcção-Geral da Educação e Cultura da Comissão Europeia), procurou alertar para a necessidade de conciliar os "velhos desafios" do ensino superior (como a necessidade de dar resposta aos outros actores da sociedade, defender a sua existência, identidade e funcionamento, gerir qualidade e massificação, assegurar financiamento, motivar os académicos em estruturas administrativas com crescentes poderes) com os "desafios do séc.XXI".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E são eles que nos obrigam a repensar. Segundo o mesmo autor, um dos maiores desafios mais prementes da contemporaneidade é precisamente a crescente dúvida que se gerou em torno da verdadeira vocação do ensino superior, frequentemente ligado a abordagens demasiado "economicistas", que têm sido adoptadas em muitos países, um pouco por todo o mundo. Por outro lado, a celeridade e permanência das transformações, como defendeu, aponta para a necessidade de fomentar a aprendizagem ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo este um conceito novo, visto datar dos anos 60, a sua implementação torna-se agora mais premente dado o novo contexto de globalização. A sua generalização dependerá da consistência e forte ligação entre os diversos domínios educativos e entre a educação e os outros sectores da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: este desafio coloca ao ensino superior três questões fundamentais: "para quem ?", "o quê?" e "como ?". A primeira, segundo Alan Smith, implicará a diversificação do acesso, o desenho de cursos atractivos para os estudantes, a acreditação de aprendizagens informais, o fomento de competências orientadas para o mercado de trabalho, entre outros. Em segundo lugar, e no que diz respeito aos conteúdos, será necessário diversificar a oferta de cursos, apostar crescentemente em abordagens modulares e formação contínua, adaptadas à constante alteração das condições, e, nesta óptica, proporcionar a acumulação de créditos. Por último, a implementação desta filosofia deverá passar por novas abordagens didácticas, novos instrumentos, a aprendizagem através da resolução de problemas e da criatividade. Tudo isto implicará mudanças sérias nas estruturas das instituições de ensino superior, que trarão outros desafios aos seus gestores no que diz respeito a novas formas de pensar e maneiras alternativas de ver a organização, o financiamento e as autonomias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste contexto que a sistematização de Alan Smith é convergente com as posições defendidas de uma outra autoridade na matéria também referido, Guy Haug, em representação da Associação de Universidades Europeias. Segundo Alan Smith, é de extrema importância que a cooperação fomentada pelas instituições de ensino superior tenha uma natureza extremamente "prática" e que esteja sobretudo ao serviço do desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também neste contexto de globalização que Guy Haug abordou a problemática que envolve a Declaração de Bolonha, recentemente firmada por 29 países europeus que pretendem reformar as estruturas dos seus sistemas educativos de uma forma convergente. Trata-se de um acordo livre, destinado a proporcionar uma resposta conjunta a problemas comuns na Europa, com respeito pelas autonomias das instituições e diversidade dos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, não se trata apenas uma declaração política, este documento inclui um programa de acção a completar até 2010, que tem como objectivo criar um quadro comum de graus comparáveis (e confiança inter-institucional a este nível), a generalização dos níveis inicial e pós-graduado neste espaço europeu, o fomento e aplicação crescente do Sistema Europeu de Transferência de Créditos (ECTS), a criação de uma dimensão europeia no processo de controlo de qualidade e, finalmente, a eliminação de obstáculos de natureza burocrática à mobilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Declaração de Bolonha traduz, de facto, uma longa reflexão perante os novos condicionalismos gerados pela globalização. Mais uma vez, surge aqui a ideia de que estamos em fase de reestruturação e que é preciso repensar o ensino superior à luz das novas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor referido é, aliás, da opinião que existem quatro razões intra-europeias fundamentais para o surgimento desta Declaração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) as lições tiradas ao longo de 15 anos de mobilidade de grande escala;&lt;br /&gt;2) a tensão entre os sistemas de ensino superior;&lt;br /&gt;3) e a internacionalização das actividades e carreiras;&lt;br /&gt;4) e, finalmente, a emergência de um mercado de trabalho europeu efectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que concerne ao primeiro aspecto, tornou-se necessário repensar as estruturas existentes, sob pena de comprometer a generalização dos fluxos, com uma especial preocupação de trabalhar sobre as experiências adquiridas, incluindo a dinamização de redes já montadas e a generalização e aperfeiçoamento de instrumentos também já utilizados. A segunda dimensão prende-se com o acesso, que já não está limitado ao nível nacional, com a questão dos graus, que são atribuídos e reconhecidos nacionalmente mas que podem ser usados num mercado de trabalho aberto, e, finalmente, com a certificação da qualidade e a acreditação abre-se o caminho para a resolução de muitos dos problemas de acesso ao mercado europeu de emprego em contexto de globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista de Alan Smith, os politécnicos (e instituições equivalentes) estão particularmente bem posicionadas para lidar com estes novos condicionalismos já que oferecem, de uma forma geral, cursos menos longos (ainda que em muitos casos exista a oportunidade de prosseguir para o grau seguinte), e a sua filosofia de formação aponta no sentido de estabelecer uma forte ligação com o mundo empresarial que as licenciaturas tradicionais não têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guy Haug, autor do já citado - Trends in Learning Strucures in Higher Education,(Conselho de Reitores da Dinamarca, Agosto de 1999) desenvolve o seu pensamento de forma convergente, ou seja, defende as potencialidades dos Politécnicos na era "Pós- Bolonha", tendo afirmado que não é provável que as novas tendências definidas naquele documento venham a promover a convergência das estruturas do sistema de ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso, diz aquele autor, assistiremos a uma competição crescente entre instituições, aos níveis nacional e internacional (independentemente do seu "tipo") e, neste processo, o peso dos politécnicos poderá fazer sentir-se de uma forma mais significativa, uma vez que os aspectos relacionados com o emprego têm tendência a tornar-se cada vez mais relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma a garantir o seu desenvolvimento, estas instituições devem, segundo Guy Haug, procurar assegurar dois aspectos fundamentais: organização e reconhecimento. A primeira passará por processos de aglutinação, de forma a proporcionar o aparecimento de instituições de maior dimensão e com uma estrutura mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acresce, para além disso, que é urgente proceder à eliminação dos obstáculos estruturais à mobilidade, entre os quais se encontram as dificuldades associadas à transferência de créditos. A mobilidade é, aliás, uma questão central e aplica-se a todos os níveis: entre instituições deste sub-sector e entre estas e as universidades (com reciprocidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assegurar o reconhecimento profissional é também essencial, dados os condicionalismos relativos ao emprego e empregabilidade. Por fim, estas instituições devem preparar-se para a meta-acreditação, isto é, já que não parece ser viável a existência de uma única agência de acreditação ao nível europeu, então o mais provável será o aparecimento de organismos de acreditação de agências de acreditação . Resumindo, a postura a adoptar por parte dos sistemas de ensino superior neste complexo contexto de globalização, deverá apontar no sentido de reafirmar as identidades próprias entidade no sub-sector e fazer uso, ao mesmo tempo, das particularidades de cada Instituição diante as forças globais e globalizantes que caracterizam a globalização do nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese: a Declaração de Bolonha é um avisado documento de reflexão e até de orientação política essencial. No entanto, o que está aqui em jogo transcende as medidas políticas a curto e médio prazo que urge tomar no sector da Educação Superior no Espaço Europeu. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca como hoje o cruzamento do Saber se colocou ao exercício do Poder em Portugal. Referimo-nos, naturalmente às decisões estratégicas baseadas em premissas racionais de perspectivação estratégica no curso real das opções políticas e das decisões do Poder em Portugal. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste caso a Educação Superior, representada pelo saber, é vista como a principal (“paixão”) fonte de legitimação do poder, ao mesmo tempo que este também representa um certo tipo de saber. Na prática, o governante não se justifica por uma qualquer autoridade religiosa, mágica ou dinástica; ele invoca, tal como a Academia, a capacidade de organizar o saber e de resolver os problemas e gerir os assuntos da polis. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também ao nível das Universidades estas têm, cada vez mais, de operar em rede, integradamente. Se ocorre um problema na comunidade ela deve ser chamada a dar a sua contribuição. Donde a necessidade de estruturar o saber e a forma de organização articulando as redes de interesses infra-nacionais (ou sub-nacionais) – integrando-as, por seu turno, em redes transnacionais; estas por sua vez, relacionam-se com as redes governamentais e com a redes intergovernamentais. E todas elas convergem, por consequência, para as redes supranacionais cuja agregação de valores, normas e interesses (no domínio político, ecológico, militar e social) procuram racionalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, portanto, esta profusão da filosofia da rede, que implica um novo processo de aprendizagem humana, que ganha relevo e informa o próprio Paradigma do Conhecimento para o próximo milénio. É o modelo de rede que constitui o “sistema nervoso”, a estrutura social e o sistema de símbolos de que dependem os valores culturais e, em última instância, o valor da própria civilização .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o fio condutor da nossa comunicação – Uma Acção em Busca de Poder – pode ser desmontado através da seguinte cadeia de factores: Informação Conhecimento  Organização  Produtividade (Poder). Daqui emerge o novo factor hegemónico regulador e racionalizador das sociedades pós-modernas ao qual a Academia terá de responder .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta comunicação procura reflectir sobre os verdadeiros problemas e desafios colocados ao Ensino Superior Europeu. O ponto de partida foi, de facto, um documento estruturante consubstanciado na Declaração de Bolonha/DB. Mas esta problemática, pelo menos a longo prazo, está relacionada com os próprios fundamentos da produção de saber e a forma como o transmitir. No fundo, do que falamos é da própria civilização de valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a globalização vem exigir que Academia e o Poder (leia-se o Estado) dialoguem e desenvolvam outro tipo de parcerias entre si. Ou seja, o poder é saber, embora não seja saber científico; o saber, por seu turno, é poder, embora não seja poder político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com uma reflexão sábia de H. McNeill que reflecte, presumo, bem o espírito do nosso tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num tempo em que os ventos da mudança sopram forte, devemos ficar satisfeitos sabendo que a previsão é sempre imperfeita e as escolhas que se deparam devem levar em linha de conta a ignorância desse risco. Esse é o preço que temos de pagar para melhorar o mundo, mediante a mudança do nosso próprio comportamento, individual e colectivo, como resposta às esperanças desejadas e aos objectivos partilhados, descritos em palavras. A nossa capacidade para errar constitui a nossa capacidade para aprender e, por isso, realizar de forma parcial e imperfeita, mas real, melhorias nas condições da vida humana .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Autor do paper: Rui P. Matos &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2001/2002&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-116533325441252065?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/116533325441252065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/116533325441252065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2006/12/declarao-de-bolonha-enquadramento-e.html' title='A DECLARAÇÃO DE BOLONHA: ENQUADRAMENTO E LINHAS DE TENDÊNCIA'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-115857554710587737</id><published>2006-09-18T11:24:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T12:59:42.893+01:00</updated><title type='text'>Minhas impressões de Agostinho da Silva</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img style="WIDTH: 458px; HEIGHT: 527px" height="661" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img146.imageshack.us/img146/5489/agostinhodasilva6jsbx3.jpg" width="488" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Agostinho da Silva: o Homem, o Amigo e o Mestre. Memórias e alguns subsídios.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em conversa fraterna foi-me pedido por alguns amigos que elaborasse um texto sobre Agostinho da Silva, e que o mesmo se destinava a uma Revista luso-brasileira de ciências, letras e artes, a arrancar, brevemente, em S. Paulo, Brasil. A tarefa não é fácil, visto que o Prof. A. da Silva foi, e é na nossa memória um Homem, ou melhor, uma "instituição", de difícil apreensão. Por isso, não se julgue que irei nesta pequena prosa debitar certezas sobre um Homem que tinha imensas dúvidas sobre o mundo ou até "esculpir alguém" que, por natureza, é simples e ao mesmo tempo complexo. Antes, porém, de falar sobre o homem, o mestre e o amigo - Agostinho da Silva, - assunto que procurarei desenvolver, permito-me formular uma pequena ideia que tem passado pela cabeça dos amigos e de alguns membros (fundadores) da Associação Agostinho da Silva e que consistia na actualização e consequente edição da obra vasta e pouco sistemática do Prof. Agostinho. Ora como esta ideia maior aguarda ainda melhores dias esperemos que esta outra ideia de fazer nascer a referida revista, cujo espaço contemplará matérias relativas ao mestre e amigo Agostinho da Silva, seja objecto da melhor sorte junto da comunidade de leitores que visa servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, e na qualidade de modesto membro da Associação Agostinho da Silva, devo referir que a ideia da iniciativa da revista muito me agrada. Pelo que o "ciúme" da vossa ideia-projecto leva-me a felicitá-los pela oportunidade da proposta crendo que, para além de reactualizar, (através daqueles que o conheceram de passagem ou daqueles que mais de perto com ele conviveram) um corpo de conhecimentos e de reflexões que poderão vir a constituir um instrumento activo de cultura pode contribuir, por outro lado, para "agitar" as ideias que temos sobre a organização social, a organização económica e política do mundo em que estamos e daquele no qual gostaríamos de viver. Sem esquecer a Filosofia, evidentemente. É, segundo o que os teóricos do Estado designam por - o problema da escolha ideal do Estado mas também a procura desse Leviatão olhado como corpo real e concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o exposto, desejaria sublinhar a minha própria adesão a algo que a Associação poderia, ela própria, desenvolver. Quer com base no número, em qualidade e em quantidade de professores, amigos e outros "poetas à solta" que sobre o mestre Agostinho poderiam escrever, quer com apoio do próprio acervo de livros, ideias, valores, factos e testemunhos que estão disponíveis. E este preâmbulo tem tanta razão de ser quanto maior é o traço de união que liga portugueses e brasileiros. A história, a língua e o afecto são as traves mestras desse especial relacionamento que se verifica, aliás, nas mais pequenas coisas que ocupam o nosso quotidiano. Pelo que, e de um modo involuntário, quando pensamos no Prof. Agostinho da Silva, reflectimos em "alguém" cujo traço de personalidade, só comum aos portugueses de "alma plural, elevada e abrangente", aponta para atender primeiro às necessidades (intelectuais e outras) dos outros e depois à satisfação das suas. E isto vem tanto a propósito quanto uma das suas máximas de vida era ganhar tudo o que pudesse, poupar tudo o fosse possível e dar tudo que de bom houvesse. Acresce a estas qualidades excepcionais, Agostinho da Silva combinava características geralmente inconciliáveis numa só pessoa: grande inteligência e cultura histórica, enorme sensibilidade, grande espírito de tolerância e capacidade de compreender o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora aquilo que as sociedades contemporâneas produzem são seres que, uma vez dotados intelectualmente, não conseguem ficar imunes ao preço do sucesso, da glória comunicacional (por se terem, entretanto, mediatizado) e o resultado, naturalmente, desagua na mais primária arrogância que só estimula a falta de comunicação entre os homens, coarctando também o fluxo de ideias e projectos a ele pertencentes. Ora, Agostinho era bom, inteligente, filósofo, pensador, culto, sensível e magnânime quando olhava cá para baixo para o mundo dos pequeninos que, não raro, se punham em bicos de pés a propósito das mais variadas coisas que, aliás, iam da economia à educação passando pela "alta cultura" (como ele costumava dizer) culminando (ou não) na política. Logo, outro dos seus lemas de vida parecia apontar para uma outra ideia nuclear e que se podia traduzir do seguinte modo: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aquele que tem ideias é forte, mas aquele que tem ideais é invencível&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era desse modo que o via na sua dimensão mais plural. E "Ele" era assim dentro de uma circunstância, que era a sua - amando uma nacionalidade (a que corresponde o Estado mais estável e velho da Europa) de dimensão geográficamente exígua, embora espiritualmente grande. Ao mesmo tempo, Agostinho da Silva tinha efectivamente amor pelas coisas e quando isso acontece, todos aqueles que tiveram o privilégio de com ele conviver, se convertiam em poetas, mas não propriamente à poesia. Livres no ser, no pensar e no sonhar. Enfim, vagabundeavam. Era essa a magia que o velho sábio de barbas brancas e com um ar ora maroto (de menino) ora reflexivo, como quem olha para muito longe apontando os caminhos do futuro, transmitia aos arquitectos, aos diplomatas que lhe pediam ideias, aos engenheiros que conjecturavam "pontes" de futuro, aos químicos, aos cinéfilos, aos homens da economia, do teatro, das artes e, também, aos médicos, aos juristas, aos vagabundos e outros «poetas à solta» sem esquecer, contudo, os estudantes que, como eu, bem como um outro inumerável conjunto de pessoas, o procuravam a fim de satisfazer uma necessidade intelectual ou, simplesmente, ser animado por aquela ideia de aprender a profetizar o mundo e conhecer melhor para ver mais longe e mais alto a natureza e a lógica das coisas. Sempre por dentro delas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente à sua relação com a religião que, no fundo, procura ligar uma coisa a outra através de um vínculo de espiritualidade, também se pode detectar algo de original. Pelo que para o pensador em apreço, Deus era algo que se podia traduzir num simples agradecimento, mas também encerrava a ideia de um agradecimento interior que fazia ou desencadeava uma reacção tal segundo a qual, a partir desse momento, passaríamos a gostar mais de nós. E, por consequência, Deus em Agostinho da Silva podia ser interpretado como algo que radicava na capacidade que o homem tem, e que foi por ele desenvolvida, de ver em Deus um amigo e um inimigo. Resultado: era necessário obrigados, sob o ponto de vista intelectual, a encontrar admiração tanto no bem como no mal. Logo, a conclusão lógica que se impõe no quadro deste processo (e para concluir este ponto) aponta o homem, esse vigário de Deus cá na terra, como sendo o único ser que tem necessidade de um Deus bom e de um Deus que não o é. Ambos fazem falta e ambos se equilibram como se de uma balança de poderes se tratasse, porque se preocupa com a distribuição efectiva, em cada instante, da participação dos grupos na supremacia da direcção da sociedade global. Donde resulta o seguinte: não podemos supor que um certo grau de espiritualidade seja estranho ao fenómeno do Poder que é, como sabemos, o das decisões finais. E Agostinho da Silva percebia profundamente essa relacionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que se tratava, de facto, era que o amigo Agostinho corporizava uma espécie de Deus em pessoa. Com muitas virtudes e muitos poucos defeitos, e os que tinha eram de imediato diluídos pela força do seu carácter e do seu pensamento que se apresentava, aliás, pouco sistemático e muito errático. Era, todavia, sempre o mesmo para um alto quadro da administração, para um funcionário diplomático ou para um vagabundo que "atracasse" na Travessa do Abarracamento de Peniche a perguntar se tinha jeito ou vocação para o Teatro, como muitas vezes ouvi e vi. E ele, a propósito de tais formulações, era sempre elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na forma e no conteúdo, restituindo assim dignidade à pergunta e ao perguntador. Face a todo o exposto, defeitos não lhe conhecia nenhuns. Talvez um, que decorreu da circunstância de ter morrido cedo. Questão que coloca um desafio aos cientistas no sentido de descobrirem um "químico" com o objectivo de aumentar a longevidade daqueles seres excepcionais, - como Agostinho da Silva, - de quem o mundo depende. Fica o desafio para a comunidade científica pensar. Em suma, a ideia de Deus veiculada por Agostinho da Silva, comportava uma certa opção: ou era vontade de poder (Will to Power) e, nesse termo, constituía aquilo que os Deuses populares, chamados políticos, andam para aí a fazer ou, de contrário, tratava-se do poder dos sem poder - Powerless -, e então tornam-se bons necessariamente. É nesta esfera de reflexão que religião, que é uma certa ideia de Deus, (do nosso Deus) se mistura ou combina com as coisas do poder cujo conteúdo aproveito para explicitar sucintamente. O Poder, visto que ele está em toda a parte, era entendido pelo mestre como sendo todo percepção. Creio mesmo que a sua concepção sobre o poder decorria da sua não utilização que era, precisamente, a sua mais poderosa utilização. O truque está em usar o menos poder possível para criar a maior mudança provável. Logo o poder era para ser aplicado selectivamente, como um laser, de modo a não nos sentirmos dominados mas sim motivados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra grande qualidade do mestre resultava da necessidade de nos ensinar a seguir um modelo de pensamento que combinava, em perfeita síntese, razão para alcançar a verdade e intuição, para temperar o sentimento. O seu sistema de comunicação apelava sistematicamente para o método socrático e para o consequente debate de ideias e de assuntos. Nunca impunha as suas, embora os outros vissem nelas instrumentos originais e poderosos relativamente às quais a realidade se ajustava. E, nessa medida, o Prof. Agostinho da Silva nunca utilizou argumentos de força mas a força dos argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, aquilo que mais me tocou ao longo dos anos que com ele tive o privilégio de conviver, em casa primeiro e depois no hospital, resultou de algo profundamente relacionado com a filosofia oriental da qual, aliás, Agostinho da Silva se sentia próximo. Apesar de não ser o autor das etapas que passarei a enunciar, o mestre sentia-se muito dentro daquele espírito Zen de pensar a vida e o homem dentro dela. As fases são em número de dez e procurarei ser breve para depois concluir. Deve-se, contudo, sublinhar que estas fases vão para além da poesia e procuram descortinar as pegadas ou o potencial que existe em cada um de nós no trajecto das nossas vidas. Ora é por entender que o mestre e amigo as percorreu todas que invoco aqui essas dez fases da vida que parecem, aliás, encontrar aplicabilidade na generalidade dos homens. Começarei, naturalmente, pela primeira fase. A saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;1) O homem que há em cada um de nós está perdido. Daí a necessidade de continuar a busca. Porém, a confusão de sentidos é tal que não distinguimos os cruzamentos da vida a que a ganância e o medo só podem agravar no âmbito do processo de tomada de decisão mais conveniente para o seu futuro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Depois da procura daquele objectivo, Agostinho ensinou-nos a "descobrir as pegadas" da vida. Condição só realizável se a espreitarmos através de múltiplas perspectivas e ângulos, pois só dessa forma vemos as coisas em profundidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Distinguir o objectivo que queremos prosseguir, i.é, quando temos uma oportunidade logo devemos colocar a nossa "maquinaria sensual" (que são os nossos sentidos) em elevada laboração a fim de potenciar melhor o que nos propomos fazer da e com a vida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) É chegado o momento de agarrarmos com unhas e dentes o tal objectivo que para nós é crucial. Sucede, porém, que esse pode fugir ao nosso controlo interferindo desse modo com a nossa vontade e com o nosso desejo. Fase essa que significa não estarmos ainda preparados, pelo menos sem mostrarmos a diplomacia do chicote, para dominar os nossos impulsos a que, seguramente, os nossos objectivos de vida não são alheios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) É nesta fase que o homem se apercebe que tanto o chicote quanto a cenoura são indispensáveis. Mas o magno objectivo é utilizar preferencialmente o segundo, filho da persuasão e do diálogo. Daí a relevância que Agostinho da Silva depositava, juntamente com os amigos, na conversa - no desbravar caminho para depois avançarmos mais seguros que o mesmo é dizer - menos incerteza e ilusão. Então, Agostinho, neste particular também tem muito de Sócrates, o tal ateniense que deu a sua vida em nome da verdade e pensou, também como aquele, que a razão é o resultado da subjectividade, com muitas dúvidas e erros à mistura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Chegados aqui o velho mestre Agostinho da Silva interiorizou a ideia segundo a qual perder e ganhar são dois termos que são assimilados. É aí que nos montamos na vida, ou seja, naqueles objectivos/projectos que elegemos como prioritários mas que agora, nesta fase avançada, só importa seguir em frente e olhar para cima, mesmo que alguém nos chame lá de trás. Aqui o que importa, a quatro metas do suposto termo deste processo, é observarmos as nuvens lá no alto. Era o que Agostinho fazia dando aos amigos o exemplo do terraço, expressão que adoptava quando entreolhava o Rio Tejo, com barcos de recreio e de passageiros, (embora eu achasse que o que ele via, na sua lógica mental, eram Caravelas zarpando à bolina mostrando que o Português nunca teve receio de se aventurar no mar, esse desconhecido) através das janelas envidraçadas do seu terceiro andar solarengo. Desde que o tempo permitisse, evidentemente. Mas, segundo diziam os astros, o Professor também tinha óptima relação com o Tempo e, por isso, os metereólogos não deixavam de o consultar antes de mentirem acerca do tempo que ia fazer no futuro próximo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) É o tempo dos sábios. Nesta fase está-se transcendentalizado e, por conseguinte, a diplomacia do chicote e da cenoura são completamente dispensáveis. Só existe uma orientação, não duas. Acabaram-se as lógicas ou as sensações que o coelho sente quando depara com uma armadilha; do peixe quando é confrontado com a rede ou do homem quando não encontra razão para a vida e, por isso, sente medo de viver. Era nesse estágio que o mestre e amigo aparecia protagonizando um raio de luz a que os amigos não podiam deixar de ficar indiferentes e então rasgava-se um novo caminho, mais claro e sólido, sobre o qual o homem universal podia ou tinha a tentação de pisar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Era a fase do filósofo. Ele era uma espécie de Céu. Nada já o podia perturbar. Nem a morte como eu próprio testemunhei no leito que o recolheu. Encarava tudo aquilo como se de uma descoberta se tratasse; como se o navio zarpasse para o Brasil ou para África e "Ele" só se preocupasse em saber se o navio tinha comandante à altura. Presenciei esta fase última da sua vida, juntamente com o Pedro, seu filho. As pegadas que tinha dado na vida estavam dadas e essas tinham marca de patriarcas. Era também uma fase em que os olhos dele deixaram de o ver e mesmo que milhares de pássaros espalhassem flores no seu caminho nada de novo, nem mesmo elogios (coisa que detestava) traríam qualquer alteração de circunstâncias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Perto do fim, o mestre parecia querer regressar às origens. À sua Barca de Alva e ao Porto onde se formara. Era a viagem ao passado, à raíz da vida, à sua semente. E era com um profundo silêncio que o Professor Agostinho da Silva observava as formas e as dinâmicas de integração e desintegração da vida do homem em sociedade. Era neste termo que o filósofo via com clarividência aquilo que cria e aquilo que destrói e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Por último, o sábio como que tinha entrado no mundo. Como quem, por ex. após ter comprado bilhete tem direito a assistir ao filme. Não se ralava com o prolongar da sua, então, precária vida. E tudo em seu redor, como os amigos, as árvores e a natureza em geral pareciam tornar-se vivas e assim, todo o conjunto do sistema, parecia converter-se em algo profundamente belo mas, ao mesmo tempo, invisível.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foi, pois, nessa zona menos visível (não tanto no hospital, onde não era muito visitado, pelo menos com a cadência com que os "amigos" o faziam em sua casa) que verifiquei a relatividade e até precaridade com certos valores, como a justiça e a gratidão eram exercitados. Ou seja, muitos daqueles que com ele conviveram parece não terem percebido muito daquilo que lhes foi dado ver. Ou então não sabiam que, como diria alguém, o Homem do futuro é aquele que tiver a memória mais longa. Todavia o balanço global é francamente positivo. Estou, humildemente, ciente disso e o Prof. Agostinho da Silva também. Onde quer que ele se encontre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a circunstância de ter sido também um dos pioneiros a pensar o projecto da Comunidade de Povos de Língua Portuguesa/CPLP - vinha dar razão à existência de verdadeiros laços consubstanciados em interesses e valores comuns. Mas Agostinho da Silva sabia que, nesse quadro intencional de relacionamento, havia sentimento a mais e razão a menos. E o espírito da lusofonia andou sempre no ar, i.é, sem tomar forma e conteúdo concretos. Presentemente aproxima-se, em Portugal, a realização da Cimeira que tem por missão instituir a CPLP. Esperemos, como desejava também Agostinho da Silva, que a congregação numa mesma estrutura de sete Estados (oito, se não nos esquecermos de Timor-Leste que é, aliás, um povo sem território nem Poder Político) junte mais um continente aos três já representados pelos países que integram a Comunidade: Portugal, na Europa, Brasil na América, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São-Tomé e Príncipe e Cabo Verde, em África, mais Timor, na Ásia. Provavelmente, neste novo quadro de relações internacionais (a nova ordem), o amigo, o mestre e o pensador, partilharia a ideia que parece estar em curso e que consiste na redefinição de um mundo português que nunca mais desapareceu. Ou, se quisermos, retomando a terminologia de Gilberto Freyre, - que nos anos 30 introduziu o conceito de luso-tropicalismo através das suas obras «Casa Grande e Senzala» e «O Mundo que o português criou». Será este projecto, como suporia o locatário da Travessa do Abarracamento de Peniche, juntamente com a procura de novas formas de institucionalização, como sejam: o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, o Parlamento dos povos de língua portuguesa e, sobretudo, a Universidade dos sete, que irá dar forma ao "mar das sete diplomacias lusófonas" evitando assim que ele, mais uma vez, se torne salgado, porque aí as lágrimas não serão só de Portugal. Pensamos que o Prof. Agostinho da Silva acreditava profundamente, não obstante as contingências políticas e dos políticos, neste projecto lusófono. Por isso, retomámos a memória quer de um quer de outro. E, ao fazê-lo, devemos repôr parte do legado por ele deixado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nos relatos de homens que tiveram experiência de África desde o século XV, que eles encontram o material mais valioso para saberem o que era aquele continente antes da chegada do europeu, e quais são as qualidades, os interesses, os projectos de África com os quais têm de retomar contacto para que uma África pós-colonial seja realmente uma África de futuro».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, o Prof. Agostinho dizia que era preciso estabelecer relações entre o Brasil e a África e, sobretudo, que os brasileiros aprendessem África, visto que se partia da noção zero de que ninguém sabia realmente coisa nenhuma daquele continente. Cremos, também, ser necessário que Portugal volte a aprender África sem, contudo, apagar aquilo que vai esquecendo acerca do Brasil e da Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo, retomando as 10 fases acima referidas, que Agostinho da Silva as percorreu todas. Conheceu-as bem, uma a uma. Fez um excepcional trajecto: foi determinado, corajoso, sensível, teimoso, humano e, sobretudo, superiormente inteligente. Dificilmente esquecerei, apesar de o Prof. Agostinho não servir chá, aquele mestre em filosofia Zen que foi procurado por um professor universitário que manifestara desejo e interesse em informar-se sobre o assunto. Aquele serviu o chá e encheu a taça do visitante E, depois, continuou a deitar. O visitante observou aquele transbordar até que não pode conter-se por mais tempo e afirmou ao mestre: está a deitar por fora. Não cabe mais nada! A resposta do mestre veio pronta: tal como esta taça, estás cheio de preconceitos, de opiniões (doxa) e de conjecturas. Assim, como poderei eu (dizia o mestre) revelar-te o Zen, se antes não esvaziares a tua taça (mental) ???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me despedia dele, sobretudo na sua residência, fitava-me e dizia - "Até Logo" -(arrastado) como se fosse um adeus para sempre, para a eternidade - que nada podia separar. Adiante soltava um - "Venha quando quiser". Eis a frase que eu mais gostava de ouvir, e ele sabia-o. Ainda hoje, quando o recordo, facto recorrente na minha vida, penso naquela frase que o acompanha na última morada: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Atingira um silêncio&lt;br /&gt;Tão de espanto&lt;br /&gt;Que era todo Universo&lt;br /&gt;À sua volta&lt;br /&gt;Um seduzido encanto».&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva era um monumento feito homem e, só para recordar um poema de Carlos Drummond de Andrade, falando sobre a tristeza infinita, diria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A coisa mais triste do mundo é a boneca não brincada».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois também li (e ouvi) um pequeno cartão que em tempos Agostinho da Silva me enviara e que dizia simplesmente isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;«Para expulsar o fel, mel mais doce que mel».&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img247.imageshack.us/img247/1677/agostinhoda20silvaic6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Reflexão dedicada àqueles que hoje encontram no Brasil um destino seguro para se reencontrarem. O meu irmão Vitor é um deles. &lt;a href="http://maltez.info/"&gt;JAM&lt;/a&gt; é outro a outro nível. A ambos segue o meu fraterno abraço de amizade com desejos de bons futuros.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-115857554710587737?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Minhas impressões de Agostinho da Silva'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/115857554710587737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/115857554710587737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2006/09/minhas-impresses-de-agostinho-da-silva.html' title='Minhas impressões de Agostinho da Silva'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-114587688899898378</id><published>2006-04-24T12:09:00.000+01:00</published><updated>2006-04-24T15:40:28.796+01:00</updated><title type='text'>O tempo com pouco tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7063/752/1600/ampulheta.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7063/752/320/ampulheta.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-114587688899898378?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/114587688899898378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/114587688899898378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2006/04/o-tempo-com-pouco-tempo.html' title='O tempo com pouco tempo'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-114035081202569487</id><published>2006-02-19T12:06:00.000Z</published><updated>2006-02-19T12:21:06.140Z</updated><title type='text'>Perfil do tuga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img84.imageshack.us/img84/5836/tuga8yj.gif" width="129" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NOME: Ferreirinha da Costa (Costinha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-PROFISSÃO: Funcionário público, artista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-IDADE: 36-44 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-ALTURA: 1,62-1,180 m (por causa dos flocos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-PESO: 83,4 Kg - mas varia consoante as festanças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-OLHOS: Castanhos (verdes no verão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-SINAIS PARTICULARES: Bigode ou barba por fazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-NOME DA MULHER: " A minha esposa chama-se JULIA e é uma senhora que se dá ao respeito, por isso nada de porcarias ao pé dela..." nem recebo mails de mulheres nuas porque aqui somos todos mui beatos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-SINAIS PARTICULARES DA MULHER: 123-96-148 (mas era cá um avião quando era nova... agora, realmente, está um bocadinho gasta...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-FILHOS: 1,5 (1 legitimo, mais 0,5 a dividir com o marido da amante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-CLUBE: Futebol Club do Porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-ÍDOLO: Bimbo da Costa, de preferência quando espuma pela boca e espele fel pelo olhar (se o homem fosse desonesto, já o tinham prendido...vocês e que tem dor de corno !!!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-ÓDIO: a Sic (não a vejo, porque é dos gajos. Só vejo o Canal 18 para ver se consigo garantir o débito sexual à minha esposia - 20 anos mais nova)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-DESPORTO PREFERIDO: Morfar, dizer mal, intrigar, coscuvelhar, manipular e aprender a "mixer" na "intermete" e tira..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-PRATO FAVORITO: Pezinhos de coentrada e pudim Molotof.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-RECORD PESSOAL: Cuspidela de 4,4 m (vento regular), (Foi lindo pá, a verdinha parecia que tinha asas....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-SITUAÇÃO IDEAL PARA FAZER AMOR: O que é isso? Cá por cá somos mui beatos, e pergunto sempre ao meu paisinho se posso fazer porque ele é que sabe se a minha Júlia está em condições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-SITUAÇÃO IDEAL PARA FAZER AMOR: Ah! Já entendi!...Como eu gosto mesmo é ao Domingo... a ver o Domingo Desportivo... mas se o Puorto perde já está tudo estragado outra vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-FRASE PREFERIDA PARA A COMPANHEIRA: "Mas a conversa já chegou à cozinha?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-PERFORMANCE SEXUAL: 3,84 minutos no acto (record alcançado duas vezes, a primeira em 3-07-1975 e a segunda no dia 4-05-1996, e não precisei para nada dessa porcaria do Viagra!...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-DIMINUTIVO DA SOGRA: Cabra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-PENSAMENTO SOBRE O SOGRO: "Até que era um gajo porreiro..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-PENSAMENTO SOBRE A VIDA: "Desde que haja comidinha na mesa e que o FCP não perca (sinais dos tempos...), estou-me a cagar para o resto....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-POSIÇÃO SOBRE OS BOMBARDEAMENTOS: " Rebentem as fronhas aos monhés!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-MUSEU FAVORITO: Elefante Branco (Trombinhas para os conhecedores, vou la para ver as estátuas...não sei se tás a ver!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-HOBBY preferido: "adoro encontrar-me com uns amigos para podermos conversar sobre gajas e futebol" (enquanto isso coço a minha "tomatada" ou então afasto as cuecas de um pintelho que se entalou no elástico..que sensação!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O QUE MAIS GOSTA EM PORTUGAL: Amália (sempre), Salazar (se o homem cá tivesse andavam todos na linha, Cavaco silva (É dos nossos, pá, ainda volta, desta vez pra Presidente), Bárbara Guimarães (Viste-me aquela tranca pa?....) Ah, e o Futebol Club do Porto, claro!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O QUE MENOS GOSTA EM PORTUGAL: "Esta merda esta a ficar cheia de pretos pá... deviam mas era mandar os gajos para a terra deles..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-JORNAL PREFERIDO: A Bola ("Ao Sábado, na sanita, a ler A Bola, eh pá...isso é que é viver!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-LOCAL DE FÉRIAS IDEAL: outra banda, "O Correia foi a Cuba de ferias, sem a patroa e diz que aquilo é à fartazana..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-LOCAL DE FÉRIAS: " Havias de ver a roulote que tenho no parque da Costa, aquilo é um luxo, e no Verão com o adiantado para as sardinhadas fica um mimo, se não fosse no ano passado, uns "Manjericos" a refilar com o cheiro, aquilo era o Paraíso... e ainda há gajos que vão para as Caraibas, tansos!...":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-GRANDES ASPIRAÇÕES NA VIDA :"FCP campeão, um Jipe , uma mota-de-água e um telemóvel dos que tiram fotografias " &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-114035081202569487?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/114035081202569487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/114035081202569487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2006/02/perfil-do-tuga.html' title='Perfil do tuga'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113893664431001781</id><published>2006-02-03T03:16:00.000Z</published><updated>2006-02-03T03:20:03.853Z</updated><title type='text'>Matraquilhos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img72.imageshack.us/img72/1045/anes5mk.jpg" width="106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#336666;"&gt;Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo. Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário. Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado, se eles podem utilizar a casa de banho para trocar de roupa. O dono diz que não tem problema nenhum. Entram todos na tasca e vão até à casa de banho e vestem-se e começam a sair da casa de banho. Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa de azul, estranha, mas continua a beber. Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#336666;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu não me quero meter... mas acho que os teus matraquilhos acabam de fugir... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113893664431001781?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Matraquilhos...'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113893664431001781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113893664431001781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2006/02/matraquilhos.html' title='Matraquilhos...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113727343171550003</id><published>2006-01-14T21:13:00.000Z</published><updated>2006-01-14T21:17:23.906Z</updated><title type='text'>Friends &amp; holidays...</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img style="width: 490px; height: 424px;" src="http://img332.imageshack.us/img332/2367/dsc010534at.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113727343171550003?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113727343171550003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113727343171550003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2006/01/friends-holidays.html' title='Friends &amp; holidays...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113648775386294375</id><published>2006-01-05T18:58:00.000Z</published><updated>2006-01-05T19:03:07.543Z</updated><title type='text'>O métodos do bom futebol e dos resultados rápidos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img src="http://img278.imageshack.us/img278/9739/football5ez.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parece que é assim que R. Koeman - treinador do Benfica - motiva os seus rapazes. À vista desarmada os resultados são muito positivos. "Assim como assim" uma palmadinha no prepúcio sempre fica mais em conta do que comprar contentores de Viagra - cujos resultados não são garantidos, além de fazerem mal ao coração. E alguns até morrem em pleno campo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviada pelo mesmo autor (JF) do monumento anterior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113648775386294375?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113648775386294375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113648775386294375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2006/01/o-mtodos-do-bom-futebol-e-dos.html' title='O métodos do bom futebol e dos resultados rápidos...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113647591692819286</id><published>2006-01-05T15:42:00.000Z</published><updated>2006-01-05T15:50:07.500Z</updated><title type='text'>Monumentos - by JF</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img230.imageshack.us/img230/2938/monumentos64ax.jpg" width="500" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agradecemos aqui (a JF) o envio desta obra da natureza, ou melhor, onde a mãe-Natureza se confunde com as naturezas que cria - à imagem e semelhança de Deus e, neste caso, das deusas, essas grandes perturbadores dos heterosexuais - que ainda os há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria alguém: com aquelas mulheres alí sentadas - como é que eu poderei fazer política e governar a nação?!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113647591692819286?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113647591692819286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113647591692819286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2006/01/monumentos-by-jf.html' title='Monumentos - by JF'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113408011411514600</id><published>2005-12-08T22:01:00.000Z</published><updated>2006-01-05T15:51:23.280Z</updated><title type='text'>Honda VFR 800 - a melhor mota do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;A Honda VFR 800 - é a melhor mota do mundo. Quando a temos ficamos excitados e felizes mas preocupados e mais tesos; quando deixamos de a ter ficamos frustrados, mas também mais aliviados e com mais uns trocos na carteira - que sempre foi leve.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;Hoje já não a tenho, mas dei a volta ao texto doutra forma: colei-a no &lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102); FONT-STYLE: italic"&gt;screensaver&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt; e, assim, vejo-a todos os dias pensando que ela ainda é minha e ronca quando quero. Hoje, basta vê-la para a ouvir; basta vê-la e ouvi-la para me sentir nela em rotação; basta tudo isso para voltar aos 280 Km. em poucos ss. Basta de alucinações...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 499px; HEIGHT: 429px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img378.imageshack.us/img378/575/vfr21le.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;... Basta de tanta baboseira, para evitar bater com a cornadura no chão!!! e depois nunca mais poder andar de carro (nem a pé). Mas é linda!! E também isto é cultura, ou não!? &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Vrum, vrum, vrum...&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113408011411514600?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113408011411514600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113408011411514600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/12/honda-vfr-800-melhor-mota-do-mundo.html' title='Honda VFR 800 - a melhor mota do mundo'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113405887366201651</id><published>2005-12-08T15:21:00.000Z</published><updated>2005-12-08T16:36:10.946Z</updated><title type='text'>Autenticidade e direitos autorais...</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img style="WIDTH: 382px; HEIGHT: 420px" height="457" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img394.imageshack.us/img394/869/amizade6nr.gif" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há dias recebi um mail duma pessoa amavél chamando-me a atenção para uma realidade que todos nós já conhecemos: a violação sistemática dos direitos de autor, agora em versão virtualizada que se corrompe net fora. É que muitos textos e inúmeras imagens são, hoje, vilmente copiados, adulterados e prostituídos. Ora isto é crime. Mas é ainda um crime brando à face da nossa cultura jurídica do deixa-andar que depois-logo-sevê. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto em bom português é uma "filha-da-putice". Não se faz!!! E assim que me alertaram para aquilo que eu próprio já estava doutorado de saber, e também porque fui alvo e de certo modo contribui para adensar esse eco, tratei logo de saber como reparar a situação. Como? Citando o autor/a devidamente. Doravante, terei mais cuidado em republicar mails que me chegam, muitos deles de pessoas que se querem fazer publicar em blogs, e nós, por vezes, porque somos solidários e altruistas, republicamos essas coisas, ainda que penalizando os verdadeiros autores desse &lt;em&gt;staf.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isto para dizer o seguinte: mesmo na net as pessoas devem ter sempre o cuidado - na medida do possível - de citar a fonte que criou esse material. Desfazer disto é cometer um crime - diria - de falta de autenticidade. E não há pior crime dos que relevam do intelecto e da consciência. Por mim, tentei, reparar a situação e ora contribuo para que ela não volte a suceder. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas esta questão é mais densa e complexa do que parece à 1ª vista. Vejamos como e porquê. Antigamente, o aspecto mais importante da liberdade era a liberdade dos indivíduos, e não a liberdade dos grupos. Por isso, o problema da liberdade dos grupos - no mundo - está a impôr-se sobre a liberdade das pessoas, que individualmente colocam problemas que a sociedade deve resolver (ou não). &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;No séc. XVIII muita gente acreditava nos Direitos do Homem, mas não eram favoráveis aos direitos das organizações quando essas organizações tivessem finalidades que se opusessem às finalidades do governo da maioria. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cristianismo, o budismo, o marxismo e outras religiões tiveram a sua contribuição maior através dos indivíduos, e nenhum deles poderia ter emergido e florescido em Estados totalitários. Pois isso era incompatível com a liberdade natural. Galileu, por exemplo, foi maltratado pela Santa Inquisição, embora de forma tíbia quando comparada com os métodos mais modernos noutros pontos do globo, e de que, por exemplo em Portugal - tivémos triste notícia - com o Processo dos Távoras, e de muitas outras atrocidades cometidas pelo igreja Católica na América do Sul - que fez com que quando João Paulo II foi aos Andes os indígenas se recusassem a receber os ensinamentos da Bíblia. O Santo Padre percebeu a coisa e teve de retratar-se, ou melhor teve de pedir desculpa ao mundo pelas atrocidades cometidas pela Santa Igreja Apostólica Romana - que mais parece uma superpotência desgovernada. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao abrigo de certos direitos e deveres muitos livros foram queimados, e nessa fogueira de vaidades também entraram muitos homens de valor intelectual. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois veio a IGrande Guerra (1914-18) e aí a perseguição às pessoas tornou-se científica e eficaz. Esses crimes ganharam expressão maior com o "amigo" Adolfo que fez o que fez a 6 milhões de judeus, prestamistas de sucesso e odiados por todos. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Supunhamos que num casal marido e mulher se passam a detestar. Na óptica da moral católica esses dois seres devem viver para sempre aprisionados um ao outro. Se, noutro ângulo, o leitor expender uma opinião desfavorável na universidade onde trabalha contra os corpos instituídos verá logo que é marginalizado quando não despedido; se for político não será reeleito; se for jornalista só será aceite num pasquim de província; se for padre será desterrado e assim por diante. Se fôr poeta e/ou bloger grita com os outros blogers.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora com os direitos de autor a coisa é parecida. Não deixa de haver uma certa violência exercida sobre o verdadeiro autor duma obra que não se chega a citar. Ou inconsciente ou cirúrgica e incisivamente para ocultar deliberadamente o autor, o que é ainda mais grave e pérfido. Mas há homens para tudo neste nosso mundo em que vivemos, que parece um alguidar de alacraus. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temos, pois, de saber conviver com esses alacraus sem que, no caminho da vida, nos tornemos num igual. É aí que reside a &lt;em&gt;sagesse&lt;/em&gt; e o talento do homem. Diferenciarmo-nos dos animais, dado que obedecemos mais aos aparelhos simbólicos e culturais (ou assim deveria ser) do que aos aparelhos biológicos que regem a vida dos outros animais - os quais não precisam dos direitos de autor para nada. Desconfio até que um cão, um cavalo ou um canário, com excepção do meu, que sabe falar janonês e tocar a guitarra do Carlos Santana, nem sequer sabem o que é isso dos direitos de autor e dos problemas daí resultantes.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isto serve para fixar algumas ideias no caldeirão em que navegamos: a questão dos direitos de autor e a sua observância é, antes demais, uma questão cultural e só depois uma questão jurídica. Inverter esta formulação é não perceber nada da vida; é como pedir ao arquitecto e ao pedreiro que comecem a construir a casa pelo telhado. O fracasso é certo e depois ficamos soterrados sob os escombros.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é aqui que estamos: às chamadas forças da estupidez e da crueldade organizada, disfarçada em moralidade, que tendem a esmagar todos aqueles que querem afirmar legitimamente os seus direitos, a sua autoria, a sua identidade cultural, por vezes de forma naife, mas nem por isso menos correcta ou legítima. Ora são estas mesmas forças organizadas que, se não tivermos fortuna pessoal, fama ou qualquer outra forma de notoriedade ou de capital-intelectual junto dos meios de influência sociais, somos literalmente esmagados.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por vezes a forma que eu próprio encontrei para lidar com isso, quando esses dejectos culturalóides me batem à porta - apesar de não ter paciência para os procurar na net como quem busca agulha em palheiro - é, precisamente, dizer ao sujeito que se esqueceu de copiar as vírgulas, os travessões e o número de parágrafos que o dito cujo prostitui no gamanço cultural que me fez. Assim, o sujeito cora dos pés à cabeça. E acaba por cair da cadeira quando eu próprio, autor de determinado texto ou ideia esbulhada, me ofereço para ir ao domicílio desse crápula fazer as emendas para que a coisa se pareça mais com o original que ele copiou. Digo-lhe ainda que faço a coisa &lt;em&gt;free from taxes&lt;/em&gt;, como nos aeroportos.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso que já fiz isto umas vezes, poucas, mas funcionou sempre - e sempre é acompanhado com um pedido de desculpas do artista. E a coisa fica por alí. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha cara - não se afane, não se agaste. Tudo isso lhe rouba energias para fazer poesia. Basta-lhe, pois, recorrer à ironia - que é, como diria Eça de Queiróz, &lt;em&gt;o sorriso da razão&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim os entala a todos e ninguém "a come" por parva. Só se quiser... Bom, mas isso já é outra estória...&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113405887366201651?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113405887366201651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113405887366201651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/12/autenticidade-e-direitos-autorais.html' title='Autenticidade e direitos autorais...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113405015965251923</id><published>2005-12-08T13:21:00.000Z</published><updated>2005-12-08T15:19:14.820Z</updated><title type='text'>Relembrar a memória de Alfama. Relembro-me!?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://encandescente.home.sapo.pt"&gt;Lembras-te?&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 319px; HEIGHT: 255px" height="416" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img529.imageshack.us/img529/1268/beladona9fd.jpg" width="700" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembras-te quando morávamos naquele 2ºandar pequenino numa casa entre casas e paredes nossas e dos outros que nos separavam e uniam aos vizinhos do andar de baixo que tinham um bebé que chorava muito e ao vizinho do andar do lado que estava sempre a espirrar e nós ríamos no meio de choros e espirros e gritos dos vizinhos do andar de cima que tinham uma cama que rangia e uma vez cronometrei-os a fazer amor como se fossem corredores e o orgasmo meta que atravessaram pouco tempo depois da corrida ter começado e eu ri baixinho para não me ouvirem rir do amor rápido que faziam tão diferente do nosso quando me amavas como me amavas e te demoravas no meu corpo e as tuas mãos me navegavam e eu flutuava na tua boca e sorvia o ar como se me faltasses e pedia-te, ama-me, e tu dizias ainda não, e eu deserta do teu corpo errando nas tuas mãos e tu tão certo do meu corpo a murmurares, vem, e os vizinhos a adivinharem o teu murmúrio nos meus gritos e o vizinho do lado a suster o espirro para me ouvir e te adivinhar e me ter nas tuas mãos e no dia seguinte dava-me um sorriso cúmplice com o bom dia... Lembras-te?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto. Tamara Loncar&lt;br /&gt;posted by &lt;a href="http://encandescente.home.sapo.pt"&gt;encandescente&lt;/a&gt; at 12/07/2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Eu lembro-me - ou melhor &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;RELEMBRO-ME...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img363.imageshack.us/img363/1800/alfama8hs.jpg" width="88" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img363.imageshack.us/img363/1800/alfama8hs.jpg" width="88" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img363.imageshack.us/img363/1800/alfama8hs.jpg" width="88" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img465.imageshack.us/img465/2561/papagaio4zf.jpg" width="111" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img363.imageshack.us/img363/1800/alfama8hs.jpg" width="88" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Relembro-me de há quase 20 anos morar em Alfama numa rua estreita onde cabiam só três pessoas a andar ao mesmo tempo e ser essa uma rua com muita estória, tanta que agora me vem à cabeça o tal &lt;em&gt;stream of conscienciounesse&lt;/em&gt; do genial James Joyce, a tal corrente da consciência que põe a nú tudo num ápice e me lembro do que passava com o &lt;em&gt;couple&lt;/em&gt; de cima, do 3º andar, pois como morava no 2º ouvia tudo e se morasse no R/c seria a mesma coisa. E já sabia que as 6ªs à noite eram dias de gemer mais enquando - eu já preparado - colocava o algodão nos ouvidos para poder ler e estudar em lugar de ouvir aqueles brujessos a fingir que cantavam ópera dentro duma lata de conservas e quando espeliam gazes e orgasmos imaginava sempre que se tratava dum rebentamento duma centena de tomates dentro duma jarra de flores que era suposto terem rosas e cravos. Relembro-me desses dias, e dos dias de manhã em que todos descíamos a escada mas uns tinham de ficar retidos no semáforo da respectiva soleira da porta (que mais parecia um postigo de bonecas) de entrada porque os beduínos não conseguiam passar todos ao mesmo tempo pelo corredor apertado do mesmo curral. Relembro-me de Alfama, relembro a rua de S. Miguel e outras artérias mais sujas, relembro um casal de maricas comumente conhecido pelo "casal do papagaio paneleiro" e quando o papagaio vinha parar ao meio do chão, com o bico barulhento encravado nos intervalos das pedras da calçada imunda, ao lado das couves e das batatas da loja da frente era porque tinha havido discussão, só que era uma discussão ao mesmo tempo íntima e pública e todos ficávamos alí a saber que um dos cônjuges tinha ido fazer a noite para outra cama, deixando o cônjuge sedentário a penar em casa com o papagaio, carente de afectos e de muita maquinação sexual, que o nómada tinha procurado noutro poiso mais promíscuo. Relembro-me de ler Kant, Platão, Teoria do Estado, Ciência Política, Economia, Psicologias e outras manias, e também Eça de Queiroz ao som dessas paneleirices ecoadas com o sacana do papagaio às 5 da manhã a desatinar em delírio porque tinha vindo parar outra vez ao meio do chão a partir daquele 4º andar do prédio contíguo onde os maricas faziam regularmente o mesmo circo, com um do lado - de dentro da porta dizendo: hoje dormes na rua meu sacana traidor; e o outro - querendo entrar - retorquia aos berros: "Não há puta sem cabrão", não há puta sem cabrão e repetia isso ad eterno que ainda hoje, volvidos 19 anos, esse refrão ecoa no meu cérebro como campainha de escola secundárioa em vésperas de teste de matemática. Foram tempos sacanas, tempos panleiróides em que tive de gramar com essa merda toda por entre altas filosofias e outras tantas políticas e economias e sociologias intervaladas pelas relações internacionais do séc. XX findo. Há dias passei pelo lugar do circo e revi tudo já tão diferente, tão arejado, tão mais espaçado, e disse para mim: a merda da gaiola já lá não está, o sacana do papagaio já não lixa os ouvidos de ninguém com os zumbidos paneleiróides madrugadores, os maricas já puseram janelas novas de vidros duplos, as casas já estão pintadas, a loja das couves da frente virou uma charcutaria fina para enganar turista e tirar umas chapas, o talho virou boutique cafona, as pedras da calçada já não cheiram (tanto) a peixe podre enraizada nos seus interstícios, as velhas sentadas à porta já zarparam para 7 palmos abaixo da terra, os filhos delas, agora drogados, desempregados, desdentados e decadentes ocupam os seus lugares com o estaminé à porta - e os turistas continuam a procurar em Alfama um lugar de delírio arquitectónio do universo, um ponto de observação imagética do globo como se os autóctones fossem ETs, enfim uma antena do mundo que depois integra um albúm de fotografias abroad; e também um sítio de gritos e de muitas corridas quando os chungas indígenas resolvem passar pelos ditos turistas e levar-lhes as máquinas fotográficas com que pretendem registar o mundo: o mundo de Alfama, o mundo que povoou a minha memória, a memórias das minhas leituras universitárias, o role de amigas, de poucas namoradas de todas elas que por lá passaram e sentiram o aperto do espaço que é o microcosmo de Alfama. Uma Alfama que hoje está diferente, mas não tanto. O facto do papagaio já lá não estar, os maricas terem morrido de sida e as artérias parecerem mais fluídas - tal não significa que os turistas não sejam gamados, a pobreza e miséria não abundem, a velhice não se arraste andrajosamente, os negócios escuros - vindos de cima da Feira da Ladra - não se continuem a fazer, etc, etc, etc.. E por tudo isto pensei, por entre luminicências, encandescências e outras tantas heroicidades e &lt;em&gt;eroticidades&lt;/em&gt;: bolas - Alfama é sempre Alfama. E eu tenho mais 20 anos, fo....&lt;/span&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img363.imageshack.us/img363/1800/alfama8hs.jpg" width="88" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img465.imageshack.us/img465/2561/papagaio4zf.jpg" width="111" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img363.imageshack.us/img363/1800/alfama8hs.jpg" width="88" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003333;"&gt;PS: O homem do futuro é aquele que tiver a memória mais longa, como diria o louco sábio do F. Niezstche. E Alfama faz-me supôr aqueles elefantes de memória que têm a velocidade da lebre. E nunca andei a gamar máquinas fotográficas.!!.. Ironias da vida, agora como espectador retro-prospectivo neste Portugal meio cómico meio neurótico em que todos somos obrigados a vegetar. Apesar de saber que qualquer dia todos temos de passar a gamar as tais máquinas fotográficas para podermos sobreviver. Será isto o "choque tecnológico" do único engenheiro com nome de filósofo no mundo? que parece que é PM de um País do 3º mundo europeu - à beira-mar acocorado...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113405015965251923?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113405015965251923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113405015965251923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/12/relembrar-memria-de-alfama-relembro-me.html' title='Relembrar a memória de Alfama. Relembro-me!?'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113396157800885960</id><published>2005-12-07T13:11:00.000Z</published><updated>2005-12-07T13:32:47.650Z</updated><title type='text'>Political Power ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img232.imageshack.us/img232/7107/loucos2hi.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 360px; height: 298px;" src="http://img473.imageshack.us/img473/8408/soares36nd.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 324px; height: 416px;" src="http://img530.imageshack.us/img530/9829/fernandoaguiar9iu1xj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113396157800885960?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113396157800885960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113396157800885960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/12/political-power.html' title='Political Power ...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113392554468264288</id><published>2005-12-07T03:18:00.000Z</published><updated>2005-12-07T03:25:30.143Z</updated><title type='text'>Pensar, escrever.., agora vira!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img190.imageshack.us/img190/6783/pensar8cf.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="109" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Costa dos Murmúrios&lt;br /&gt;de Lídia Jorge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre adivinhei a leitura como uma espécie de cinema mental. Por qualquer insondável alquimia, aquele que lê deixa de, a partir das primeiras páginas, ver os rebanhos de letras e frases impressos no papel. Passa antes a ter projectadas nas folhas do livro florestas de imagens, sons, tonalidades, acções. Abstrai-se dos caractéres negros e encontra dentro de si o que o escritor ousou apenas rabiscar. Dois universos – o do autor e o do leitor – volvem-se assim íntimos. Apesar de apertados. E tanto mais quanto for o talento do escritor para evocar, transformar uma singela palavra num fotograma de imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reside aqui a arte de Lídia Jorge. Profeta no manejo da prosa, puxa-nos pela gravata do real e arrasta-nos ao hemisfério da Ficcionalidade. A Costa dos Murmúrios é pródiga nesta florescência de evocações. Dir-se-ia que um sótão de memórias, ao despegar cores, sons e aromas, cria atmosferas susceptíveis de desenroscar a capacidade que o leitor tem de, segundo Barthes, re-escrever o texto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113392554468264288?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://web.ipn.pt/literatura/letras/crit011.htm' title='Pensar, escrever.., agora vira!!'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113392554468264288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113392554468264288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/12/pensar-escrever-agora-vira.html' title='Pensar, escrever.., agora vira!!'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113392455326558316</id><published>2005-12-07T03:02:00.000Z</published><updated>2005-12-07T03:12:28.196Z</updated><title type='text'>Sortes</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img style="WIDTH: 335px; HEIGHT: 336px" height="454" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img323.imageshack.us/img323/7533/sortes0xc.jpg" width="600" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem nasça com o cu virado para a lua&lt;br /&gt;Parece que é sinal de sorte&lt;br /&gt;Nascer mostrando à lua o cu&lt;br /&gt;Prendendo os olhos ao chão.&lt;br /&gt;Eu nasci com o cu virado para baixo&lt;br /&gt;Enchendo os olhos de lua.&lt;br /&gt;E assim permaneci&lt;br /&gt;Perpetuando o azar&lt;br /&gt;De ter nascido ao contrário&lt;br /&gt;Ousando possuir a lua&lt;br /&gt;Não levantando o cu do chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Foto:Rafal Bednarz&lt;br /&gt;posted by encandescente at 11/13/2005 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113392455326558316?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://eroticidades.blogspot.com' title='Sortes'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113392455326558316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113392455326558316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/12/sortes.html' title='Sortes'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113374688874822967</id><published>2005-12-05T01:40:00.000Z</published><updated>2005-12-05T01:49:47.913Z</updated><title type='text'>O Noivado</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 385px; height: 256px;" src="http://img208.imageshack.us/img208/4748/noivado1ee.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rasguei todas as tuas fotos, até aquela que tirámos há um tempo atrás no castelo, no dia em que me deste o anel de noivado e me juraste amor eterno e fidelidade, e eu não sabia, no dia em que tirámos as fotos e aceitei o anel, que eram tudo falsidades e estava tão feliz que disse a uma pessoa que passava, não se importa de nos tirar uma fotografia? E pedi-te para repetires o gesto e as juras com o mar em fundo para ficar mais bonita a fotografia, e tu puseste-me de novo o anel no dedo e eu sorria e tu não estavas muito à vontade mas sempre disseste que não te sentes muito à vontade com estranhos e afinal o estranho és tu e o canalha e o mentiroso e hoje quase morri atropelada e de ataque cardíaco, ou o que acontecesse primeiro, nem vi os carros a baterem uns nos outros nem ouvi as buzinas, só te via a ti de braço dado com uma mulher e uma criança pequena ao colo que ria de alguma coisa que lhe dizias, e quando cheguei mais perto a mulher dizia-te, querido a Catarina cai. E eu, querido? E tu começaste a corar quando me viste e a mulher a perguntar quem é esta? E tu a corar-a-corar; e eu, sou a namorada, a noiva dele e mostrei-lhe o anel de noivado; e contei-lhe de promessas juras e falsidades e a mulher a dizer, ai que não me sinto nada bem; e tu a corar e as crianças a gritar avô, avô que tem a avó? …&lt;br /&gt;22/11/1967 é a data que está gravada no anel com o teu e o meu nome dentro de um coração, quase 30 anos de namoro e nunca desconfiei de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 51, 51);font-size:85%;" &gt;(Dedicado à "Ana" - curiosamente a autora)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foto: Hernik Marcin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;posted by encandescente at 11/28/2005  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113374688874822967?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://eroticidades.blogspot.com' title='O Noivado'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113374688874822967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113374688874822967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/12/o-noivado.html' title='O Noivado'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113323085084858407</id><published>2005-11-29T02:17:00.000Z</published><updated>2005-12-04T20:52:51.160Z</updated><title type='text'>Cartas ao Pai Natal</title><content type='html'>&lt;ul style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;   &lt;li&gt;Carta ao Pai Natal  - Mário Soares&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 273px; height: 302px;" src="http://img437.imageshack.us/img437/7343/soarescaricatura8kg.png" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pai Natal&lt;br /&gt;Acordei agora da sesta. Tive um sonho original.&lt;br /&gt;Conversei com a Maria&lt;br /&gt;E achamos que não é sonho&lt;br /&gt;Mas uma ideia genial!&lt;br /&gt;Já fui ministro, primeiro-ministro&lt;br /&gt;E duas vezes presidente deste país&lt;br /&gt;Está na hora de mudar de ares&lt;br /&gt;Aceitar novos desafios&lt;br /&gt;Levar mais longe o nome de Portugal&lt;br /&gt;Ou o meu nome… Como sempre quis.&lt;br /&gt;Como tu tenho já uma certa idade&lt;br /&gt;E no ventre a mesma proeminência&lt;br /&gt;Decidi que para o ano quero ser o Pai Natal.&lt;br /&gt;Portanto…&lt;br /&gt;Olha pá faz as malas. Desocupa a Lapónia.&lt;br /&gt;Vou ser eu o Pai Natal.&lt;br /&gt;Tem lá paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado: Mário Soares&lt;br /&gt;(Ex-deputado. Ex-Primeiro Ministro. Ex-Presidente da Republica. Ex-Deputado europeu. Futuro Pai Natal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="color: rgb(102, 51, 102); font-weight: bold;"&gt;   &lt;li&gt;Carta ao Pai Natal  - Manuel Alegre&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 311px; height: 309px;" src="http://img349.imageshack.us/img349/1769/alegre22tk.png" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pai natal quando voares nos céus da minha Pátria&lt;br /&gt;Quando aterrares as renas nas planícies do meu País&lt;br /&gt;Lembra-te desta carta, pedido singelo&lt;br /&gt;De um homem que só para a Pátria pede&lt;br /&gt;Para si… Nada quis.&lt;br /&gt;Se o nevoeiro que levou D. Sebastião&lt;br /&gt;Te fizer perder o rumo e baralhar o norte&lt;br /&gt;Segue o cheiro a verde pinho&lt;br /&gt;Ouve a minha trova no vento que passa&lt;br /&gt;E chegarás às chaminés do meu país&lt;br /&gt;Pátria desafortunada. Sem euros. Má sorte.&lt;br /&gt;Numa das chaminés de Lisboa&lt;br /&gt;Sentirás o odor e verás o fumo negro da traição&lt;br /&gt;Que o teu trenó sobre ela paire&lt;br /&gt;Que sobre a chaminé de Soares a tua rena pare&lt;br /&gt;E solte bosta. Um imponente cagalhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado: Manuel Alegre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carta ao Pai Natal  - Francisco Louçã&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 272px; height: 369px;" src="http://img296.imageshack.us/img296/4591/anacleto8hx.png" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é uma carta!&lt;br /&gt;É um manifesto. Um protesto. Uma petição&lt;br /&gt;Assinada por dezenas de intelectuais&lt;br /&gt;E outras pessoas que jamais&lt;br /&gt;Se reviram numa festa&lt;br /&gt;Bacanal&lt;br /&gt;Orgia de oferendas&lt;br /&gt;Dadas sem qualquer critério&lt;br /&gt;E que perpetuam uma tradição&lt;br /&gt;Caduca. Reaccionária. Clerical.&lt;br /&gt;Que tu representas oh pai do natal.&lt;br /&gt;Com esta petição pretendemos&lt;br /&gt;Que a data seja referendada&lt;br /&gt;Não imposta, decretada&lt;br /&gt;Por um estado economicista e liberal&lt;br /&gt;E que seja celebrada quando um homem quiser&lt;br /&gt;Não à roda da mesa. Consoada.&lt;br /&gt;Mas num portuguesíssimo arraial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assina: Francisco Louça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carta ao Pai Natal  - Aníbal Cavaco Silva&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 311px; height: 241px;" src="http://img279.imageshack.us/img279/8320/cavacex9xw.png" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Excelentíssimo Senhor Doutor Pai Natal&lt;br /&gt;Venho por esta via pedir para a minha Maria&lt;br /&gt;O KamaSutra, versão condensada&lt;br /&gt;Não sei se a minha Maria teria&lt;br /&gt;Para a versão completa e ilustrada&lt;br /&gt;Suficiente pedalada.&lt;br /&gt;Eu para mim&lt;br /&gt;Por ora nada peço&lt;br /&gt;E de momento nada digo&lt;br /&gt;Não abdico do meu direito de manter o suspense&lt;br /&gt;E de fazer tabu do meu posterior pedido.&lt;br /&gt;Mas…. E só isto adianto&lt;br /&gt;Não preciso de Viagra&lt;br /&gt;Para acompanhar a minha Maria na leitura&lt;br /&gt;Do acima citado livro&lt;br /&gt;Que teso e hirto ando eu sempre&lt;br /&gt;Não precisando por isso de muleta&lt;br /&gt;Ou qualquer outro suplemento&lt;br /&gt;Para manter a rigidez&lt;br /&gt;E o meu porte sobranceiro.&lt;br /&gt;Despeço-me atentamente economizando palavras&lt;br /&gt;Porque como vossa Excelência sabe:&lt;br /&gt;Os tempos são de crise e tempo é dinheiro.&lt;br /&gt;Assina o Professor Doutor: Cavaco Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;   &lt;li&gt;Carta ao Pai Natal - Jerónimo de Sousa&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 406px; height: 422px;" src="http://img287.imageshack.us/img287/6329/jennimo7gs.png" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camarada&lt;br /&gt;Tu que és explorado pela entidade patronal&lt;br /&gt;Durante a época do Natal&lt;br /&gt;Usado como símbolo do capitalismo&lt;br /&gt;Para fomentar o consumismo&lt;br /&gt;Desenfreado, descontrolado&lt;br /&gt;Que enriquece a burguesia&lt;br /&gt;E empobrece o proletariado&lt;br /&gt;Junta-te a nós no combate&lt;br /&gt;Contra a guerra no Iraque&lt;br /&gt;Oferece Che Guevara’s não ofereças Action Man’s&lt;br /&gt;Luta pela igualdade feminina&lt;br /&gt;Não dês Barbies mas Matrioshkas&lt;br /&gt;Educa as crianças de hoje&lt;br /&gt;Comunistas amanhã&lt;br /&gt;Substitui o Harry Potter pelo livro “O Capital”.&lt;br /&gt;Camarada&lt;br /&gt;Reivindica o teu direito a um transporte decente&lt;br /&gt;Pára o trenó e as renas&lt;br /&gt;Que não é veículo de gente operária e trabalhadora&lt;br /&gt;Como tu oh pai natal!&lt;br /&gt;Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários&lt;br /&gt;Viva o Natal dos oprimidos&lt;br /&gt;Viva o Natal dos operários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado pelo candidato: Jerónimo de Sousa&lt;br /&gt;(Carta aprovada por unanimidade e braço no ar pelo Comité Central do PCP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;PS:&lt;br /&gt;Agradecemos ao Joaquim Marújo o amável envio destas imagens. Porque a caricatura é arte; porque a arte também é parte da vida e parte da verdade; toda a caricatura, antes de o ser, já foi verdade, menos exagerada - é certo!!! Mas verdade. Afinal, o que é a verdade - senão uma construção permanente e vigilante do nosso olhar.. Não há olhares neutros. Ou como diria o nosso grande Vergílio Ferreira: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a verdade é um erro a aguardar vez&lt;/span&gt;. E em tudo aquilo há verdade e verdades. Mas a setença só será em Janeiro. Por vezes o povo engana-se..., e por vezesengana-se para pior. Logo, a grande ciência e a grande arte destas eleições é só uma: pedir-lhe que elegam o mal menor. E o mal menor é o tal manequim da rua dos fanqueiros - que dantes corria que nem lebre, e fazia 100m em breves ss. Com efeito, a actual conjuntura de globalização competitiva - que mudou a natureza das coisas, exige, acima de tudo, rapidez e adaptabilidade dos perfis, dos homens e das decisões. E certamente que o dr. Soares não preenche esses requisitos. Será que não dá para votar no Rafael Bordalo Pinheiro????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: agradecemos também à autora destas cartas - que nos chamou a atenção da sua paternidade. Ainda me lembro quando o amigo e mestre Agostinho da Silva publicava os seus livros e colocava, como condição prévia aos respectivos editores, não ter de receber nenhuns direitos de autor. Acho curioso estes contrastes, salvaguardadas as devidas distâncias, mas também aqui encontramos um sinal dos tempo$.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113323085084858407?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://encandescente.home.sapo.pt' title='Cartas ao Pai Natal'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113323085084858407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113323085084858407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/11/cartas-ao-pai-natal.html' title='Cartas ao Pai Natal'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113296290003840999</id><published>2005-11-25T23:51:00.000Z</published><updated>2005-11-26T00:09:52.536Z</updated><title type='text'>Paz consigo mesmo...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img486.imageshack.us/img486/5950/marjo3bw.jpg" width="109" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img496.imageshack.us/img496/4493/arc000210jh.gif" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img496.imageshack.us/img496/4493/arc000210jh.gif" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O Prof. Doutor Joaquim Marújo aconselha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não perder, o Seminário da Arte de Viver em Paz.&lt;br /&gt;Aconselho vivamente aos meus alunos, ex-alunos, amigos, conhecidos e principalmente aos meus inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A UNIPAZ CONVIDA-NOS para o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEMINÁRIO A ARTE DE VIVER EM PAZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* ENTRADA GRATUITA *&lt;br /&gt;dia 03 de Dezembro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma descoberta da PAZ -&lt;br /&gt;Consigo Mesmo, com os Outros, com a Natureza &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img496.imageshack.us/img496/4493/arc000210jh.gif" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PROGRAMA –&lt;br /&gt;A Paz Consigo Mesmo – Ecologia Interior&lt;br /&gt; O mundo fora de nós;&lt;br /&gt; O equilíbrio do corpo, emoções e espírito;&lt;br /&gt; Da mente fragmentada à mente não fragmentada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paz com os Outros – Ecologia Social&lt;br /&gt; O processo de destruição da ecologia social;&lt;br /&gt; A reconstrução da paz na sociedade;&lt;br /&gt; A vivência social de um ambiente de paz-economia, politica e cultura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paz com a Natureza – Ecologia Planetária&lt;br /&gt; O processo de destruição da Natureza;&lt;br /&gt; O restabelecimento da harmonia com a Natureza;&lt;br /&gt; Viagem à matéria exterior e interior;&lt;br /&gt; A vida – de onde vem?&lt;br /&gt; A informação – a inteligência dentro e fora;&lt;br /&gt;A Arte de Viver em PAZ e Não-violência &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img496.imageshack.us/img496/4493/arc000210jh.gif" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quando se pensa em paz é comum que se pense que isso tem a ver com países em guerra... mas a ausência de paz começa num outro lugar... tome consciência do seu corpo... os seus músculos estão descontraídos?... O seu corpo está em paz ou bastante contraído? E como estão as suas emoções em relação a si e aos outros? Está em paz consigo mesmo e com os outros ou existem mágoas, tristezas, conflitos...? E com a Natureza, há quanto tempo não se sente parte dela…?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Seminário dá-lhe os instrumentos que precisa para poder viver em paz o seu quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unipaz é parceira Oficial da UNESCO para Década&lt;br /&gt;SEMINÁRIO&lt;br /&gt;A Arte de Viver&lt;br /&gt;em PAZ&lt;br /&gt;e Não-violência&lt;br /&gt;3 de Dezembro de 2005 &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img496.imageshack.us/img496/4493/arc000210jh.gif" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;ENTRADA GRATUITA&lt;br /&gt;CONTACTOS - ORGANIZAÇÃO&lt;br /&gt;UNIPAZ Portugal&lt;br /&gt;WEBSITE: www.unipaz.pt&lt;br /&gt;e-mail: unipaz@sapo.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,102);font-size:85%;" &gt; Material necessário: esteira ou manta, roupa confortável&lt;br /&gt;Este Seminário assenta numa metodologia que actua ao nível das diversas funções psíquicas (Razão, Sentimento, Intuição, Sensação), visando, através de várias vivências, sensibilizar e dar instrumentos a cada pessoa para que construa os seus próprios programas de qualidade de vida, baseados na Paz consigo mesmo, com os outros e com a Natureza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,102);font-size:85%;" &gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img496.imageshack.us/img496/4493/arc000210jh.gif" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Experiências&lt;br /&gt;“Atendendo a que acedi a este Seminário por mera curiosidade, saio com uma grande sensação de plenitude. O conteúdo do Seminário é, sem dúvida, muito interessante e ajudou-me muito na busca do conhecimento de mim própria.”&lt;br /&gt;Arquitecta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este Seminário foi simplesmente excepcional. Foi uma grande satisfação para mim ter passado estes momentos e posso dizer que foi uma das melhores experiências da minha vida. Sei que a partir de agora vou tentar cultivar este clima de paz e tranquilidade na minha vida pois decidi que é assim que quero viver.”&lt;br /&gt;Arquitecta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conteúdo rico, bem estruturado. Largas portas se me abrem agora para um futuro que, sinto, será mais pleno. Futuro que está já no meu presente.”&lt;br /&gt;Prof. Inst.Sup.Educação Setubal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sinto-me entrar numa nova fase da minha vida – renascer. Obrigada por esta oportunidade.”&lt;br /&gt;Educadora Infância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conteúdo muito rico, que nos abre as portas para a vivência de uma vida mais plena. Um dia da minha vida que marcou a diferença e que nunca mais esquecerei. “Quando ensinas alguém, tornas-te eterno” (frase de um filosofo muçulmano) . Obrigado pelo eterno que deixaram em mim.” Economista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113296290003840999?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113296290003840999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113296290003840999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/11/paz-consigo-mesmo.html' title='Paz consigo mesmo...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113163915115881466</id><published>2005-11-10T16:05:00.000Z</published><updated>2005-11-10T16:19:09.026Z</updated><title type='text'>"FUTEBOLÊS" -  a linguagem dos futebolistas. Só faltou o Figo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;TENHO O MAIOR ORGULHO DE JOGAR NA TERRA ONDE CRISTO NASCEU&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Djair,do Belenenses ao chegar a Belém / Restelo no dia em que assinou&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;contrato com esse clube)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;NEM QUE EU TIVESSE DOIS PULMÕES ALCANÇAVA ESSA BOLA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Roger, jogador do Benfica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;EM PORTUGAL É QUE É BOM. LÁ A GENTE RECEBE SEMANALMENTE DE 15 EM 15&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;DIAS&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Argel, jogador do Benfica)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;QUANDO O JOGO ESTÁ A MIL, MINHA NAFTALINA SOBE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Jardel, ex-jogador do Sporting)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;EU DISCONCORDO COM O QUE VOCÊ DISSE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Derlei, Jogador do Porto)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;NO PORTO É TODO MUNDO MUITO SIMPÁTICO, É UM POVO MUITO HOSPITALAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Deco)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;O DIFÍCIL COMO VOCÊS SABEM NÃO É FÁCIL"         (UAU!!!!!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Jardel, ex-jogador do Sporting)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;HAJA O QUE HAJAR, O PORTO VAI SER CAMPEÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; (Deco)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;QUEREM FAZER DO BOAVISTA UM BODE RESPIRATÓRIO"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Jaime Pacheco)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img379.imageshack.us/img379/8576/futebolistas3qk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;JOGAR À DEFESA PODE SER UMA FACA DE DOIS LEGUMES"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Jaime Pacheco)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora SENTA-SE, compara o s/ salário com o deles, e CHORE!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113163915115881466?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113163915115881466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113163915115881466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/11/futebols-linguagem-dos-futebolistas-s.html' title='&quot;FUTEBOLÊS&quot; -  a linguagem dos futebolistas. Só faltou o Figo...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113148482484985387</id><published>2005-11-08T20:54:00.000Z</published><updated>2005-11-09T03:06:32.850Z</updated><title type='text'>As massas em fúria em França..</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img433.imageshack.us/img433/7082/massas6yb.jpg" width="103" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img433.imageshack.us/img433/7082/massas6yb.jpg" width="103" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img433.imageshack.us/img433/7082/massas6yb.jpg" width="103" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img433.imageshack.us/img433/7082/massas6yb.jpg" width="103" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 426px; HEIGHT: 297px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img62.imageshack.us/img62/6376/mscaraoperaverdi1un.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo que os acontecimentos em França são como que premonitórios para o que se pode vir a passar em breve noutros países do Velho Continente. São situações sociais dramáticas, desesperantes - que podem assumir - a qualquer momento - a função de barril de pólvora e tomar novas proporções se nada for feito. Refiro-me a medidas de carácrter positivo, ligadas ao emprego, à integração social, à segurança social, à formação profissional, à habitação e a um conjunto de medidas conexas de efeito integrativo no tecido socia das comunidades. É o que tem faltado de forma gritante em França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ponto deste breve comentário é sublinhar a amplitude e a força poderosa das massas - que rápidamente se transformam em multidões violentas que destroem tudo que vêm pela frente. Uma vez reunidos alguns homens, basta que um factor-comum acorde neles o que há de comum. E em França, por maioria de razão - que remete para história do país e para a evolução da trajectória das imigrações que lá afluem, existem imensos factores que contribuem para esse recalcamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 342px; HEIGHT: 238px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img62.imageshack.us/img62/6376/mscaraoperaverdi1un.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Basta que apareça um condutor hábil que norteie o sentido da fúria, que dê corpo ao grito de revolta, que seja, afinal, o elemento excitador de certos acontecimentos, como aqueles que presenciamos pelas TVs reportando-se às cidades franceses que hoje se encontram sob um barril de pólvora. Quer isto dizer que as massas se transformam sob a influência de múltiplos elementos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Problemas económicos e sociais ligados à desintegração social&lt;br /&gt;2) Paixões exacerbadas&lt;br /&gt;3) Frustração por ver promessas sedutores não realizadas&lt;br /&gt;4) Orgulhos feridos e/ou espicaçados - segundo expressão de Sarkozy - quando nomeou aquela turba de "escumalha". Há certas verdades que não se dizem em público, quanto muito - baixinho e em privado..&lt;br /&gt;5) Ódios de famílias, de partidos ou de seitas&lt;br /&gt;6) Agressividade excitada&lt;br /&gt;7) Desejos de vingança ou de represálias&lt;br /&gt;8) Espírito de destruição sobreexcitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sob o domínio destes factores que as massas se tornam uma multidão violenta, durante mais ou menos tempo, conforme os casos. E essa força ou duração de estados de perturbação (transitória) e de anormalidade pública depende, por sua vez, de outros factores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Profissões e classes sociais envolvidas&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Culturas predominantes&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Imaginário simbólico/sistemas de cultura predominantes&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Crenças&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Sugestões&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Antecedentes&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Tipo de organizadores&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Circunstâncias políticas, económicas e sociais&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Categoria dos líderes/condutores de massas em fúria&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Atitudes das forças da ordem perante as acções das multidões&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Em suma: convém evitar que as massas de comunidades de imigrantes revoltadas em França não degenerem em multidões. Para isso há que as educar e integrar e dar-lhes condições mínimas de dignidade e de vida, sob pena daquelas necessidades integrativas se transformarem em pormessas por realizar, aumentando ainda mais a revolta e a fúria dos deserdados da vida que estão às portas da cidade para a tomar de assalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um assalto que não faz perigar só a França, mas toda a Europa que padece de problemas semelhantes aos que hoje a França - dramática e surpreendentmente revela à Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img433.imageshack.us/img433/7082/massas6yb.jpg" width="103" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img433.imageshack.us/img433/7082/massas6yb.jpg" width="103" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img433.imageshack.us/img433/7082/massas6yb.jpg" width="103" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img433.imageshack.us/img433/7082/massas6yb.jpg" width="103" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113148482484985387?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='As massas em fúria em França..'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113148482484985387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113148482484985387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/11/as-massas-em-fria-em-frana.html' title='As massas em fúria em França..'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113103058278546114</id><published>2005-11-03T15:08:00.000Z</published><updated>2005-11-20T00:01:20.076Z</updated><title type='text'>A Pulga amestrada</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;ul style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,51,0)"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma história dedicada às crianças que querem aprender a estudar com uma "perna às costas..."&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img243.imageshack.us/img243/4580/pulga53kn.jpg" width="95" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img395.imageshack.us/img395/8969/pulga76bd.jpg" width="106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img395.imageshack.us/img395/7987/pulga48ev.jpg" width="73" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Esta é uma história simples e ao mesmo tempo divertida. É a história duma pulga... Mas não se trata duma pulga qualquer. Pode ser uma pulga que está atrás do nosso ouvido, a segredar-nos algo que sabemos existir mas que ainda, por qualquer motivo, não sabemos bem o que é. É uma espécie de pulga na ideia. Também lhe podemos chamar a pulga da Filomena ou pulga simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto vamos à história da Pulga. Uma pulga amestrada que vivia num circo, e que agora passou a estar na moda. As pessoas quando vão aos Centros Comerciais comprar comida, roupas e outras coisas aproveitam também e pagam bilhete para ver as pulgas em acção. Ou seja, as pessoas gostam de ver as pulgas a executar as suas habilidades circenses. Como elas são microscópicas só precisam dum espaço reduzido para fazer aqueles números de circo que mete trapézio, cordas e tudo o mais à escala do tamanho das ditas pulgas amestradas que aí actuam, como se fossem actores em telenovelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo e sabido que ninguém gosta de pulgas, mas temos de reconhecer que elas são fantásticas. Isso vê-se não só pelo modo como incomodam as pessoas e os animais, mas também pela forma como saltam. E fazem tudo isso sem se ver, dado o seu diminuto tamanho. Não têm olhos nem asas, mas conseguem saltar até 150 vezes o comprimento do seu corpo, e 80 vezes a sua altura e aterrar em segurança, como diz a F. McGinty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nos falta imaginar o que nos poderia suceder, a nós - seres humanos - se conseguíssemos tal proeza: saltar 150 vezes o nosso comprimento e 80 vezes a nossa altura... Seria espantoso. Muito provavelmente, já não precisaríamos de carros, nem de autocarros, nem de bicicletas, bastar-nos-ía viajar aos saltos. Podíamos era depois andar sempre a chocar uns com os outros, dado o tamanho dos saltos e a confusão que seria o tráfego aéreo, agora ocupado por seres humanos aos saltos para chegar a casa, à escola, aos empregos e o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seríamos uma espécie de máquinas voadoras, como os aviões - que também passaríamos a dispensar, dado que com umas centenas ou milhares de saltos também poderíamos viajar entre Países, cruzar fronteiras que nos separam uns dos outros através dos continentes. Por isso, se fossemos as tais pulgas não teríamos qualquer problema com as distâncias, bastaríam uns saltos e zás... Chegaríamos ao destino pretendido na maior das facilidades. E não gastaríamos dinheiro com os combustíveis, que hoje são tão caros e tão poluentes para o ambiente e para nossa saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, ao sairmos da escola, bastava dar um saltito e chegávamos a casa em segundos. No outro dia, de regresso à escola, fazíamos a mesma coisa: mais outro salto e pronto. Além da distância poupava-se também muito tempo, dado que entre estas duas coisas - espaço e tempo - parece haver uma relação íntima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estívesemos chateados de estar em casa a estudar coisas chatas, bastava dar um salto para ver o que se passava no café, no bar da escola ou até no espaço de convívio da Igreja mais próxima, para ver se a nossa irmã mais velha estaria a rezar com o terço na mão ou, pelo contrário, estaria aos beijinhos com um novo namorado na biblioteca do centro paroquial dessa mesma igreja. Seriam só vantagens, como se vê. As pessoas agora passaríam a saltar como pulgas. Parecíamos uns saltibancos, alguém que desde manhã à noite, estaría sempre como no carrossel da vida, andando para cima e para baixo, como pulgas amestradas no circo, onde as víamos executar as suas habilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que tudo é impossível de realizar. Somos humanos, e os humanos não saltam como as pulgas. Mas então para que serve esta história??? Talvez para perceber a distância que vai da realidade à imaginação; a diferença entre o pensado e o concreto; a diferença entre a realidade e a ficção; o sonho e a realidade. Enfim, a diferença entre a pulga e nós, seres humanos, que só podemos dar saltos com a inteligência, pondo precisamente a nossa imaginação a trabalhar e a contar estas narrativas espectaculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a moral da história da pulga amestrada que fascina tanto a Joana - e muitas outras meninas da idade dela. Quer dizer, nós nascemos com uma certa energia. No entanto, muitos de nós não sabemos o que fazer com ela. Outros, ao contrário, aplicam essa energia para estimular a imaginação e, assim, imaginar inúmeras histórias fantásticas que podemos contar aos nossos amigos. Ainda por cima agora que temos a internet que nos permite anular aquelas barreiras de distância e de tempo. Barreiras essas que no tempo dos nossos pais existiam. Agora, num segundo, podemos fazer chegar esta história ao conhecimento de um amigo; antes podia demorar dias, semanas... Não é isto admirável?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mesmo se diga daquelas meninas que têm o sonho de, um dia, virem a ser cantoras famosas, estilistas, actrizes de novelas, teatro e de cinema, ou, simplesmente, arquitectas ou desenhadoras de bonecos ilustrados, inclusivé de pulgas amestradas e outras selvagens que nunca andaram aos saltos no circo e, por isso, são mais livres e felizes. Tudo isso pode agora ser explorado pela nossa imaginação e pela nossa vontade de pensar e de comunicar. Só depende de nós. Temos o mundo na nossa mão, quer dizer, na nossa cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É para isso que serve a inteligência. É para isso que temos cabeça, só temos de a aproveitar da melhor forma, e não tapá-la com um chapéu no inverno só porque chove ou faz frio... A partir de agora já nunca mais podemos defender a ideia ("seca") de que na escola e na sociedade - há meninos "inteligentes" e outros que são "burros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo, portanto, dependerá do uso que fizermos da nossa cabeça, que é como quem diz, da nossa inteligência e da imaginação por ela desenvolvida. Talvez a partir de agora se torne bem mais fácil e atraente para milhares de crianças que querem aprender com uma "perna às costas" (sem ficar coxas..., esta foi - húmida, eh, eh, eh, eh) estudar com mais gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a partir de agora já não há mais desculpas para não saber como estudar ou usar a inteligência e a imaginação. Certo???!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 218px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img362.imageshack.us/img362/5596/flyingpig029bd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 112px; HEIGHT: 140px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img362.imageshack.us/img362/1575/menininhoabelha1ly.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 180px; HEIGHT: 187px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img362.imageshack.us/img362/5123/6187fb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: será que o porco faz mortais e a vaca dá saltos no mar? E o que fará aquele menino ali ocupado com aquele insecto chato???? Será uma pulga? Tudo questões respondíveis pela nossa Imaginação.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113103058278546114?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://escritomaniaca.blogspot.com' title='A Pulga amestrada'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113103058278546114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113103058278546114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/11/pulga-amestrada.html' title='A Pulga amestrada'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113102101066789268</id><published>2005-11-03T12:28:00.000Z</published><updated>2005-11-03T12:46:06.346Z</updated><title type='text'>Arquitectos e prostitutas. Uma leitura original..</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img456.imageshack.us/img456/2086/arq8as.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="99" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 300px;" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img360.imageshack.us/img360/2896/mulheresinf4zb.jpg" border="0" height="214" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img456.imageshack.us/img456/2086/arq8as.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="99" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: right; color: rgb(0, 51, 51); font-weight: bold;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Hoje não vamos falar sobre Política.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;Why prostitutes earn more than architects&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(...) an immutable law of labor: when there are a lot of people willing and able to do a job, that job generally doesn't pay well. This is one of four meaningful factors that determine a wage. The others are the specialized skills a job requires, the unpleasentness of a job, and the demand for services the job fulfills. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;The delicate balance between these factors helps explain why, for instance, the typical prostitute earns more than the typical architect. It may seem as though she should. The architect would appear to be more skilled (as the word is usually defined) and better educated (again, as usually defined). But little girls don't go up dreaming of becoming prostitutes, so the supply of potencial prostitutes is relatively small. Their skills, while not necessarily "specialized", are practiced in a very specialized context. The job is unpleasent and forbidding in at least to significant ways: the likelihood of violence and the lost opportunity of having a stable family life. As for demand? Let's just say that an architect is more likely to hire a prostitute than vice versa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Steven D. Levitt &amp;amp; Stephen J. Dubner, Freakonomics, ed. Allen Lane 2005&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113102101066789268?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113102101066789268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113102101066789268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/11/arquitectos-e-prostitutas-uma-leitura.html' title='Arquitectos e prostitutas. Uma leitura original..'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113094123353915101</id><published>2005-11-02T14:19:00.000Z</published><updated>2005-11-11T20:17:03.200Z</updated><title type='text'>Reminiscências efervescentes e outros Alka-sel.. A Bíblia</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 418px; HEIGHT: 97px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img64.imageshack.us/img64/7919/couto9jb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 301px; HEIGHT: 262px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img59.imageshack.us/img59/9228/reforma9vx.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,51,51)"&gt;Análise e Reflexão Política - pura e aplicada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 126px; HEIGHT: 130px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img6.imageshack.us/img6/8393/att2691860946oc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img389.imageshack.us/img389/6160/alka25fx.jpg" width="99" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 184px; HEIGHT: 397px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img34.imageshack.us/img34/5641/att2691860954hm.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img131.imageshack.us/img131/1478/alka42nn.jpg" width="102" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Descontadas estas pequenas "brejeirices" que sempre vão circulando na net, e sem querer ofender ninguém ou susceptibilizar os deuses menores deste nosso burgo empastelado e já mui farinhento, confesso sentir-me atordoado pelo facto do dr. Mário Soares ter um role de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;compagnons de route&lt;/span&gt; e não dispôr, genuinamente, de um único amigo que lhe conte a verdade. E da verdade o grande Vergílio Ferreira dizia que eram "os cornudos" sempre os úlimos a saber. Mas para aqui a expressão não se aplica. Nem sequer se sugere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 134px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img184.imageshack.us/img184/559/reformados9kw.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;O que se aplica a esta extemporânea candidatura é outro juízo. Um juízo de natureza político que aqui damos à estampa, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;qui ça &lt;/span&gt;no sentido de ajudar a ver claramente visto aquilo que os visados não vêm ou, simplesmente, não querem ver. Já que o poder é um afrodisíaco, como dizia Henry Albert Kissinger na década de 70, e, talvez por isso, ele tenha permitido, explícita ou implícitamente, que milhares de pessoas inocentes morressem às mãos do opressor de extrema direita que na América do Sul, o seu tradicional &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;backyard&lt;/span&gt; - e também no Sudoeste Asiático - assassinou muitas almas. Um pouco, e salvaguardads as devidas distâncias, o que fizeram alguns restolhos salazarengos que ainda pululam por aí, a arrastar os pés pelos corredores do Poder que os nomeia - à esquerda e à direita - para Comissões de serviço onde depois desarticulam o Ensino superior, matam as energias nascentes e feudalizam todo o campo de acção estratégica que se poderia desenvolver nesse sector. Nesse sector e noutros.. porque os restolhos pululam, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 205px; HEIGHT: 290px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img59.imageshack.us/img59/9228/reforma9vx.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 207px; HEIGHT: 150px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img184.imageshack.us/img184/559/reformados9kw.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o que se aplica directamente à &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/11/02/opiniao/reaccoes.html"&gt;candidatura de M. Soares &lt;/a&gt;é, também, um desafio que se coloca ao analista nas sociedades modernas em crise, que não tem resolução fácil. E porquê?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, por causa da &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;al&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;teridade das condições políticas&lt;/span&gt; geradas pelo novo contexto de globalização competitiva (GC), que faz com que tenhamos tendência para interiorizar tudo aquilo que vem do exterior, o bom e o mau. Quer no plano comunitário, internacional e mundial, naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 326px; HEIGHT: 201px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img184.imageshack.us/img184/559/reformados9kw.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora é esta novel circunstância estratégica - que remete directamente para a nova constelação e o paradigma da GC, que alterou a natureza das coisas, e, também, a forma de fazer Política. Por isso, é que no outro dia ao ver os Prós &amp; Contras - e as intervenções jurídicas tão lineares do doutor V. Moreira, ia caindo da cadeira a rir. E falo sériamente, com o devi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do respeito que aquele professor de direito merece. Aquele e muitos outros &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;compagnons de route&lt;/span&gt;..., duma &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;route&lt;/span&gt; que já chegou ao fim. Ou então mudou de piso e revestiu-se duma nova camada de alcatrão e seguiu outro destino. Não ver isto é como querer dizer à turba que o alcatrão é amarelo e que não há acidentes de viação em Portugal. Mesmo proferido em "juridiquês" e com o hermetismo e a pompa do costume, ninguém já vai acreditar nessas tretas, salvo os papalvos que ainda lêem, (porque) alienados, as sebentas marchistas-leninistas da década de 70, que fizeram as delícias dos então recém cultores do Direito Constitucional e de outras ciências ocultas, mais ou menos políticas. Todavia, importa sobrelevar que na altura eram todos marxistas, comunas e outros que tais. Alguns ainda não abandonaram a camisola interior do Che - que trazem vestid&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a desde a década de 70. Daí o cheiro bafiento de certas teorias, doutrinas sociais e políticas e outras que tais... , mas que eram a moda ideológica de então, e temos de respeitar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 369px; HEIGHT: 228px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img184.imageshack.us/img184/559/reformados9kw.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim como hoje toda a agente segue o capitalismo, mesmo que se diga socialista e o tenha engavetado há décadas. Temos de respeitar estas incongruências da história e dos políticos, mais ou menos habilidosos, e também de alguns intelectuais de serviço - que a teceram. Mas volvidos 30 anos dessa cortina de fumo, temos o direito intelectual, e, sobretudo, moral, de denunciar essas mentiras institucionalizadas que fizeram carreira durante anos e, hoje, se apresentam ao eleitorado menos cauteloso vestidas com novas roupagens. Roupagens que escondem sempre o podre das malhas antigas, os buracos nos tecidos comidos pelas larvas, sarjas, denunciando odores antigos e outros seres microscópicos que nós aqui - no Macroscopio e no Culturanalise - vamos decifrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, as sociedades em crise - colocam o analista - e à produção de análise política - um tremendo confronto, dada a multiplicidade de paradoxos que os materiais políticos nos vão fornecendo diáriamente à nossa mesa de trabalho. Desta feita, perguntamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;Como resolver a situação política verdadeiramente anormal do dr. Soares? E como explicar alguns dos apoios que tem junto da sociedade portuguesa? É fácil responder se evocarmos o ódio e o ressentimento que certas pessoas nutrem por Cavaco e por 10 anos de cavaquismo, dentro e fora da Administração Pública. Mas isso é só raiva, espuma que sai pela boca de muita gente que, em nada, contribui para racionalizar a conjuntura em apreço e explicar as linhas de trajectória futuras que colocam a sociedade portuguesa de novo no ritmo do crescimento, da modernização e do desenvolvimento. Nenhuma dessas respostas emocionais - ensaiadas pelos proponentes de Soares nos programas de televisão e noutros &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;fora &lt;/span&gt;- responde, de forma compreensível e aceitável, à alteridade do dr. M. Soares. Nenhuma. Aquilo nasceu de puslões antigas que remetem a leitura política para a ordem do psicológico, que aqui não queríamos aprofundar, e não para a esfera do Político - como seria suposto que remetesse a conduta de todos os actores políticos normais.&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 2º lugar, sobrevem uma questão conexa: é que nos encontramos a viver uma crise dentro da crise. Uma crise política, mas que é simultaneamente, uma crise de identidade - dos actores políticos e até da generalidade da comunidade dos analistas - que têm uma tremenda dificuldade em reconhecer a evolução dessa crise múltipla que tolhe dramáticamente a sociedade portuguesa e nos está a hipotecar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, portanto, esse desajustamento cultural, social e económico que dificulta ao analista o reconhecimento dos contornos dessa mega-crise, a qual revela um desajustamento entre as promessas e as realaizações, o proclamado e o concretizado, enfim, é uma crise que nos revela o fosso entre os sistemas de ideias e de dispositivos e as estruturas sociais e económicas em profunda agonia neste Portugal velho, decadente e cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se formos todos cegos, e embarcarmos nesta cegueira as coisas podem ainda complicar-se, já que se nada for feito para atalhar esta deriva de anormalidade política em Portugal (que se ampliou com as eleições autárquicas recentes), a sociedade portuguesa, impedida de progredir e de sair do esgoto em que está, pode desenvolver uma tendência, uma corrente e um movimento (social primeiro, político depois) para identificar inimigos internos que ajudem a explicar a verdadeira origem das dificuldades colectivas. Ora isto, como é sabido, pode conduzir a situações de violência social e política verdadeiramente excepcionais, desde que instauramos o regimen democrático no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, tudo isto decorre num contexto de mudança profunda, em que os referenciais tradicionais perderam toda a sua validade e potencial (daí a estranhesa do paradoxo chamado "Soares") que estes seus "amigos" - com muitas aspas - cultivam, artificialmente, junto do candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós passamos por momentos complicados na vida. Os Estados, as sociedades, as empresas, as comunidades, enfim, as pessoas (que são de carne e osso) passam por semelhantes aflições e dificuldades. Percebemos isso quando temos um acidente de viação e ficamos sózinhos no meio da estrada com o carro todo espatifadon e ninguém pára. Ou então quando alguém tem fome, muita fome, e só 2 cêntimos no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sob estas circunstâncias verdadeiramente excepcionais na nossa vida política - que que se pode compreender as dificuldades dos tempos que atravessamos. Tempos em que os voluntarismos e as certezas jamais se poderão sobrepor às observações metódicas e reflexivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 288px; HEIGHT: 316px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img59.imageshack.us/img59/9228/reforma9vx.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, façamos aqui um apelo aos amigos verdadeiros (se é que existem, incluindo os familiares) do dr. Soares: digam-lhe, pfv, a Verdade. Vai-lhe custar de início, mas depois acabará por aceitá-la. Mesmo que lhe tenham de dar um Alka Seltzer e uma pancadinha nas costas para facilitar o arroto político, que acabará naturalmente por sair..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe se a resposta está na Bíblia... Há dias um empresário amigo disse-me que encontrou lá a receita. Confesso já ter lido alguns capítulos. Até já fui ao índice para evitar perder tempo. Mas ainda não encontrei a chave do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, tenho ainda uma Bíblia com edição antiga..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 395px; HEIGHT: 331px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img89.imageshack.us/img89/8789/biblia6en.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113094123353915101?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Reminiscências efervescentes e outros Alka-sel.. A Bíblia'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113094123353915101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113094123353915101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/11/reminiscncias-efervescentes-e-outros.html' title='Reminiscências efervescentes e outros Alka-sel.. A Bíblia'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113068296636597161</id><published>2005-10-30T14:31:00.000Z</published><updated>2005-10-30T14:57:22.166Z</updated><title type='text'>As eleições presidenciais e MJV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img408.imageshack.us/img408/4692/reflexo50gk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="121" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img408.imageshack.us/img408/4692/reflexo50gk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="121" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;"Pinsamentos e "refleccccççções" bastante desencontradas... MJV faz, seguramente, a diferença, e o nosso primata também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img408.imageshack.us/img408/4692/reflexo50gk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="121" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/2456/mjv4fn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/2456/mjv4fn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;Este ano um candidato "sério" às presidenciais ainda não deu ar da sua graça, salvo num programa que se chama &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 51, 51);"&gt;revolta dos pastéis de nata&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;. Referimo-nos, naturalmente, ao "sociológo" Manuel João Vieira, que também é artista nas horas vagas. Esta reflexão metafísica já foi apresentada no macroscopio em Janeiro de 2005, publicada noutros compêndios de Ciência Política e noutras ciências sociais e humanas de carácter mais ou menos oculto - e agora conhece aqui republicação, a pedido de algumas famílias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/2456/mjv4fn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/2456/mjv4fn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/2456/mjv4fn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="108" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um retrato político do Portugal contemporâneo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hà dias a SIC entrevistou o 3º astro presidencial: o eterno Manuel João Vieira (MJV), o célebre dr. Lello Minsk dos Ena Pá 2000, consagrado vocalista dos Irmãos Catita. Além da pose excêntrica, pouco disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Diz MJV: acho a política um prazer, mas caríssimo. Tive de comprar um fato no conde Barão, um par de sapatos e troquei o Ferrari por um Lamborgini Miura, mas ainda estou a pagar as prestações. Depois, assevera: estava a pensar pôr o meu carro a gás. Questionado sobre a medida mais popular em Belém, diz: os nascimentos devem ser subsidiados e a licença pós-parto prolongar-se por 1 a dois anos. Não é uma medida demagógica, porque se os nascimentos não aumentarem a Segurança Social entra em colapso. E quero subsidiar a lingerie feminina a 100% e os perfumes de marca francesa a 150%. E todos os portugueses devem ter um Ferrari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E qual a medida mais impopular? Vender o Porto à Inglaterra. Assunto que ainda está na corda bamba, penso que o melhor é fazer um referendo. Em que lugar gostaria de se encontrar com Guterres para discutir problemas nacionais? Que tal perto de um precipício? Por ex., um pic-nic na Boca do Inferno. E quem será a 1ª dama? Apostamos numa eleição via Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Batatoon e o professor Neca serão os meus estilistas. E quanto espera ganhar? Os portugueses deviam todos ganhar o mesmo. É importante democratizar a democracia e retomar a política de saneamentos, por sorteio ou rifa, para não dizerem que favorecemos algumas pessoas. Pensa ainda celebrizar um dia com o seu próprio nome: o Dia Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tudo isto se desenrolou em frente ao Planetário, em Belém, num evento onde estava uma multidão de cerca de 50 pessoas. Todas assinaram (sem ser empurradas) o respectivo apoio presidencial a MJV. E todas ouviram o discurso do candidato, que chegou atrasado, a esbracejar, num Mercedes SLK alugado, donde partiu acenando para os pastéis de Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Será isto uma parte da caricatura de Portugal (similar à narrada por Eça no séc. XIX)? Que relação têm estas ressonâncias hilariantes com a classe política que nos (des)governa? Ou o “uivo” e a lucidez de Saramago? Haverá algum traço de modernidade nos “Acácios” actuais? Ou será que tudo isto não passa duma brutalidade cómica, actualizada com a crise económica e moral do 3º milénio?! Como 3º astro presidencial, interrogo-me o que dirá, hoje, MJV aos seus dois mais dilectos competidores: Guterres e Santana Lopes, perdão, Soares, Cavaco, Alegre e Louçã, e também o grande dançarino Jerónimo do PCP - que me faz lembrar o cangalheiro em Sacavém onde há 20 anos ía comprar peças para restaurar automóveis estampados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje interrogo-me se não era ele que me as vendia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se sim, era um tipo porreiro, porque fazia sempre bons preços, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;under the circunstances.&lt;/span&gt;..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu que nunca votei PCP na minha vida, salvo em Jesus Cristo que o era puramente, desta feita sou capaz de pensar três. Nem que para isso tenha de estampar-me...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 84px; height: 99px;" src="http://img442.imageshack.us/img442/2456/mjv4fn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 148px; height: 150px;" src="http://img408.imageshack.us/img408/4692/reflexo50gk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 71px; height: 86px;" src="http://img442.imageshack.us/img442/2456/mjv4fn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113068296636597161?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='As eleições presidenciais e MJV'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113068296636597161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113068296636597161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/as-eleies-presidenciais-e-mjv.html' title='As eleições presidenciais e MJV'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113060421904286264</id><published>2005-10-29T17:18:00.000+01:00</published><updated>2005-10-29T18:24:27.836+01:00</updated><title type='text'>Ainda os Relógios do nosso Tempo - By Jorge Zambujo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-size:78%;" &gt;O Homem debruçado sobre o nosso Tempo, tentando reiventar-se à medida que ele escapa por entre os ponteiros da vida.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-size:78%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 219px; height: 81px;" src="http://img409.imageshack.us/img409/1083/girasol2do.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/3321/omega58jj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 167px; height: 249px;" src="http://img405.imageshack.us/img405/2043/tempo9gk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/5174/oris0ng.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Rui,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido sempre com grande interesse que vou acompanhando a troca de assuntos com o seu Tio Quim, e espero que os nossos actuais relógios, alguma vez nos dispensem tempo para um repasto de convívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler o seu artigo e em especial o do seu Tio Quim, também me recordei da minha primeira “cebola”, como também eram designados algumas daquelas máquinas, que pela importância que transmitiam ao novo proprietário, até se tiravam fotos com a manga um pouco arregaçada para marcar bem o orgulho que homenzinho, seu proprietário, tinha na sua posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img389.imageshack.us/img389/8920/omega62ah.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img389.imageshack.us/img389/8920/omega62ah.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img389.imageshack.us/img389/8920/omega62ah.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia eu em Angola, numa simpática vila do planalto do Huambo, a Caála (nome gentílico) e que tinha um outro nome oficial de Vila Robert Williams, quando, um belo dia, chegou uma encomenda dos meus Avós - onde lá vinha aquela verdadeira relíquia de família: um “Tittus Geneve” - o relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 185px; height: 66px;" src="http://img409.imageshack.us/img409/1083/girasol2do.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Até lá tinha aprendido com o Calenga, um empregado preto, que me ensinou muita coisa do mato e da vida indígena e que ainda hoje recordo com saudade, a medir o tempo pela sombra que o Sol projectava. Os indígenas não tinham o hábito do uso do relógio solar que o Rui projecta no seu artigo, mas faziam riscos no chão a marcar o meio-dia que uma sirene da serração lá da terra anunciava. Também eu marcava a sombra projectada no chão da minha sala de aula da primária para ter uma noção da aproximação do intervalo, meia hora de grande importância futebolística, pois ou ia ser o Azevedo (guarda-redes) ou o Travassos (avançado) ambos do Sporting, conforme a posição onde jogava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquela máquina no pulso, julgo que nunca mais fui Azevedo, não fosse no entusiasmo das defesas para a “fotografia” estragar aquele relógio, novo meu, velho do meu Tio Zé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 252px; height: 77px;" src="http://img409.imageshack.us/img409/1083/girasol2do.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; Julgo que nos primeiros dias, de 5 em 5 minutos, punha o relógio ao ouvido para através do tique-taque ou olhando para o ponteiro dos segundos, verificar se ainda trabalhava, era uma preocupação constante, e o meu primeiro relógio de forma rectangular e de ponteiros em forma de ponta de seta lá foi durando até que, agora já em Portugal, recebi um outro relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 300px; height: 80px;" src="http://img409.imageshack.us/img409/1083/girasol2do.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; Com a independência do antigo Congo Belga, alguns refugiados traziam objectos que procuravam negociar para realização de dinheiro para as primeiras necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img389.imageshack.us/img389/8920/omega62ah.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; Foi então que o meu saudoso Pai, comprou um lindo relógio a um desses refugiados, que brilhava aos meus olhos por todo o lado, um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oris&lt;/span&gt; , e que me acompanhou na adolescência até que já em Lisboa chegou também o tempo de comprar um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cauny&lt;/span&gt;. Este foi comprado por mim a um Garda-Fiscal contrabandista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que me pediu 950$ por uma bela máquina, com cronómetro e tudo, ao que eu respondi que havia outro Guarda que já me tinha oferecido outro igual por 750$, e com garantia. Resmungou dizendo que estes “gajos” andavam a estragar o negócio e que isto se assim continuasse qualquer dia tinha que deixar o contrabando, mas mesmo assim fez o negócio pelo novo preço e que também me deu garantia. Calculo!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui, não gostava de ser cansativo com estas minhas recordações que também o seu interessante artigo me suscitou, mas permita-me ainda chamar a atenção para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma ligação do relógio mecânico a um exemplo que utilizei em acções de formação de gestores&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui socorrendo-me da figura do mecanismo interno de um relógio, representava nas várias rodas dentadas os departamentos de uma empresa, isto é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Finanças, Planeamento, Vendas ou Serviços, Controle, Recursos Humanos&lt;/span&gt;, etc. E numa pequena &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mola representava o Gestor&lt;/span&gt;. Na face externa do relógio, nos seus dois ponteiros, fazia representar os Lucros ou os Serviços. E &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;com esta imagem lá dava a minha lição do relógio&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img389.imageshack.us/img389/8920/omega62ah.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa e jamais volta ao ponto de partida…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As peças de um relógio movimentam-se sincronizadamente – cada roda dentada faz avançar outra – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não há conexões inúteis…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa empresa, num ciclo administrativo terá de existir um movimento uniforme, regular e ininterrupto de todos os seus elementos…que não devem ser a mais ou a menos …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A energia criadora dentro de uma Empresa ou Serviço Público reside na energia, experiência e imaginação do seu Gestor. Ele faz as rodas girarem, motivando a sua equipe, decidindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade das decisões determina o progresso da Empresa ou a qualidade dos Serviços prestados…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 102px; height: 52px;" src="http://img409.imageshack.us/img409/1083/girasol2do.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img389.imageshack.us/img389/8920/omega62ah.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 159px; height: 74px;" src="http://img409.imageshack.us/img409/1083/girasol2do.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Rui, a finalizar e socorrendo-me ainda da figura do relógio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OMEGA&lt;/span&gt;, quero deixar a imagem de alguns gestores que são igualmente bem representados pelo OMEGA, isto é não adiantam nem atrasam…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele abraççççço,&lt;br /&gt;Jorge.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 152px; height: 44px;" src="http://img409.imageshack.us/img409/1083/girasol2do.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-size:85%;" &gt;O homem do Tempo - ladeado por um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);font-size:85%;" &gt;OMEGA e por um ORIS&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/3321/omega58jj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 145px; height: 204px;" src="http://img405.imageshack.us/img405/2043/tempo9gk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img442.imageshack.us/img442/5174/oris0ng.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;_&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 162px; height: 57px;" src="http://img409.imageshack.us/img409/1083/girasol2do.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;__&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-size:85%;" &gt;PS: Confesso que aprendi imenso com esta reflexão que amavelmente me foi enviada pelo Jorge Zambujo. Repleta de ângulos novos e mui enriquecedora dos pontos de vista que eu e o meu tio aqui - e no macroscopio - dese&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-size:85%;" &gt;nvolvemos. Julgo que isto já não são meras considerações sobre relógios e ponteiros e vivências. São já pequ&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-size:85%;" &gt;enas (grandes) experiências que podem reportar ao mundo complexo da gestão, das pequenas e grandes decisões que afectam as famílias, as pessoas e também as grandes multinacionais, que correm sempre contra o tempo, ou seja, a favor dele e dos seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;assets&lt;/span&gt; (activos financeiros), como agora se diz em economês&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-size:85%;" &gt;. Por tudo isto só poderei agradecer e estar grato ao amigo Jorge Zambujo - por ter aqui partilhado connosco também as suas memórias, perspectivas e visões nos planos - micro-macro estratégico da ordem da gestão do tempo e das decisões de risco que o influenciam no mundo das empresas. Afinal, uma lição acerca da cronometragem do tempo político com o tempo social, resultando dessas duas dimensões do Grande Tempo - uma espécie de registo do tempo pessoal de cada um de nós. Ou como diria Sto Agostinho - &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No Espaço do Meu tempo, No Tempo do meu Espaço...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113060421904286264?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Ainda os Relógios do nosso Tempo - By Jorge Zambujo'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113060421904286264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113060421904286264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/ainda-os-relgios-do-nosso-tempo-by.html' title='Ainda os Relógios do nosso Tempo - By Jorge Zambujo'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113057994792762090</id><published>2005-10-29T10:55:00.000+01:00</published><updated>2005-10-29T10:59:18.733+01:00</updated><title type='text'>Dia de chuva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(51, 153, 153);"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;Hoje está um dia cinzento, como certos burocratas de alcova. Só me apetece pegar nos "cães" e ir até à praia fazer gincana...&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img480.imageshack.us/img480/3552/paisagem7ix.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img480.imageshack.us/img480/3552/paisagem7ix.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img480.imageshack.us/img480/3552/paisagem7ix.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113057994792762090?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Dia de chuva'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113057994792762090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113057994792762090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/dia-de-chuva.html' title='Dia de chuva'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113049868929192920</id><published>2005-10-28T12:23:00.000+01:00</published><updated>2005-10-29T10:09:58.683+01:00</updated><title type='text'>Ainda outro moral na Palestina</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Porque será??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img472.imageshack.us/img472/8435/unknown27wu.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113049868929192920?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113049868929192920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113049868929192920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/ainda-outro-moral-na-palestina.html' title='Ainda outro moral na Palestina'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113049711178890466</id><published>2005-10-28T11:57:00.000+01:00</published><updated>2005-11-11T02:17:50.766Z</updated><title type='text'>A última seia</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 413px; HEIGHT: 257px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img477.imageshack.us/img477/641/ultimaceia16kl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113049711178890466?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113049711178890466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113049711178890466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/ltima-seia.html' title='A última seia'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113044952763815368</id><published>2005-10-27T22:36:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T23:08:05.006+01:00</updated><title type='text'>Um Royal Geographical - um cronómetro genuíno</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Um gentleman com &lt;em&gt;esprit &lt;/em&gt;aventureiro. Um genuíno cronómetro para comemorar as grandes explorações do tempo. Esta peça vem na sequência de um blog que colocámos no macroscopio. Evocamos parte da história da família através dos ponteiros de um Cauny Prima, e o meu Tio acho por bem solidarizar-se comigo e fazer-me uma surpresa - que afectuosoamente agradeci.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;A máquina tem um banho de ouro de lei (10 microns), um vidro de safira de alta resistência, logo à prova de riscos e resiste a quedas. É, portanto, um bom relógio para quem faz campanhas políticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Trata-se de um relógio &lt;em&gt;anti-crash&lt;/em&gt;. Tem ainda uma bela bracelete castanha e um rebordo fino de alta joalharia e ainda uns comandos de elevada precisão. É um &lt;strong&gt;Royal Geographical&lt;/strong&gt; oferecido pelo meu Tio. É um Relógio a reter, mesmo fora do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;E eu a pensar que ele só me dava belos textos que aqui blogamos...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us"&gt;&lt;img style="WIDTH: 458px; HEIGHT: 374px" height="809" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img439.imageshack.us/img439/3374/dsc000533mm.jpg" width="1280" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 179px; HEIGHT: 191px" height="960" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img380.imageshack.us/img380/1515/dsc000600do.jpg" width="1280" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113044952763815368?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113044952763815368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113044952763815368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/um-royal-geographical-um-cronmetro.html' title='Um Royal Geographical - um cronómetro genuíno'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113042948547626639</id><published>2005-10-27T17:08:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T21:12:41.023+01:00</updated><title type='text'>Soares abroad...: TU TI TU TU TU</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img426.imageshack.us/img426/881/soares7bm.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;O candidato presidencial Mário Soares, encontrava-se hospedado com a Sua esposa Maria Barroso, num luxuoso hotel de Londres, descansando após uma manhã de intensos contactos com eleitores portugueses residentes na capital britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega no telefone e liga para o room service daquela unidade hoteleira dizendo : TU TI TU TU TU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empregado, porque não compreendia o que pedia o candidato, pensanso tratar-se de uma mensagem em código, decide chamar a Scotlan Yard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois agentes deslocam-se imediatamente ao hotel e depois de postos ao corrente com o teor da chamada telefónica decidem-se por chamar o M-16 para que estes serviços procedam ás investigações julgadas convenientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de várias tentativas, os agentes não descodificam a mensagem de Mário Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, já desesperados decidem chamar então um tradutor da embaixada inglesa, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no hotel, o tradutor, disfarçado de empregado do room service dirige-se ao quarto do candidato e descobre o mistério: &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Mário Soares pretendia apenas : "Two tea to 222".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113042948547626639?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Soares abroad...: TU TI TU TU TU'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113042948547626639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113042948547626639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/soares-abroad-tu-ti-tu-tu-tu.html' title='Soares abroad...: TU TI TU TU TU'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113041127050752393</id><published>2005-10-27T12:06:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T13:28:34.596+01:00</updated><title type='text'>O eleitorado do PS está esfrangalhado - sem ofensa aos frangos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img477.imageshack.us/img477/1038/scrates11al.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 131px; height: 181px;" src="http://img468.imageshack.us/img468/3112/sisifo7ue.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img477.imageshack.us/img477/1038/scrates11al.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img477.imageshack.us/img477/1038/scrates11al.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase metade dos eleitores do PS nas legislativas estão desapontados com Governo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quase metade dos eleitores que votaram PS nas últimas eleições legislativas mostram-se desiludidos com o desempenho do Governo de José Sócrates.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jornal de Negócios Online&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;negocios@mediafin.pt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quase metade dos eleitores que votaram PS nas últimas eleições legislativas mostram-se desiludidos com o desempenho do Governo de José Sócrates.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo a sondagem da Aximage, 44,5% dos eleitores do PS que dizem que o Executivo tem sido «pior do que esperavam». A mesma sondagem adianta que Marques Mendes está a menos de três pontos percentuais de Sócrates nas intenções de voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: agradecemos a P. Ferreira a chamada de atenção deste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;link&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Formulo apenas umas breves notas sobre estas verdades de la Palice reportadas pelo JN on line:&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;1. É claro e visível que o PM Sócrates tem feito um esforço reformista e afrontado alguns interesses corporativos no País. Estar a fazê-lo em nome do bem comum, creio. E numa tentativa de dar eficiência e competitividade às instituições do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A forma como o tem feito já é mais discutível. Mas o desgaste maior, que conduz, porventura, aquela insatisfação do eleitorado do PS reportada pelo JN, deriva de duas outras razões fundamentais que mexem com a governação e com as percepções e gostos dos eleitorados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) a forma como Sócrates tem metido os seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boys&lt;/span&gt; no aparelho de Estado, inundando todos (repito TODOS) os centros de decisão com amigos, amigalhaços e quejandos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) governar hoje já não é mais (só) convencer pela arte da retórica ou da lógica política discursiva. Não basta ler Habermas, meter uns colheradas de racionalidade como faz Carrilho, e fazer umas promessas para "inglês ver". Actualmente, a nebulosa da globalização competiva impôs um novo ritmo e um quadro de exigências acrescidas na esfera das relações políticas e económicas que obrigam a muito mais arte, a muito mais técnica e muito mais capacidades técnicas, culturais e políticas do que no passado recente para se conduzir os destino de um Estado, de um povo, de uma pátria - se é que ainda fará algum sentido referir estes termos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora são estas novas capacidades e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;skills &lt;/span&gt;que não vejo nas ditas elites políticas em Portugal. Governar hoje não pode ser só atender a Pactos de Estabilidade e Crescimento, olhar só para a importância dos mercados financeiros que suportam - supostamente - a moeda, atender às urgências da inflação, reverenciar o peso da dívida pública em relação ao PIB (que é limitado em Portugal) - e exige constantes correcções, ou ainda fotografar, a cada dia, o valor do défice orçamental fixado para as economias mais minorcas - como a nossa. Impondo (e bem) a racionalização da despesa pública de modo a que os líderes políticos se confrontem com a impossibilidade de continuarem a governar dentro de uma linha de continuidade - que, hoje, por força de um quadro múltiplo de constrangimentos - jamais poderá ser seguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marques Mendes, por exemplo, que revela elevada responsabilidade na forma tem feito oposição em Portugal - e está já perto da fronteira da governação - sabe dessas limitações. Sabe ainda, como decorre das suas manifestações públicas - especialmente na última entrevista à RTP1, que os objectivos da boa governação passam por uma moeda europeia segura, e pela oferta de juros elevados de molde a que os operadores nos mercados financeiros internacionais se considerem adequadamente remunerados pelos riscos que correm ao colocar os seus capitais no mercado europeu e em moeda europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prémio da governação seria, assim, uma espécie de criação de condições de sustentabilidade do crescimento - retomando as linhas de equilíbrio social entretanto perdidas nos últimos anos - e num contexto que agora é tudo menos favorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso será, porventura, assim. Mas uma coisa falta, o essencial: e o essencial decorre da questão de saber que Portugal queremos e para onde vamos. Será que Portugal se resume a estas minudências da economia e da alta finança? Afinal, qual é a ideia ou orientação estratégica que norteia Portugal? Queremos crescer para quê? É isto que que Sócrates nunca se perguntou. Tem sido isto que Sócrates nunca respondeu - pelo menos ao longo destes 8 meses de governação, e já parece que foi há anos... POrque será? Será que a unidade temporal - post Sócrates - alterou a sua cronometria de medir o tempo? Será por causa da rara chuva de Outono... Será por causa do receio de pandemia dos galináceos..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será, em rigor, porque falta uma ideia estratégica capaz de mobilizar Portugal e de liderar os portugueses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será, certamente, também por esse estrutural desalento do povo português perante tantos dislates e injustiças cometidas já na governação do PS de Sócrates - que as sondagens conferem a Cavaco Silva (que vale por mérito próprio) uma enorme vantagem naquela intenção de voto. Alguém estará a imaginar mais um socialista em Belém? Julgo que não. É que o futuro locatário do Palácio Rosa jamais deverá dar uma imagem ao País de que os seus jardins de Belém são uma espécie de repasto da CGD, do Tribunal de Contas, da Galp e do mais que agora não lembro mas ainda está por vir através das mui "sábias" a "avisadas" decisões do único engenheiro com nome de filósofo no mundo: o engº Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será isto, creio, que o líder do PSD - Luís Marques Mendes - que agora - (com os resultados das eleições autárquicas) - "calou" uns barões mais empertigados - que olham para a Política como dimensões privadas dos respectivos quintais - terá de responder quando daqui por um ou dois anos chegar a PM. No entanto, esperemos que a regra da estabilidade se mantenha e os mandatos - ao invés do que fizeram Guterres e Barroso - se cumpram até ao fim. Salvo por ponderosas razões de interesse nacional. E por este andar..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img468.imageshack.us/img468/6031/marquesmendes83cf.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="86" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img458.imageshack.us/img458/2327/envirnmente27rl.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img src="http://img468.imageshack.us/img468/6031/marquesmendes83cf.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="86" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113041127050752393?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=266692' title='O eleitorado do PS está esfrangalhado - sem ofensa aos frangos'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113041127050752393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113041127050752393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/o-eleitorado-do-ps-est-esfrangalhado.html' title='O eleitorado do PS está esfrangalhado - sem ofensa aos frangos'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113024402519422354</id><published>2005-10-25T13:38:00.000+01:00</published><updated>2005-10-25T13:58:12.183+01:00</updated><title type='text'>Terrorismo Internacional na F.C. Gulbenkian</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img474.imageshack.us/img474/4901/fcg4lk.jpg" border="0" width="120" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img474.imageshack.us/img474/1669/oil5zc.jpg" border="0" width="82" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img474.imageshack.us/img474/4901/fcg4lk.jpg" border="0" width="120" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Conferência Internacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“Terrorismo e Relações Internacionais”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fundação Calouste Gulbenkian&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sessão de Abertura, 25 de Outubro de 2005, 9h30&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Senhor Presidente da República, Excelência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Senhores Secretários de Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Senhores Embaixadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Senhores Participantes e Convidados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Senhoras e Senhores Administradores da Fundação, Caros Colegas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Minhas Senhoras e Meus Senhores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cumpre-me, em nome da Fundação Calouste Gulbenkian e no meu próprio, agradecer a Vossa Excelência, Senhor Presidente da República, ter aceite, uma vez mais, presidir à abertura desta conferência. A presença de Vossa Excelência e as intervenções que aqui tem proferido têm constituído simultaneamente um estímulo para a nossa iniciativa e um valioso contributo para o enquadramento político dos temas em debate. Muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Quero também saudar o Professor Fernando Gil – um dos mais esclarecidos e incisivos pensadores portugueses – que, como consultor da Fundação, nos vem ajudando, assumindo o comissariado da Conferência, trazendo a Lisboa um conjunto de notáveis especialistas, e fazendo a reflexão de síntese final.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O encerramento de um ciclo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com esta conferência encerramos o ciclo iniciado em 2003 tendo como pano de fundo a antinomia “conflito e cooperação nas relações internacionais”. Antinomia onde se condensa a convivência da ameaça e do risco, que experimentamos neste nosso tempo, com a esperança de que “a defesa da liberdade e a aspiração de justiça” possam todos os dias ganhar terreno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A primeira conferência – Relações Transatlânticas Europa/EUA – procurou enquadrar a controvérsia Estados Unidos/Europa, subitamente agravada pela crise iraquiana e pelas divisões que gerou no interior da própria Europa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Em 2004, reflectimos sobre As Novas Fronteiras da Europa – O Alargamento da União: Desafios e Consequências, num período marcado por múltiplos acontecimentos com decisiva implicação no ritmo e na direcção do processo de construção europeia. Há um ano, nesta mesma sala tínhamos ainda uma expectativa positiva sobre o Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa. Hoje, o apelo ao reinventar do imaginário europeu é necessário e urgente porque é preciso reencontrar o rumo e reconciliar os cidadãos com o projecto europeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A cena internacional não é escassa em temas fonte de preocupação, que carecem de reflexão e que animariam o nosso debate. Como a crise energética, com a alta duradoura dos preços do petróleo, e as suas múltiplas implicações na economia e nos equilíbrios geo-estratégicos. Ou áreas críticas de tensão e conflito, sem fim à vista, como no Iraque. Ou a persistência intolerável de níveis de pobreza e de subdesenvolvimento, perante o deslizar da realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas. Ou ainda a reflexão sobre a própria reforma da Organização das Nações Unidas, neste ano em que completa 60 anos e se celebra o centenário do nascimento de Dag Hammarskjöld, o Secretário Geral morto ao serviço da Paz e que tão profundamente marcou a “personalidade” do cargo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Terrorismo e as Relações Internacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Escolhemos como tema o Terrorismo Internacional. O mundo não é o mesmo desde a manhã de 11 de Setembro de 2001. Perante a nossa estupefacção e incredulidade, um absurdo brutal, tornou-se um risco permanentemente possível de acontecer em qualquer lugar e em qualquer país. O sentimento de uma nova e enorme vulnerabilidade passou a acompanhar-nos no quotidiano e a revolta perante o absurdo a ter o sabor amargo da incompreensão e da impotência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Quatro anos volvidos, a lista de atentados a somar a Nova York e Washington é impressionante: Bali, Moscovo, Mombaça, Riade, Casablanca, Istambul, Madrid, Beslan, Jacarta, Londres e Sharm el-Sheik. Uma abordagem racional, sistemática e sem comprometimentos ideológicos impõe-se. Mas a questão continua sensível e complexa – basta dizer que não existe uma definição de terrorismo comummente aceite – e é fonte de perplexidade para uma humanidade confrontada com um fenómeno de uma enorme dimensão, que persiste, se transfigura e renasce.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ao tentar abordar este tema, temos de reconhecer as mutações que se verificam no historial e nas diversas manifestações que, ao longo do tempo, caracterizaram a acção dos diversos núcleos terroristas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um traço comum, porém, se mantém: o uso da violência indiscriminada, hoje alargada à deliberada intenção de afectar o modo de viver e a estrutura político-institucional em múltiplas regiões do planeta, através de indivíduos ou grupos que se espalham por um significativo número de países ou áreas geopolíticas. Não é um terrorismo de libertação nacional ou de afirmação do direito à diferença. O terrorismo actual é um terrorismo nihilista, de destruição pela destruição, de maior violência e mais letal. Trata-se de um “terrorismo novo, globalizado e franchisado”, como alguém o designou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Associado muitas vezes à invocação de motivos religiosos, verifica-se a “vontade de não fazer cedências, de não aceitar compromissos e a preferência pela destruição total em vez da derrota. Assim, a violência deixou de ser um meio para atingir um objectivo, mas um objectivo em si mesma.” (Craig White)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O seu âmbito é global e não episódico nem conjuntural. “Teológico-político”, como o definiu o Professor Fernando Gil, é num pragmatismo sem limites que se revela. Sabe explorar com proveito as novas tecnologias e os sistemas globais de informação, que facilitam as suas estruturas organizacionais em rede que ampliam o efeito das acções e que dificultam o seu combate.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para combater o terrorismo requerem-se formas adequadas de dissuasão e o saber combinar, não só todos os instrumentos à disposição dos Estados mas, também uma indispensável cooperação internacional que permita agregar os esforços que são requeridos para ter êxito na luta anti-terrorista e a percepção racional e sem preconceitos do fenómeno, para formar a opinião pública de molde a estruturar a resistência das nossas sociedades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;As Nações Unidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sem esquecer as responsabilidades dos Estados e das organizações regionais bem como de cada comunidade, sendo o terrorismo um fenómeno global, as Nações Unidas são, ou deveriam ser, a primeira plataforma legítima para tomar posições estratégicas neste domínio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A ONU pode agir como centro de irradiação em relação aos países membros, seja para os direitos humanos, como as leis humanitárias e a protecção aos refugiados, seja para facilitar o encontro de um equilíbrio entre as sensibilidades particulares de cada um e os problemas globais de segurança. Promove, ainda, diálogos culturais e religiosos entre o mundo islâmico e o mundo ocidental e tem vindo a sublinhar o que entre ambos existe de valores partilhados, por forma a melhor educar o público em geral acerca dos perigos do terrorismo no mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Em Setembro, na cimeira mundial de chefes de Estado e de governo, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, por ocasião da 60ª Assembleia-geral das Nações Unidas, o projecto de documento final apresentava propostas de identificação dos elementos essenciais para uma estratégia de combate ao terrorismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os resultados finais foram lamentavelmente de alcance limitado, inclusivé quanto à proposta para aprovação de uma definição de terrorismo e quanto às recomendações aos governos para que actuem de forma concertada para manter compatíveis as medidas contra o terrorismo com as normas internacionais de direitos humanos, isto é, submetendo o combate ao terrorismo ao direito internacional e ao direito humanitário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mas é de esperar, que na base do que foi finalmente aprovado, as Nações Unidas fiquem, ainda assim, em condições de continuar a promover o diálogo e o entendimento alargado dos problemas que se inserem na órbita da luta contra o terrorismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A União Europeia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A crise de emergência do terrorismo, ao abater-se sobre os dois lados do Atlântico, poderia ter constituído uma ocasião de aprofundamento das relações transatlânticas, que infelizmente a intervenção unilateral dos Estados Unidos no Iraque veio em boa parte précludir. Poderia constituir também uma oportunidade para enquadrar uma verdadeira refundação da NATO, estrutura que não deve perder-se mas carece hoje de uma missão clara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Como recordou recentemente Gijs de Vries, actual coordenador para o contra-terrorismo na União Europeia, a Europa já não é apenas uma base de apoio para atentados terroristas a realizar em outras áreas. É ela própria “origem e alvo de terrorismo”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Desde 2001, os Estados membros da União têm desenvolvido e adoptado um conjunto alargado de políticas contra o terrorismo. Em Junho de 2004, o Conselho Europeu adoptou um Plano de Acção contendo mais de 100 iniciativas a desenvolver pelas presidências da União até ao final do corrente ano. Actualizado semestralmente este plano cobre várias áreas prioritárias: partilha de informação e cooperação entre polícias, combate ao financiamento do terrorismo, protecção civil e protecção de infra-estruturas críticas e actuação sobre as causas de radicalização e recrutamento terroristas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Apesar do inegável progresso ao nível da cooperação europeia, persistem dificuldades, dado tratar-se de um espaço ainda fragmentado relativamente às forças da lei e da ordem e que é, por outro lado, um espaço física e socialmente permeável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com efeito, a supressão das fronteiras nacionais deixou os Estados europeus expostos a novas vulnerabilidades e perante desafios que tendem a ser globais e transnacionais e que exigem respostas do mesmo tipo. As tendências no âmbito da segurança não são distintas das consequências da globalização em outros domínios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Além disso, as medidas que vêm sendo encaradas ou propostas são de natureza especialmente sensível: ou porque tocam o núcleo duro das soberanias ou porque, ainda que se reconheça que são indispensáveis e inadiáveis para garantir a segurança do cidadão, não deixam de levantar dificuldades no respeito dos direitos e garantias individuais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nesta linha, o modelo do Estado–nação em que assentam as nossas democracias – enfraquecido por ser ter tornado, como diz Philip Bobbit, cada vez mais Estado-mercado - parece estar ultrapassado na capacidade de gerar repostas à altura das novas ameaças e em encontrar propostas inovadoras e mobilizadoras, nomeadamente no desenhar de soluções para comunidades que resistem à integração nas sociedades de acolhimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Longo é, pois, o caminho que resta ainda percorrer para fomentar a confiança recíproca e fortalecer a cooperação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A Sociedade Civil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No domínio do combate ao terrorismo – que é também um ataque à democracia - não podemos esquecer a importância do papel dos cidadãos e das organizações da sociedade civil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Uns e outras têm um papel fundamental na promoção do diálogo entre diferentes comunidades, na difusão da reflexão sobre as causas do terrorismo, no exercício da cidadania responsável e tolerante, no lançamento de projectos educacionais e sociais que contribuam para a inclusão e a convivência tal como na difusão do conhecimento e das experiências do encontro de culturas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fenómeno politico, económico, social, cultural e religioso, com raízes antigas e complexas mas exacerbado por manifestações contemporâneas coloca com dramática evidência de que a cultura conta (“culture matters”). Fomentar o diálogo entre distintas culturas nem sempre é fácil; mas não podemos desistir. Está ao alcance de todos a possibilidade de intensificar os intercâmbios culturais e prosseguir o diálogo entre fés distintas (o chamado interfaith) e estimular as diferentes comunidades para um esforço comum no sentido que diminua a percepção conflitual das diferenças entre “nós e os outros”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Neste combate, que deve ser firme e sem quartel, importa porém evitar responder ao radicalismo com outros radicalismos, nem repetir estereótipos simplistas e simplificadores. Como refere Jean-Marie Colombani, “nada seria pior na batalha contra o terrorismo, que renegarmos os nossos valores”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para a nossa maneira de viver e encarar a vida, o terrorismo aparece como um cataclismo brutal e absurdo. Estamos a poucos dias de se cumprirem 250 anos sobre outro acontecimento brutal, o terramoto de Lisboa de 1755 que deixou a Europa do Iluminismo em estado de choque. Quando poderemos dizer, como Voltaire no “Poeme sur le desastre de Lisbonne”, que dedicou ao acontecimento:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;« Nos chagrins, nos regrets, nos pertes, sont sans nombre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Le passé n'est pour nous qu'un triste souvenir;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Le présent est affreux, s'il n'est point d'avenir,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Si la nuit du tombeau détruit l'être qui pense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Un jour tout sera bien, voilà notre espérance;”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Emílio Rui Vilar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113024402519422354?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.gulbenkian.pt/v1/home.asp' title='Terrorismo Internacional na F.C. Gulbenkian'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113024402519422354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113024402519422354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/terrorismo-internacional-na-fc.html' title='Terrorismo Internacional na F.C. Gulbenkian'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-113000338436415727</id><published>2005-10-22T18:48:00.000+01:00</published><updated>2005-10-24T16:02:46.483+01:00</updated><title type='text'>Disparates do mundo</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;É preciso termos a medida das coisas. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O ideal era o sistema político nacional gerar novas elites políticas&lt;/span&gt;, e não ter de recorrer aos actores e aos perfis do passado para agora preencherem as candidaturas às eleições presidenciais. Soares e Cavaco não são, de todo, candidatos ideais, são os elementos possíveis num mundo mais ou menos provável. E muito perigoso. Por isso, quando me perguntam: o que acha destes candidatos - respondo: quando me lembro de um tenho uma dor de cabeça; quando me recordo de outro apanho uma dôr de dentes. É isto a medida das coisas, ter o senso da relatividade das coisas. Morreremos todos, um dia, com ou sem dôr de dentes, com ou sem dôr de cabeça. Devo estas "dores" ao Chesterton...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="WIDTH: 203px; HEIGHT: 315px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img447.imageshack.us/img447/1546/chestertonintro0ze.gif" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="justify"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 212px; HEIGHT: 259px" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img418.imageshack.us/img418/9379/6186bt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img439.imageshack.us/img439/3862/chesterton9tv.jpg" width="124" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,51,51)"&gt;DISPARATES DO MUNDO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De Chesterton foi, curiosamente, dos livros mais sérios que li. Ensinou-me a relativizar as coisas e a perceber que quando o homem está cansado duma dor de cabeça inventa uma dor de dentes. Reflexo da condição humana, evidenciou-me as fraquezas do homem. Com pitada filosófica, este livro ensinou-me a não ficar chocado, mesmo quando alguém nos diz que o ovo não existe só para produzir o pinto, mas também para &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se divertir e louvar a Deus ou sugerir ideias a um dramaturgo. Ensinou-me a ser céptico e a &lt;em&gt;cognoscere causas&lt;/em&gt; que evitam o erro e a ilusão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora neste momento - todo aquele Portugal político que alinhe com Soares para Belém é um tremendo erro; o resto é uma ilusão. Apesar de tudo, um mal menor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-113000338436415727?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Disparates do mundo'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113000338436415727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/113000338436415727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/disparates-do-mundo.html' title='Disparates do mundo'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112984238372250390</id><published>2005-10-20T21:44:00.000+01:00</published><updated>2005-10-20T22:26:21.673+01:00</updated><title type='text'>A ilusão do poder - o princípio do fim</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Soares acena...mas não sabe a quê...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img483.imageshack.us/img483/2786/soaresecavaco1id.png" width="146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 133px" height="120" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img483.imageshack.us/img483/2786/soaresecavaco1id.png" width="146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 135px" height="120" alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img483.imageshack.us/img483/2786/soaresecavaco1id.png" width="146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.. Pensa que o povo o aplaude, que está com ele - política e afectivamente. Pura ilusão. O que o povo tem é compaixão. Tolerância para com um passado (mas não muito remoto - senão lá vem a descolonização e está tudo estragado de novo); benevolência relativamente à velhice. Porque todos nós um dia, se não morrermos novos, chegaremos a essa condição da curva descendente da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cavaco, ao lado, percebe tudo em silêncio. Como se tivesse no velório do seu próprio pai. E também ele já é complacente para com o seu adversário. Sabe que para ganhar não precisa de desferir nenhum golpe, nenhuma ameaça, nenhuma farpa. Basta-lhe complacência, muita compreensão. E esperar que o tempo passe. Também importa não cometer erros. Mas como hoje Cavaco já tem dúvidas, é natural que erre menos... Afinal, Soares poderia ser o pai de todos nós. Salvo seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cavaco finge que não percebe de que lado está a turba, para evitar magoar o antigo leão da política lusa. Um leão que hoje é um leopardo velho, cansado, ferido e, dentre em breve, deserdado pela sua própria família política. Enfim, expulso da tribo à qual pertenceu desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Conclusão: a política, quando se perde o tino e o sentido da medida das coisas e dos homens, é uma arena violenta, sangrenta, cruel. E o mais grave é que cerca de 80% do País que decide eleitoralmente as coisas já o percebeu. Os demais eleitores estão dispersos mas coabitam no mesmo prédio - como numa salada - pela esquerda de Soares, Jerónimo, Alegre e Louçã. Cavaco já não precisa de subir o coqueiro para apanhar o côco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Basta-lhe esperar - sentadinho - que os cocos vão ter com ele. E ainda lhe perguntam: quer só coco ou prefere uma salada de frutas?! Isto é a Política (espelho da vida): vitória, glória e força para uns; derrota, humilhação e fraqueza para outros. Soares, desta vez, está do lado dos "outros". E eu a pensar que ele estaria em casa de pantufas a rever a fita que mandou gravar da &lt;em&gt;Sociedade Aberta&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img488.imageshack.us/img488/7538/soares5hq.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;Já agora, creio que Cavaco em vez da salada de frutas - pedia uma fatia de Bolo rei... desenhada pelo arqº T. Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112984238372250390?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='A ilusão do poder - o princípio do fim'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112984238372250390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112984238372250390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/iluso-do-poder-o-princpio-do-fim.html' title='A ilusão do poder - o princípio do fim'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112981833190863886</id><published>2005-10-20T15:11:00.000+01:00</published><updated>2005-10-20T19:03:45.903+01:00</updated><title type='text'>Cavaco no chá da 20h no CCB..</title><content type='html'>&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img460.imageshack.us/img460/1040/cavacopresidenciais3qc.jpg" border="0" width="353" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Logo à noitinha Cavaco Silva, no chá da noite e na presença das televisões sempre muito coscuvelheiras, vai abrir a caixa de Pandora e dizer umas verdades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Sampaio foi uma "anedota" política ao longo desta última década, gastou as tesouras todas&lt;br /&gt;2. Ele já era uma anedota pol. antes, mas que fala muito bem línguas.. lá isso fala&lt;br /&gt;2. Só esteve bem na demissão de um tal S. Lopes, que sonhou um dia ser PM da Albânia e hoje Dj no Kremlin&lt;br /&gt;3. Que Portugal não está no mapa - excepto no capítulo da pobreza, corrupção e conexos&lt;br /&gt;4. Que este governo de Sócrates é uma nódoa manchada - por isso o tem de ajudar&lt;br /&gt;5. Urge equilibrar as finanças públicas - por isso vai vender ao estrangeiro os estádios de futebol&lt;br /&gt;6. Resolver o caso Casa Pia&lt;br /&gt;7. Reformar a Justiça&lt;br /&gt;8. Ajudar a SIC a recuperar-se economicamente e a identificar melhores programas para combater a TVI&lt;br /&gt;9. Extinguir o Canal RTP1 e o programa de Marcelo - não vá ele também querer ir para Belém - em birra&lt;br /&gt;8. E fazer obras no Palácio Rosa&lt;br /&gt;9. Ah, e erradicar o bicentenário - Pastéis de Belém - centro de espionagem de Soares é fixe a Belém&lt;br /&gt;10. Há ainda mais uma razão - que não me lembro agora.. Ah, quer Bolo Rei desenhados pelo arqº T. Taveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas razões - Cavaco decide candidatar-se à corrida a Belém. E tudo o que fôr dito para além disto também pode ser verdade. Por umas horas...!!! E Maria Cavaco consentir..., é claro!!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112981833190863886?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Cavaco no chá da 20h no CCB..'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112981833190863886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112981833190863886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/10/cavaco-no-ch-da-20h-no-ccb.html' title='Cavaco no chá da 20h no CCB..'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112540146957458748</id><published>2005-08-30T12:22:00.000+01:00</published><updated>2005-08-30T12:49:26.643+01:00</updated><title type='text'>O Tito era um Galo que...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img355.imageshack.us/img355/2708/galo6ir.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="78" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img355.imageshack.us/img355/2708/galo6ir.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="78" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img355.imageshack.us/img355/2708/galo6ir.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="78" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img355.imageshack.us/img355/2708/galo6ir.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="78" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img355.imageshack.us/img355/2708/galo6ir.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="78" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um fazendeiro que tinha um galinheiro com 180 galinhas e estava à procura de um bom galo para produzir ovos. Um belo dia o fazendeiro vai até à vila, entra na cooperativa agrícola e diz para o vendedor:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas as minhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;galinhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O vendedor responde:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Quantas galinhas tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- No total são 180. diz o fazendeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Então o vendedor vai buscar uma gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista de pé, olhos azuis e uma tatuagem no peito dos Rolling Stones, e diz para o fazendeiro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Leve este aqui, o Alberto, ele não falha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O fazendeiro leva o galo e, no dia seguinte, pela manhã, solta o galo no galinheiro. O galo sai numa corrida desenfreada, pega na primeira galinha, dá duas sem tirar; pega na segunda, dá a primeira e quando estava na segunda... cai para o lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O fazendeiro olha e diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; - Aquele vendedor filho da puta aldrabou-me! Este galo apenas comeu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; duas galinhas e capotou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Então, pegou no galo pelo pescoço, levou-o até ao vendedor e explicou-lhe o que se tinha passado. O vendedor desculpou-se e foi buscar um outro galo. Este era preto, de crista amarela, olhos cinzentos e ténis da Nike. E disse para o fazendeiro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Este aqui é o Fernando. Leve-o, veja como é que ele funciona e depois conte-me.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O fazendeiro volta para a fazenda com o galo e repete a manobra: solta o bicho no galinheiro, o galo sai alucinado, come a primeira galinha de pé, pega a segunda traça, com a terceira faz o 69 e quando está e acima da quarta, cai morto no meio do galinheiro.&lt;br /&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; fazendeiro, completamente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; lixado, pega o galo pelas patas e volta à vila. Entra pela cooperativa,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; quase rebentando com a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; porta, e diz para o vendedor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escute aqui seu sacana, este é o segundo galo que você me vendeu também não presta para nada. É melhor vender-me um galo decente ou deito esta cooperativa abaixo.&lt;br /&gt;Então o vendedor vai buscar um galo de merda, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com ténis de lona já meio rebentados e uma camisa azul clara com os dizeres "Maracanã 1950" e diz ao fazendeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhe, é só o que me resta. O nome dele é Tito e chegou, por coincidência, num barco que vinha do Uruguai.&lt;br /&gt;O fazendeiro, ainda furioso, leva o galo, pensando:&lt;br /&gt;- Mas que raio é que eu vou fazer com este galo de merda?&lt;br /&gt;Chegado à fazenda solta o Tito no galinheiro. O galo despe a camisa, atira-a para o lado e sai enlouquecido comendo as 180 galinhas de um fôlego. Pára para respirar e come as 180 de novo. Sai do galinheiro a correr e enraba o pastor alemão. Aí o fazendeiro agarra-o, dá-lhe dois sopapos para acalmar e tranca-o na gaiola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, este galo é um fenómeno!!, pensa o fazendeiro.&lt;br /&gt;E as galinhas todas doidas só comentam que " o Tito isto", "o Tito aquilo", "o que é que ele fez contigo?", "comigo ele fez tal coisa"... loucura total, todas as galinhas a quererem mudar-se para Montevideu.&lt;br /&gt;No dia seguinte o fazendeiro voltou a soltar o galo; o Tito sai a levantar poeira do chão, dá duas voltas ao galinheiro aviando tudo o que é buraco com penas que lhe aparece no caminho. Sai disparado e come o cão, o porco e duas vacas. O fazendeiro corre atrás dele, agarra-o pelo pescoço, dá-lhe uns abanões para o acalmar e volta a fechá-lo na gaiola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que galo filho da puta! Vai-me cobrir a fazenda toda!!!, diz o fazendeiro.&lt;br /&gt;No dia seguinte vai buscar de novo o galo e encontra a gaiola toda rebentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Tito fugiu!&lt;br /&gt;Sai a correr para o galinheiro e encontra todas as galinhas de barriga para o ar, fumando e assobiando, regaladas. Lá fora estava o porco com o rabo virado pró ar, as duas vacas deitadas no chão e a falarem das performances sexuais do Tito, o cachorro com a bunda arruinada e pensa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele vai comer o gado dos vizinhos, vão-me matar!&lt;br /&gt;Então pega no cavalo e a galope segue as pistas deixadas pelo Tito (cabras a suspirar, bodes a passar gelo no rabo, uma tartaruga que perdeu a carapaça na trancada, um touro a experimentar lingerie, três gazelas a coxear, um pónei sentado num alguidar com gelo, um bambi curando das hemorróidas...) até que, de repente e à distância, vê o Tito caído no chão. Uma cena tristíssima!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os abutres já voam em círculos, a babar-se com fome. Quando viu os abutres o fazendeiro entendeu a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nãããooooo, Titoooooo... Morreuuuu o Titoooooo! E logo agora que eu tinha encontrado um galo de verdade... No meio destas lamentações, cuidadosamente o Tito abre um olho, olha para o fazendeiro e, assinalando os abutres, pisca-lhe o olho e diz:&lt;br /&gt;- SShhhhhhhhh! Cala-te e deixas-os pousar....&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112540146957458748?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112540146957458748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112540146957458748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/08/o-tito-era-um-galo-que.html' title='O Tito era um Galo que...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112258954046046216</id><published>2005-07-28T23:23:00.000+01:00</published><updated>2005-07-28T23:32:45.126+01:00</updated><title type='text'>TGV-OTA e queda do Governo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img163.imageshack.us/img163/3099/tgv23az.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="85" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img163.imageshack.us/img163/3099/tgv23az.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="85" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img163.imageshack.us/img163/3099/tgv23az.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="85" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img163.imageshack.us/img163/6323/ota4mq.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="99" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img182.imageshack.us/img182/825/crash4os.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img182.imageshack.us/img182/8496/crash27st.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O país está em ruptura e, ou me engano muito, ou essa ruptura vai-se acentuar, transformando-se num braço de ferro entre o governo, que quer a Ota e o TGV, e todos os outros, excepção feita aos que têm interesses ligados a qualquer um desses projectos.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Basta ler tudo quanto é imprensa e então, depois da demissão do ministro das Finanças e da intervenção, sobre este assunto, do Dr. António Vitorino, é aquilo a que se pode chamar de um fartar vilanagem. Grupos de economistas, dos mais conhecidos e prestigiados do país, vêem à televisão e vão para os jornais com abaixo assinados opondo-se aos investimentos e ameaçam mesmo, que qualquer dia, um delegado do governo irá bater à porta de cada família portuguesa para exigir a entrega da quota-parte da contribuição de cada um de nós&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;para aqueles dois investimentos, qualquer coisa como 1000 ou 1500 euros por cada elemento do agregado familiar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eu que estava a pensar em fazer uma viagenzita com o reembolso de uma aplicação financeira que fiz há 8 anos atrás e que se vence proximamente vou ter que deixar tudo em suspenso. Depois dos 27 meses de guerra que fiz em Angola para aí há uns 40 anos atrás chegou a hora de um novo sacrifício pelo meu país. Com a diferença apenas que em 1962 a generalidade dos portugueses, os que tinham e os que não tinham opinião, mais estes do que aqueles, eram quase unanimemente a favor do sacrifício da guerra, pelo indiscutível direito que os Estados tinham de defender a integridade do território nacional fosse ele qual fosse estivesse ele onde estivesse.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mas agora não, o país está profundamente dividido, direi melhor, ao que parece, desequilibradamente dividido. Tirando o senhor 1º Ministro, e os Ministros da Economia e das Obras Públicas, todos as outras vozes ou se atiram aos investimentos em questão como “gato a bofe” ou levantam as suas dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Afirmo, em consciência, de que me considero um bom cidadão, daqueles que entendem, como o Presidente Kennedy entendia, que são os cidadãos que têm que se sacrificar pela nação e não o contrário. E por isso, como o país não são só personalidades políticas e economistas cujas opiniões já conhecemos porque têm sido divulgadas, informem-se os portugueses de uma forma clara e objectiva, das vantagens e inconvenientes dos investimentos em causa. O assunto não pode ser mais polémico do que o é neste momento. O manifesto subscrito pelos 13 eminentes economistas vai, certamente, colher o apoio, em peso, da oposição e o governo cometerá um autêntico suicídio político se entender que lhe basta argumentar com a legitimidade do seu poder para decidir, que efectivamente tem. A decisão sobre qualquer um destes projectos é de natureza política, sem dúvida, mas tem que ser tecnicamente fundamentada e a partir de agora muito bem explicada. Pela minha parte, como democrata, respeitarei a decisão e desistirei da tal viagem em favor da minha contribuição mas se não existir explicação e os resultados não contribuírem para melhorar a situação do país, mesmo que seja no longo prazo, não conte o PS com o meu voto em futuras eleições.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;De qualquer forma, o que me angustia é esta guerrilha permanente, esta tensão e incerteza em que estamos sempre mergulhados, esta dúvida sobre o nosso futuro colectivo, esta sensação de ingovernabilidade desesperante que nos faz adiar constantemente as esperanças no futuro, esta dificuldade, que é de todos nós, em gerarmos classes dirigentes responsáveis, sérias, competentes, sobre as quais não recaiam, permanentemente, dúvidas e suspeitas sobre as suas capacidades.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Provavelmente, éramos mais felizes quando não tínhamos ambições, quando levávamos dois dias de Trás-os-Montes a Lisboa e mandávamos aparelhar o burro para as pequenas deslocações….ao menos tínhamos muito mais tempo para pensar, quem sabe, senão mesmo para sonhar… em viajar um dia num TGV e embarcar, na OTA, num avião para Paris. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt; Xau .&lt;br /&gt;Tio  Quim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;           &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112258954046046216?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112258954046046216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112258954046046216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/tgv-ota-e-queda-do-governo.html' title='TGV-OTA e queda do Governo'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112233610781420433</id><published>2005-07-26T00:55:00.000+01:00</published><updated>2005-07-26T01:02:52.776+01:00</updated><title type='text'>Portugal, hoje... Com Soares à ilharga.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Olho para Soares e vejo isto. Olho para isto e através das lentes de Soares vejo uma sociedade rigidificada, ossificada, mumificada. Eis o Portugal de certas pessoas. Grave não é ser velho; grave é não representar qualquer esperança nem ter uma ideia ou projecto de futuro. Grave é só ter vontade sem projecto. O único projecto que existe é para servir a vontade. A vontade de querer poder... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Will to live, will to Power&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img175.imageshack.us/img175/7550/bengalasriego4zh5xv.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="421" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112233610781420433?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Portugal, hoje... Com Soares à ilharga.'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112233610781420433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112233610781420433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/portugal-hoje-com-soares-ilharga.html' title='Portugal, hoje... Com Soares à ilharga.'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112208013592959930</id><published>2005-07-23T01:54:00.000+01:00</published><updated>2005-07-23T03:00:36.420+01:00</updated><title type='text'>A Lebre...e as pessoas e o cansaço (da fuga) para a Academia e a reforma do BP</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img7.imageshack.us/img7/6586/lebre26ff.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="79" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img7.imageshack.us/img7/6586/lebre26ff.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="79" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img7.imageshack.us/img7/6586/lebre26ff.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="79" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img7.imageshack.us/img7/6586/lebre26ff.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="79" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img7.imageshack.us/img7/6586/lebre26ff.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="79" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="color: rgb(0, 0, 153); text-align: center; font-weight: bold;"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lebres disfarçadas de pessoas; ou pessoas disfarçadas de Le....&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por muito que me esforce para me convencer daquilo que sei há muito tempo, que a natureza humana está longe de ser um prodígio de lógica e que a cada passo nos surpreende pelo inesperado, apesar disso, desenvolvo sempre as melhores das intenções no que aos outros diz respeito quando as premissas apontam num determinado sentido.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agora que a areia já está a começar a assentar sobre a demissão do ministro Campos e Cunha, quando este, com um grande abraço e troca de sorrisos, na cerimónia de posse, deseja as maiores felicidades ao seu substituto, tudo parece estar bem, dando mesmo a entender, dado o ar pacífico e cordial da cena apresentada perante os nossos olhos, que tudo foi previsto, concebido e ensaiado para ser assim. Ou seja, o académico de grande prestígio cede a sua pessoa para integrar a equipa governativa e dar assim, à equipa, um cunho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de grande qualidade e credibilidade, e o político vitorioso, por sua vez, retribui-lhe com a possibilidade de acrescentar ao seu curriculum e experiência de vida, o desempenho de um cargo no governo do país com o prestigiado título de Ministro de Estado e das Finanças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, como intenções vulgares e mesquinhas não são próprias de pessoas inteligentes, nas conversas a sós que precedem a constituição dos governos, os objectivos políticos ficaram, igualmente, assentes: as medidas difíceis e impopulares seriam lançadas por um ministro independente dos interesses partidários e de competência indiscutível e por todos reconhecida e para isso 3 ou 4 meses bastariam. Depois, tal como se faz no atletismo, nas corridas de meio fundo, a “lebre” abandona a corrida e os verdadeiros corredores, os políticos que, poupados na primeira fase da corrida, chamam agora a si a responsabilidade de a continuarem até ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas esta é a minha imaginação delirante, a que se deixa seduzir pela lógica dos comportamentos e que, naturalmente, não acredita em desculpas circunstanciais como a tal de cansaço.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A realidade, pode, no entanto, ser diferente e surpreendente: os personagens em questão não são, afinal, pessoas nem tão inteligentes, responsáveis ou honestos, como todos julgavam, e na tal conversa a sós que precede a constituição dos governos e é decisiva, não houve a coragem, de parte a parte, de se acertarem ideias quanto ao que iria ser o essencial das decisões de um ministro das Finanças no que se refere às receitas e às despesas e só, no caso de haver consenso, haveria ministro. Por outras palavras, a política do Ministro das Finanças não pode ser diferente da política do governo que ele integra e isto independentemente de saber quem está certo ou errado.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não vamos aumentar impostos, diz o 1º Ministro, provavelmente vamos ter que aumentar impostos, diz o Ministro das Finanças. Os projectos da OTA e do TGV, investimento público emblemático, vão ser implementados porque é preciso espevitar a economia, para além de que são projectos estruturais indispensáveis ao país num futuro próximo. Pois, diz o Ministro, mas tendo que recuperar até 2008 o défice para 3% não é possível, dados os montantes envolvidos e provavelmente a fraca rentabilidade no médio e mesmo no longo prazo desses projectos, pensar neles para agora.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, meus senhores, só agora descobriram que estavam em campos opostos relativamente a estas matérias decisivas na governação do país, ou prevalece a teoria da “lebre” que lança a corrida e depois das primeiras voltas sai da pista e deixa os verdadeiros corredores entregues a si próprios?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, como sempre, a vida continua, agora com o Fernando Teixeira Santos, que também é Académico, Doutorado nos U.S.A., já com experiência de governação num governo do partido Socialista e, portanto, com outro traquejo para estas lides e que no discurso de posse, afirmou o que todos esperavam ouvir: “ vou seguir a política de rigor orçamental do meu antecessor”.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eu, que sou ingénuo, pergunto: porque não o foram logo buscar de início? Por não ser tão independente como o Campos e Cunha ou porque, como académico, está a léguas de distancia dele, como já ouvi?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agora, também já não interessa, o mal está feito. As pessoas, como eu, que acreditam nas virtualidades de um governo de maioria absoluta, por razões mais ou menos óbvias, ficaram chocadas com este episódio por aquilo que ele significa em desfavor da qualidade dos nossos políticos que não tendo feito, jamais, outra coisa na vida, parecem, às vezes, autênticos amadores.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bem e eu que sou amador, hoje, vou jogar ténis.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau, espero que estejas melhor das tuas dores.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tio Quim   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Ai, ai.. - ainda falavam de mim.. Irrrrra))))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img306.imageshack.us/img306/2580/lizafiscal7rc.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="257" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img306.imageshack.us/img306/6392/lebre5mp.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="99" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112208013592959930?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112208013592959930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112208013592959930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/lebree-as-pessoas-e-o-cansao-da-fuga.html' title='A Lebre...e as pessoas e o cansaço (da fuga) para a Academia e a reforma do BP'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112203023137534581</id><published>2005-07-22T12:03:00.000+01:00</published><updated>2005-07-22T12:07:54.653+01:00</updated><title type='text'>Uma marca de automóveis anda a iludir as pessoas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Faltam seis...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img313.imageshack.us/img313/4110/nissanmrec6ik.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112203023137534581?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112203023137534581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112203023137534581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/uma-marca-de-automveis-anda-iludir-as.html' title='Uma marca de automóveis anda a iludir as pessoas...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112168046743768650</id><published>2005-07-18T10:50:00.000+01:00</published><updated>2005-07-18T11:12:31.510+01:00</updated><title type='text'>Inquérito à ONU</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img307.imageshack.us/img307/1016/onu64aq.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="126" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img304.imageshack.us/img304/5838/pobreza6sg.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;A pergunta era: "Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião&lt;br /&gt;sobre a  escassez de alimentos no resto do mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi desastroso.  Foi um  fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;europeus do norte&lt;/span&gt; não entenderam o que é "escassez".&lt;br /&gt;Os  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;africanos&lt;/span&gt; não sabiam o que era "alimentos".&lt;br /&gt;Os&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; espanhóis &lt;/span&gt;não sabiam o  significado de "por favor".&lt;br /&gt;Os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;norte-americanos &lt;/span&gt;perguntaram o significado de  "o resto do mundo".&lt;br /&gt;Os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cubanos &lt;/span&gt;estranharam e pediram maiores explicações  sobre "opinião"&lt;br /&gt;... E o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parlamento português &lt;/span&gt;ainda está a debater o que  significa "diga honestamente".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No comments: mas com imensa mágoa. Uma mágoa vestida por uma dôr de dentro, registada em tecidos de indignação e revolta. Gostava de ser Deus por um dia...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img307.imageshack.us/img307/1508/fome5fk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="190" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112168046743768650?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112168046743768650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112168046743768650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/inqurito-onu.html' title='Inquérito à ONU'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112142235049659886</id><published>2005-07-15T11:12:00.000+01:00</published><updated>2005-07-15T11:19:21.856+01:00</updated><title type='text'>Guerra de neurónios... Reflexão do dia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 459px; height: 339px;" src="http://img330.imageshack.us/img330/1939/guerradeneurnios8lj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um abraço amigo a JN&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112142235049659886?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112142235049659886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112142235049659886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/guerra-de-neurnios-reflexo-do-dia.html' title='Guerra de neurónios... Reflexão do dia.'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112133748742339388</id><published>2005-07-14T11:36:00.000+01:00</published><updated>2005-07-14T11:38:21.946+01:00</updated><title type='text'>O que nos distingue da demais bicharada...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 413px; height: 273px;" src="http://img346.imageshack.us/img346/4731/pensamentodoano1on.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112133748742339388?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112133748742339388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112133748742339388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/o-que-nos-distingue-da-demais.html' title='O que nos distingue da demais bicharada...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112083113561814380</id><published>2005-07-08T14:09:00.000+01:00</published><updated>2005-07-08T15:52:19.173+01:00</updated><title type='text'>Entre a opinião e a decisão folgam as costas do TGV-OTA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 127px; height: 99px;" src="http://img169.imageshack.us/img169/3092/tgv63zh.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 126px; height: 99px;" src="http://img169.imageshack.us/img169/3092/tgv63zh.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 128px; height: 99px;" src="http://img169.imageshack.us/img169/3092/tgv63zh.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda bem que nós só opinamos e não temos que decidir. Eu faço ideia das dúvidas e incertezas que têm de ser vencidas na fase de estudo e reflexão e que depois são ocultadas quando se comunica a decisão como se tudo tivesse sido sempre pacífico e linear. Mas é assim, as decisões têm que ter a força das coisas indiscutíveis, como se uma hipótese diferente de solução constituísse o maior disparate do mundo. A realidade tem uma grande componente subjectiva e a realidade económica mais do que qualquer outra. Funciona muito com base em expectativas, em estados de espírito que se forem positivos desencadeiam acções e iniciativas por parte de promotores que passam a ver oportunidades de negócio onde horas antes não viam nada.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Neste momento, na área de implantação do aeroporto da OTA já está tudo a mexer. O Presidente da Câmara já pediu uma reunião com o respectivo membro do governo para tratar dos assuntos relacionados com a implantação do aeroporto, e o mesmo, estou certo, estará a acontecer no que diz respeito ao TGV. e as acções de certas empresas subiram imediatamente.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E, sejamos honestos, são duas infra estruturas importantes, senão agora, seguramente no futuro e isso parece que quase todos o reconhecem. De qualquer forma, não me parece, que essa questão seja matéria de palpite. O futuro dos transportes na Europa e no mundo, quer no que se refere à aviação ou ao ferroviário é, com certeza, matéria estudada e as suas conclusões têm que ser decisivas na tomada das decisões. Se assim não for então saio já deste filme.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fica, portanto, a questão da oportunidade e eu disse-te que, neste momento de dificuldades, o que parceria mais aconselhável seria adiá-las e a grande maioria dos portugueses entendê-lo-ia perfeitamente. Já não estou completamente certo se a oposição concordaria com esse adiamento embora a sua atitude seja de oposição. Fica por demonstrar…&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De qualquer forma, a informação de que apenas 20 a 30% do investimento será efectuado com dinheiros públicos e que desses, uma parte será de fundos comunitários, parece-me ser um factor importante a levar em linha de conta na decisão.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas também é interessante verificar que sendo os socialistas normalmente acusados de falarem muito e pouco fazer sejam agora atacados por terem decidido pôr mãos à obra.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De qualquer maneira, de uma coisa gostaria de ter a certeza: que relativamente a este assunto das otas e dos tgvs ambos, governo e oposição, estão única e exclusivamente preocupados com o que cada um deles julga ser o melhor para o país, sem jogos partidários à mistura. Se assim for é a democracia a funcionar: governo a decidir e a oposição a opor-se. Nas próximas eleições legislativas lá estarei para emendar a mão ou não. O meu voto não tem dono é de quem eu julgar que o merece.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau. Vou jogar ténis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tio Quim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(204, 153, 51);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Desviem-se porque sou mais rápido do que a própria lux... Se não me virem é porque já passei. Resta aos passageiros apearem-se no vacuu da sombra dessa lux..&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 121px; height: 112px;" src="http://img169.imageshack.us/img169/1313/tgv75bk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img169.imageshack.us/img169/348/tgv21tm.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="85" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 100px; height: 112px;" src="http://img169.imageshack.us/img169/1313/tgv75bk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 98px; height: 112px;" src="http://img169.imageshack.us/img169/1313/tgv75bk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cravinho aos comandos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 65px; height: 94px;" src="http://img19.imageshack.us/img19/8605/tgv81aj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 80px; height: 119px;" src="http://img199.imageshack.us/img199/8672/cravinho6yk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="width: 66px; height: 94px;" src="http://img19.imageshack.us/img19/8605/tgv81aj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 86px; height: 94px;" src="http://img19.imageshack.us/img19/8605/tgv81aj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 86px; height: 119px;" src="http://img199.imageshack.us/img199/8672/cravinho6yk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Al^, Al^ - torre de controle... Quando faltam os "o" nas comunicações por vezes há acidentes...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Já uma pessoa não pode ir à missa aos domingos, irrrrra...&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img219.imageshack.us/img219/9178/futuro5tn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este é o novel pica-bilhetes. Assim, Cravinho pilota, Ferro malha nos passageiros. E os que não pagarem vão borda-fora a 300 Klm. Confesso que a coisa mete respeito. Al´me de perigosa...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img246.imageshack.us/img246/710/cavala7wd.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img137.imageshack.us/img137/4514/tgv104gi.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="147" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Meu Bom Tio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Ainda bem que defendes o que defendes. Aqui não te acompanho - só pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timing&lt;/span&gt;. Se me disserem que o TGV-OTA traz riqueza nacional no curto prazo; gera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; milhares de postos de trabalho; cria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clusters &lt;/span&gt;para a economia nacional como fez a Auto-Europa em Palmela, etc, etc. Julgo que nada disso está garantido. O TGV importa tecnologia, a OTA tem a vantagem de tirar o ruído alí do Campo Grande e deixar dormir mais tranquilamente o Mário Soares e os patos e toda a gansalhada que navega no lago do Campo Grande, por entre barcos de casco roto, remos partidos, drogados em fúria e a ressacar pelo assalto não conseguido, folhas secas varridas pelos almeidas da Câmara Municipal de Lisboa - que por alí vegetam, etc. Em termos estruturais a coisa deveria realizar-se, mas Não agora. Eis o que penso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Sou dos que pensam que se fosse possível desmontar e vender em lotes ou blocos pedaços dos Estádios de Futebol do Euro à estrangeirada era o primeiro a ir lá fazer o corte e a embalagem. Portugal tem-se dado ao luxo - por razões de prestígio nacional e internacional e para assumir compromissos anteriormente fixados - de construir castelos de areia. O povo portugês paga-os durante uma vida e só usufrui deles durantes 20 dias para ver uns jogos pela Televisão. É uma frustração. E porquê? Porque em Portugal qualquer político que defenda uma ideia contra os patos bravos e contra a mafia que se apoderou do mercado da futebolítica - como o Fernando Searas - e companhia - que viram no comentário desportivo um trampolim para ganhar notoriedade e, assim, mais facilmente entrar na política - são postos borda fora e nunca mais fazem política em Portugal. Portanto, o esquema é alinhar com os Patos Bravos, os comentadores de serviço, e toda uma plêiade de pastores da futebolítica que se apropriaram do futebol para ganharem milhões, atingir quotas de notoriedade (boas para o mercado eleitoral), terem estatuto e aparecerem nas revistas e nos pasquins da especialidade e o mais de superficial que compõe esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;star-system&lt;/span&gt;. Um dos sub-sistemas mais corruptores do país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O futebol poderia bem ser uma actividade ao serviço da colectividade, mas transformou-se no pior que as actividades especulativas têm. Muitas pessoas do meio - tornaram-se desprezíveis na medida em que acederam ao meio exclusivamente para se servirem dos holofotes que esse espectáculo proporciona. Nada mais. Muitos deles, como Ferenando Searas e companhia - não sabem dar um chuto numa bola, e, não raro, continuam a pensar que a bola é quadrada. O esquema é simples e merece ser desmontado e denunciado: quero ser famoso; tenho de ira para a TV dizer umas bacuradas; falar de kê???? - já sei - falo de futebol - vq é uma ciência apropriada por todos; ganho notoriedade; conquisto o poder local - ganho uma autarquia; não governo - só comento; e, à pala do futebol - tenho algum capital de notoriedade pública para traficar politicamente. Eis o esquema de que o Searás será um expoente em Portugal. É um esquema que é uma vergonha, e serve também para compensar fraquezas e narcisismos que só poderia ser resolvidos com uma entrada de Leão no mundo do futebol. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Pois é isso mesmo que penso de muitos que agora defendem a construção dessas duas infra-estruturas para o País. Agora Não. Em 2007 - se a economia assumisse a retoma, talvez. Mas primeiro, havia que pôr o desemprego nos 2 ou 3%, e a economia a crescer e a modernizar-se muito acima da inflação. E não é isso que se vai passar - dado que todo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;know-how&lt;/span&gt; vem do exterior e os postos de trabalho que gera também não são dignos de registo. O TGV deve ser óptimo para países como a França ou outros que porduzem e exportam essas tecnologias que aqui os tugas compram. Depois, quando tivermos endividados para pagar a tecnologia e a manutenção aos exportadores dos equipamentos somos considerados um país modernizado. Logo, um alvo vermelho na escala do terrorismo em rede. Desse modo, a modernização do TGV ainda nos coloca na senda dos alvos a abater - dado que despertamos sentimentos de ódio, ressentimento e vingança por parte de fanáticos que são os novos bárbaros do séc. XXI. É óbvio que isto é uma caricatura, mas encerra um fundo de verdade. Queremos, afinal, tanta pressa para quê? E as estradas secundárias do interior de Portugal? E os hospitais que faltam às carradas? E o investimento na formação humana em todos os escalões de ensino - do primário ao universitário? E o sistema de justiça - que em muitos casos obriga os agentes de justiça a trabalhar em salas que não veda a chuva que cai dos céus? E a agricultura? e o raio que nos parta a todos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá está, não temos dinheiro para mandar cantar um cego, mas integramos rapidamente os vícios dos países ricos. Este é tipicamente o complexo dos pequenos. Que agora se põem em bicos de pés - para ver o avião a aterrar noutras paragens e tomar o peadeiro a correr, dada a velocidade do novo TGV. Mas algumas vantagens terão, certamente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Com a crise económica, social e financeira que tolhe o País - os portuguese têm cada vez menos possibilidades de mobilidade. E ainda por cima o País vai empenhar os deddos e os anéis para permitir aos tugas um comboio mais rápido e um aeroporto maior!! Afinal, para onde vão os portugueses com tanta pressa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Será que eles querem ir? E se sim, vão para quê? Ora é a isto que os relatórios da tanga já veiculados não respondem. Mas é moderno andarmos a 300 Klm por hora. Assim, quando houver um acidente - os portugueses morrem como o James Dean. Morrem depressa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Apesar de ele ir a 156 Klm num Porshe velhinho. E também não se sabe para onde ía com aquela pressa. Provavelmente, fugia dele próprio. Ou então ía ter com uma amiga... Ou ter simplesmente mais uma rebeldia de gigante que acabou por o matar na estrada. Enfim, as merdas das modernices às vezes parece que só têm uma vantagem: matarem-nos depressa. Talvez, assim não sintamos a dor da crise, nem das decisões que estiveram na base do TGV-OTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra das vantagens que vislumbra nesta parada, é a seguinte: um TGV terá, certamente, um sistema de vigilância mais sifisticado que possa prevenir a conduta daqueles bandos de selvagens que assaltam pessoas inocentes no regresso a casa - nos comboios da linha de Sintra e de Cascais. Mas com o TGV - a coisa mudará de figura, os polícias devem ser mais eficientes para acabar com a ladroagem de pé-descalço que emana das Covas da Mora deste Portugal que anda engravatado todo o ano e se assoa à gravata por engano, como diria A. O'Neill.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura já não seremos assaltados pelos vagabundos do costume que andam de naifa na mão. Nessa altura se calhar somos assaltados pelos próprios seguranças ou então pelo maquinistas que não tendo nada pra fazer naquela nova máquina ultrasofisticada que se entretem a ajudar os seguranças a aumentar o ordenado que leva para casa ao fim do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o púuugresso&lt;br /&gt;Viva a múdernidade&lt;br /&gt;Viva Pútugal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="text-align: center; color: rgb(255, 153, 102);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;De comboio em comboio, de "púgesso em púgesso" - até ao avião final. Estes passarão a ser os novos aviões que aterrarão no novel aeroporto da OTA. Que é como quem diz - a Organizaçãao dos Translúcidos Anónimos... Esperemos, então, que esses novos aviões passem a cair menos. E, se possível, levem oficina a bordo. Ou seja, os céus passam a ser equipados com oficinas e bombas de gasolina. Aí entra de novo a dupla: Cravinho e Ferro. Um pilota e outro malha; agora assumem funções diversas... Um é mecânico de aviões nos céus e o outro é o gasolineiro de serviço.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;         &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img137.imageshack.us/img137/1879/tgv136gi.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="120" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img137.imageshack.us/img137/1879/tgv136gi.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="120" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img137.imageshack.us/img137/1879/tgv136gi.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="120" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112083113561814380?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Entre a opinião e a decisão folgam as costas do TGV-OTA'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112083113561814380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112083113561814380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/entre-opinio-e-deciso-folgam-as-costas.html' title='Entre a opinião e a decisão folgam as costas do TGV-OTA'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112074590304140288</id><published>2005-07-07T15:16:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T16:10:01.046+01:00</updated><title type='text'>Belmiro e o TGV &amp; OTA e Companhia...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img102.imageshack.us/img102/9047/belmiro5kc.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="72" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img102.imageshack.us/img102/9047/belmiro5kc.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="72" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img58.imageshack.us/img58/5335/tgv28kh.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="85" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img102.imageshack.us/img102/9047/belmiro5kc.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="72" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img102.imageshack.us/img102/9047/belmiro5kc.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="72" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acredita, que como português tenho orgulho que o Eng. Belmiro seja um empresário português. Apesar das suas birras, queixas, reclamações, protestos, ameaças, tudo muito à portuguesa, apesar disso… gosto dele. Há qualquer coisa na sua personalidade que me convence e que julgo ser : respeito pelo dinheiro, desinteresse pelas fortunas e amor pelas empresas. Quem criou a economia de mercado chamou-o e disse-lhe: criei este mundo para ti….vai…vive nele… e triunfa.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ele assim fez, mas ao fim de tantos de fazer, olhou à volta e nada mais viu que uma empresa, a sua empresa, a Sonai. Assim, naturalmente, tudo aquilo que não é bom para a Sonae, ou simplesmente não interessa, também não interessa e não é bom para mais ninguém. E, com a frontalidade que o caracteriza não o esconde: “não preciso de um TGV, o que era bom era um pipe-line Lisboa-Porto, também não é preciso a Ota que não é rentável e financeiramente não é oportuno”. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E aqui temos um país que deixou de ser um país para ser uma empresa, a Sonae, do eng. Bemiro, e eu afianço-te que se o país fosse uma empresa era a ele que eu a entregava. Mas não é, por muitas razões mas agora só me interessa salientar uma: é que dentro da empresa do eng. Belmiro só cabem os seus empregados, enquanto que em Portugal têm de caber todos os portugueses. Quando o eng. Belmiro tem sérios problemas na sua empresa pode recorrer a um despedimento colectivo, ou individualmente, negoceia as saídas dos trabalhadores, enquanto o governo do país não pode despedir os portugueses ou negociar a saída deles para qualquer outro lado.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu acho que, relativamente à Ota e ao TGV, a decisão mais fácil e talvez menos polémica era adiá-las. A maioria das pessoas iria perfeitamente compreender que se existem dificuldades financeiras, seria preferível deixar para outra altura obras de tão grande monta, alem de que é essa a opinião do sr, eng.Belmiro de Azevedo e a minha também era.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas será que as soluções óbvias, fáceis, muito ponderadas, cautelosas, são as certas?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De repente, fechei os olhos, saí deste mundo e regressei passados 15 ou 20 anos, sim, porque 10 anos é demasiada boa vontade, e nós já sabemos o que a casa gasta. Olhei lá de cima, para esta parte da Europa e vi toda a gente a andar naqueles comboios lindos de morrer que se deslocam como foguetões mas na horizontal e nós, portugueses, lá continuávamos com o mesmo aeroporto de há quase 100 anos atrás e a andar nos mesmos comboios. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sinceramente, fiquei desgostoso, frustrado triste, como os franceses quando souberam hoje que tinham perdido para os ingleses os jogos Olímpicos de 2012, e vai daí fui ter com o nosso 1º e disse-lhe: sr. Eng. esqueça lá o que o outro eng. disse, o Belmiro, tome todas as precauções e cuidados mas dê início à OTA e ao TGV., para que os seus filhos e os meus netos não se sintam inferiorizados relativamente aos filhos e aos netos dos outros. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tio Quim  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;Meu Bom Tio,&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O texto infra é da minha responsabilidade. Porventura, o meu tio terá opinião diversa do sr. Cravinho. Eu entendo que o sujeito a gerir gere tão bem que se fosse patrão do Estado leva-lo-ía à ruína em 2 meses. Ou menos, mesmo sem OTA e TGVs... Os portugueses já nem podem manjar batatas na terra - por isso acho de péssimo gosto prometerem-lhes ananases na Lua. Tudo tem o seu tempo debaixo dos céus... E este não é, definitivamente, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timing&lt;/span&gt; adequado para falar em altas velocidades - que contrastam com a vagareza das economia mas já acompanham com a brusquidão da carga tributária.. Enfim, uma teia de paradoxos à boa maneira "Xuxa-lista". Além da tecnologia ser quase toda importada. Gerando, consequentemente, mais desemprego intra-muros. E a indução de crescimento na economia seria lógicamente baixo. Em política ter razão muito antes - ou muito do tempo - é, pura e simplesmente - ridículo. O sr. Cravinho já pensou em retirar-se do Parlamento - donde parece estar colado com UHU - e experimentar entrar numa biblioteca. Faça-o e depois peça dois livrinhos de introito: um pode ser Keynes, depois - quando se sentir mais seguro na leitura pode pedir Schumpeter... Verá que terá mais proveito e a nós - tira-nos o turpor de o ter de gramar no Parlamento dizendo coisas que já vejo repetidas há décadas... Será que estes cromos não se enchergam..(ou será com "X")!? Apesar dos óculos parece que o homem não vê (ou não quer ver) a realidade. Será que é por causa do capacete - que lhe ofusca a visão...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;   &lt;/ul&gt;  &lt;/div&gt; &lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img58.imageshack.us/img58/9904/ota28oj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="63" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 222px; height: 145px;" src="http://img58.imageshack.us/img58/4844/airbusa38084124ew.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img288.imageshack.us/img288/6857/ota5hl.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="99" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É que é pra já.&lt;/span&gt;.. Vemos João Cravinho a cravar o governo para criar mais um elefante branco. Agora a ideia é um absurdo. Daqui por 2/3 anos - quando a economia fizer o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;take-of &lt;/span&gt;- já fará, porventura, algum sentido. É que hoje as pessoas nem dinheiro têm para comer quanto mais para viajar. Mesmo em negócios. Porque não se aposta nos comboios de mercadorias... E daqui por uns tempos - quando os tugas viverem mais condignamente - pode-se pensar nisso. Agora será um desastre. O mimetismo mata-nos, e os estádios de futebol construídos pelo incendiário do país - hoje em Bruzelas - o sr. Durão Barroso - provam-no. Cada estádio daria para construir meia dúzia de hospitais (indispensáveis ao país), mas o lobi do futebol e da construção civil é uma tentação para os políticos fracos. Gueterres deu esse pontapé de saída, Durão inaugurou. Hoje temos Cravinho - que onde mete a mão gere até à ruína. Ele fala, fala, fala, mas parece-me que seria útil tirar um cursito de uma semana na Sonae com o engº Belmiro - para ver se o homem aprende a gerir de vez. Cravinho é daqueles que só deveria falar, nunca gerir. Há homens, contudo, que já fazendo mal uma coisa ameaçam destruir a outra. No caso do capacete já não sei bem qual das duas faz pior. Mas pfv não metam o Cravinho a gerir o que quer que seja. Nem uma loja dos 300... Já temos de o gramar no Parlamento a dizer sempre as mesmas "estórias"... Será que ele ainda pensa que estamos na fase das estatizações em massa...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112074590304140288?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112074590304140288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112074590304140288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/belmiro-e-o-tgv-ota-e-companhia.html' title='Belmiro e o TGV &amp; OTA e Companhia...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112040752232184496</id><published>2005-07-03T17:11:00.000+01:00</published><updated>2005-07-03T18:00:26.610+01:00</updated><title type='text'>Os pigmeus e as bananas... Uma incursão socio-antropológica.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img268.imageshack.us/img268/4757/pigmeus1kf.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img268.imageshack.us/img268/9340/pigmeus24bi.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="115" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Meu bom Tio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preocupado co&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;m Oeiras e tu falas-me dos Pigmeus...&lt;br /&gt;Um abraço de elefante mas com respeito pelos pigmeus que, em criança, sempre associei aos pinguins, pois supunha-os animais enormes e, afinal, são do tamanho de um menino de 3 anos. Enfim, erros de perspectiva somados às desilusões de adulto. Com a política e os políticos é a mesma coisa. Mas aí, porventura, as desilusões ainda são maiores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;_______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 283px; height: 205px;" src="http://img195.imageshack.us/img195/7017/pigmeuscaando8hw.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 112px; height: 86px;" src="http://img268.imageshack.us/img268/6973/pigmeus38wt.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este episódio, autêntico, que te vou contar vale por si, mas é igualmente um pretexto para te falar dos Pigmeus. E porquê falar-te dos Pigmeus? Não és antropólogo, sociólogo, nunca viste nenhum Pigmeu, talvez num dos canais temáticos da TV, onde apareceram a propósito de um documentário sobre gorilas sob a denominação de Ba-akas. Mas é justo que se fale deles, não porque sejam baixinhos, exóticos, raros, antiquíssimos - os primei&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ros habitantes da África Central - os melhores caçadores de sempre, no mundo, e tudo isto já seria&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; muito mas, para mim, há outra razão que sobreleva todas estas: constituem um povo cujos princípios de vida deviam ser um exemplo a seguir por todos nós. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img195.imageshack.us/img195/6003/pigmeus50og.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="116" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Nunca guerrearam, em toda a sua história, nenhum dos seus povos vizinhos, apesar de serem insuperáveis em coragem que põem apenas ao serviço das suas técnicas de caça ;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada têm que desperte cobiça pelo que também nunca foram atacados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São solidários para com os outros, quem quer que sejam, nunca abandonando velhos ou deficientes, até aos limites em que esteja em causa a sua própria sobrevivência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vivem desligados do passado e do futuro, como eles dizem: “…se não é aqui e agora o que importa onde e quando?…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se não há passado não há remorsos e sem futuro não há angústias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez por isso são genuinamente alegres e conversadores;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só conhecem uma riqueza, a sua capacidade para caçar sem a qual não podem manter uma família;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não suportam desavenças nem pessoas desavindas e tudo quanto perturbe a paz;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Formam casais monogâmicos e são de uma fidelidade fora do comum;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nutrem pelos filhos um amor excepcional o que deve fazer estas crianças das mais felizes do mundo. O desvelo é tão grande que as crianças chamam de pais a todos os homens e mulheres da geração destes, avós aos da geração anterior e irmãos e irmãs aos da sua geração. Recentemente os especialistas aconselharam os pais a que, quando os bebés ficam inquietos pela a ausência da mãe, devem-lhes dar o peito. Os pigmeus há muito que o faziam por terem percebido que este contacto físico era saudável para com os recém nascidos . No ocidente os suecos chegaram ao mesmo entendimento mas não conseguem dedicar mais de 45% do seu tempo aos bébés enquanto que os pais pigmeus passam 47% do seu tempo com os seus filhotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-São gentis, espirituosos e de grande dignidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Detestam a violência. O castigo mais grave que infligem é a expulsão do prevaricador do grupo, o que o obriga a integrar-se noutro sob pena de morrer porque não é possível sobreviver sozinho na floresta;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Adoram o canto, a música e a dança. Os seus exercícios de canto são muito difíceis porque se trata de vários cantores, emitindo cada um deles, a intervalos de tempo pré-estabelecidos, a mesma nota ou uma certa melodia, sempre a mesma. ,O seu sentido de ritmo é de tal forma perfeito que efectuadas as gravações de cada um dos cantores e juntas todas as fitas da gravação o resultado foi um coro idêntico ao original porque nenhum deles se enganara no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não têm chefes, hierarquias ou leis. Existe igualdade entre homens e mulheres e as questões que dizem respeito a todos são discutidas à volta da fogueira;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A sua divindade, se assim lhes quisermos chamar, é a floresta da qual se sentem fazer parte em tudo e para tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, finalmente, a história do pigmeu e das bananas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um pigmeu roubava bananas no campo de um agricultor - que se escondeu, armado, para surpreender o ladrão. Ao ouvir barulho disparou e feriu-o mortalmente. Foi preso e condenado mas o pigmeu, antes de morrer, pediu desculpa ao agricultor perdoando-o pelo assassínio, afirmando que a culpa tinha sido sua porque não devia ter roubado as bananas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agradeço a &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Francisco Cavalli-Sforza&lt;/span&gt; que acompanhou o seu pai, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cientista no campo da genética&lt;/span&gt;, numa viagem de investigação sobre o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estudo das populações humanas ao continente Africano&lt;/span&gt; e que reuniu num livro &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;QUEM SOMOS NÒS – A História da Diversidade Humana &lt;/span&gt;- informações suas e o resultado das investigações do seu pai Luca Cavalli-Sforza. Por ele ficámos a saber que os Pigmeus só fisicamente é que são pequenos ou melhor, baixinhos. Em tudo o resto é uma grande gente, excelentes pessoas, sobre cujas vidas devíamos meditar e, talvez, nós próprios, há muitos anos atrás, algures na Europa, tivéssemos sido parecidos com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xau. Boa Noite que ela já vai alta.&lt;br /&gt;Tio Quim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img195.imageshack.us/img195/7017/pigmeuscaando8hw.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="307" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Nota sobre os Pigmeus: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Está linkado no título desta reflexão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;    POVO FEIO E COM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;    GRANDES RABOS: LENDAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Os Pigmeus criaram formas culturais próprias, de acordo com as exigências do seu hábitat. Isso, ao lado dos obstáculos geográficos e naturais, foi um dos fatores que os levou a viver isolados. Mesmo os poucos intercâmbios comerciais de carne e mel selvagem sempre se deram através de intermediários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longo isolamento na selva e a falta de contato com os demais povos africanos deu origem a lendas absurdas e racistas. Costumava-se descrevê-los como um povo muito feio, meio animal, chegando-se a fantasiar que possuíam grandes rabos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais lendas foram responsáveis por atitudes discriminatórias por parte dos Bantu africanos, como também dos árabes e europeus, que os consideravam animais, sem alma. Há umas dezenas de anos, por exemplo, a tribo africana dos Magbetu perseguiu e matou todos os Pigmeu de seus arredores, caçando-os como se fossem javalis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fisicamente bem proporcionados, os Pigmeu são "baixinhos" se comparados aos nossos padrões: a altura média das mulheres é de 135 centímetros e a dos homens, de 145. Eles mesmos consideram sua baixa estatura uma vantagem, porque os faz ágeis em suas andanças pelas obscuras selvas africanas. E ainda fazem troça, chamando os altos e fortes Bantu de "elefantes desajeitados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cor da pele, acobreada e com matizes avermelhados, distingue-os claramente dos Bantu, de pele negra ou café-escuro. Também se diferenciam por suas tradições, costumes e sistema de vida. Por isso, é comum ouvir um pigmeu dizer: "Biso na baindu..." - "Nós e os negros...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os grupos pigmeus, a unidade sócio-econômica é a aldeia, formada por uma dezena de cabanas e habitada por grupos de trinta a setenta pessoas. O mais velho, ou o caçador mais hábil, preside cada unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabana, semi-esférica e totalmente coberta de folhas, tem de 2 a 3 metros de diâmetro e uma altura que raramente supera os 150 centímetros. Antigamente, sua construção era tarefa exclusiva das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os instrumentos de trabalho dos Pigmeu são poucos e feitos com madeira, ossos, chifres, fibras naturais e vegetais, dentes e sementes duras. Além de suas casas, são hábeis na construção de pontes de cipó sobre os rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;    CAÇA: MOMENTO MÁGICO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;    DA COMUNIDADE &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; A estrutura social dos Pigmeu é muito precisa, e há uma nítida divisão sexual do trabalho. As mulheres recolhem na selva tubérculos, fungos, larvas e cogumelos. A pesca, que só acontece na estação seca, é reservada, em alguns grupos, às mulheres e crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Já a caça é atividade exclusivamente masculina e se constitui num momento mágico na vida da comunidade pigméia. Os homens se preparam para sair à caça se abstendo das relações sexuais e evitando toda "ofensa" à comunidade. Antes de partirem, há cerimônias de purificação e propiciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Nessas cerimônias, Mama Idei, a mulher mais velha do grupo, joga punhados de folhas sobre o fogo, fazendo a seguinte oração: "Abençoa, ó Deus, esses filhos teus. Olha para eles com atenção: estão famintos! Faz com que muitos animais caiam em suas mãos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Então, com a boca cheia d'água, benze os arcos, as flechas e as redes dos caçadores com pequenos borrifos. Em seguida, cada caçador enche a boca de água e borrifa sobre o fogo, pedindo o perdão de seus pecados: "Deus, se agi mal, perdoa-me. Que a caçada não fracasse por culpa minha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Certos grupos pigmeus são famosos pela caça do elefante, uma atividade valente e arriscada. Nela, alguns caçadores se aproximam o mais possível do animal e dificultam-lhe a marcha para que se distraia e caminhe devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Enquanto isso, um dos homens se arrasta por debaixo do ventre do animal e lhe corta os tendões de uma das patas traseiras. Dessa forma, o elefante, debilitado e ferido, cai ao chão, e todos os caçadores se reúnem para matá-lo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;    DIVERSÃO: DANÇAS COLETIVAS&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;    E JOGOS MÍMICOS &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Os Pigmeu, por viverem na floresta tropical escura, quente e úmida, encontram na coleta e na caça suas formas de subsistência. Não acumulam alimentos nem bens naturais e vivem daquilo que a natureza lhes oferece. Mas nem sempre contam com o suficiente para atender às necessidades mínimas - às vezes, passam longos períodos de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Como os demais povos caçadores da África, nunca se interessaram nem pela agricultura nem pela criação de gado. O único animal doméstico que costumam ter é o cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; A mulher é muito respeitada na sociedade pigméia, e a monogamia é uma tradição tão firme que chega a ser difícil aos estudiosos explicá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; O homem em idade de casar busca uma esposa em um grupo distinto do seu. É uma forma de intercâmbio: um grupo cede a outro uma mulher se este está em condições de dar-lhe outra no lugar, para que o vazio deixado por uma seja preenchido pela outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Todas as noites, os Pigmeu costumam se reunir em danças coletivas e jogos mímicos, que são suas atividades preferidas nas horas de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Não é fácil falar da religião dos Pigmeu, porque eles não costumam expressar suas crenças com ritos externos e, além disso, a religião dos diferentes grupos não é uniforme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Geralmente, crêem num Ser Supremo criador, que se personifica no deus da selva, do céu e do além. Crêem ainda que as almas dos bons se convertem em estrelas do firmamento, enquanto as almas dos maus são condenadas a vagar eternamente pela selva e dão origem às doenças dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Os Pigmeu acreditam também na vida além da morte, mas não se estendem muito sobre o assunto, logo se esquecendo das tumbas de seus antepassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);font-size:78%;" &gt;    POVO BANTU:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);font-size:78%;" &gt;    PATRÕES NEGROS DOS PIGMEU&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; As relações dos Pigmeu com a administração dos Estados em que vivem são complicadas e difíceis, como para qualquer povo semi-nômade. Os governos querem que se tornem sedentários para obrigá-los a seguir seus programas de desenvolvimento e integrá-los à economia nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Alguns países pretenderiam usar os Pigmeu como curiosidade turística e convertê-los em patrimônio nacional, como se se tratassem de animais raros de uma reserva. Esta é uma situação discriminatória que, nascida das diferenças entre os Pigmeu e os demais povos africanos, ainda perdura hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; De natureza dócil e ingênua, os Pigmeu foram facilmente subjugados pelos Bantu. Em certas regiões, chegam a ser considerados parte do seu patrimônio familiar e, como tais, são transmitidos como herança de geração em geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Nessas condições, é o patrão negro quem responde por eles diante da sociedade. Defendem-nos em tribunais, onde às vezes os Pigmeu nem sequer têm o direito de comparecer, e conservam seus eventuais documentos públicos, que usam sem maiores controles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Os Bantu desfrutam dos bens que os Pigmeu caçam e colhem e exigem que trabalhem em seus campos. Em troca, lhes dão retalhos velhos de tecido, alguns produtos de cultivo e até suas cabanas, quando estas já estão semidestruídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;    VIDA E CULTURA AMEAÇADAS&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;    PELO PROGRESSO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Quando estão entre estranhos e distantes de seu hábitat, os Pigmeu parecem tristes, preguiçosos, introvertidos. Na selva, ao contrário, são alegres, muito ativos, comunicativos e acolhedores. Para eles, o sistema comunitário é essencial e determinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Enquanto para o negro em geral a selva é uma madrasta perigosa, para os Pigmeu é uma mãe amorosa que os acolhe, nutre e protege. Dela eles recebem o material para construir suas cabanas, a madeira para seus arcos e flechas e o alimento cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Hoje, como no passado, a sorte dos Pigmeu está ligada à selva. Fora dela, sua cultura e sua vida se perdem. Mas ultimamente o seu meio ambiente está sendo cada vez modificado e destruído pela extração de madeira, extensas plantações de café, minas de ouro e diamantes e implantações industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Além disso, o uso de armas de fogo por parte de negros e brancos afasta sempre mais os animais selvagens, dificultando a caça, atividade essencial para a subsistência dos Pigmeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;    Qual o futuro dos Pigmeu? Eles conseguirão se integrar numa sociedade moderna sem perder a sua identidade cultural?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; A discussão avança em terreno desconhecido. Qual o tipo de desenvolvimento adequado para uma população semi-nômade? Sabe-se muito pouco a respeito, e há o risco, sobretudo, de se querer responder a essa questão em nome dos próprios Pigmeus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112040752232184496?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ospigmeus.hpg.ig.com.br/' title='Os pigmeus e as bananas... Uma incursão socio-antropológica.'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112040752232184496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112040752232184496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/07/os-pigmeus-e-as-bananas-uma-incurso.html' title='Os pigmeus e as bananas... Uma incursão socio-antropológica.'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112016236546155654</id><published>2005-06-30T21:11:00.000+01:00</published><updated>2005-06-30T21:34:35.003+01:00</updated><title type='text'>África - "estórias" na gaveta da memória..essa grande parteira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 118px; height: 101px;" src="http://img114.imageshack.us/img114/6726/africa21gu.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img114.imageshack.us/img114/1069/frica51mp.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="87" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img114.imageshack.us/img114/1962/sbio9bj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="93" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img281.imageshack.us/img281/3012/raposa24vs.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="84" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este mail é dedicado ao meu professor de Kimbundu, que no Ano Lectivo de 1959/60, me tentou ensinar alguma coisa daquela língua que se fala em Angola, na zona norte e na região de Luanda, e que pertence ao grupo das Línguas Bantu, juntamente com o Umbundu, que se fala para o sul, na região de Benguela, na Lunda e no planalto centr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;al, e constituem as duas grandes línguas angolanas.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era um senhor totalmente careca, sempre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; vestido a preceito, como era quase obrigatório naquele tempo, e de maneiras muito educadas, quase nos pedindo desculpa de ter que nos ensinar aquela língua esquisita, mas que não podia deixar de o fazer porque era para isso que lhe pagavam. Aos anos que já lá vão, provavelmente, já não será vivo, mas oxalá que me engane e seja apenas muito, muito velhinho.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fazia parte do programa uma fábula da Raposa e do Galo que registei na minha memória e ao fim de todos estes anos ainda guardo esse registo o que não deixa de ser motivo de orgulho para o professor e de desespero de todos os meus colegas, incluindo os mais marrões, que a esta hora já a esqueceram. Mas a memória tem destas coisas. Funciona como uma espécie de ficheiro ou arquivo da nossa vida mas seleccionando assuntos e episódios de acordo com um critério que só ela conhece. Mais um mistério para o nosso António D&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;amásio e a sua esposa Hana explicarem.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Começa assim: EME NGATELETELE KOLOMBOLO DIA SANGI ( lê-se como se escreve, abrindo as vogais como fazem os brasileiros) o que significa, traduzido para o português, o seguinte: Costumava contar, repetidas vezes, a hi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;stória de um galo acasalado com uma galinha. A repetição do sufixo TELE quer dizer: muitas vezes.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img281.imageshack.us/img281/3414/galos1of.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img166.imageshack.us/img166/8912/fabulas27la.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="87" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img281.imageshack.us/img281/3414/galos1of.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fábula continuava e era assim:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No tempo em que os animais falavam, galos e raposas conviviam pacificamente. A explicação para este fenómeno residia na crista do galo:&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aquela coisa vermelha, cheia de bicos, amedrontava a raposa que não sabendo o que era considerava-a como uma arma secreta.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dia, encontraram-se, e como era habitual, meteram conversa. A páginas tantas, a raposa não conseguiu refrear a sua curiosidade e, como quem não quer a coisa, perguntou: ó galo, o que é isso que tens aí em cima da cabeça? o galo, desprevenido, na sua boa fé, respondeu: xixitu ngo, são carnes sòmente. Ouvindo isto a raposa comeu o galo e acabou-se, para todo o sempre, a convivência pacífica.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Moral da história: Nunca contes aos teus &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;amigos as tuas fraquezas porque, um dia, eles poderão deixar de ser teus amigos e utilizarão contra ti as tuas próprias fraquezas.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sábio conselho vindo das terras africanas&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img281.imageshack.us/img281/3012/raposa24vs.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="84" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau, Boa tarde&lt;br /&gt;Tio Quim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112016236546155654?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112016236546155654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112016236546155654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/frica-estrias-na-gaveta-da-memriaessa.html' title='África - &quot;estórias&quot; na gaveta da memória..essa grande parteira'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-112008643732050286</id><published>2005-06-30T00:02:00.000+01:00</published><updated>2005-06-30T00:23:11.240+01:00</updated><title type='text'>Dalí ou dáqui... Não liguem..</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img248.echo.cx/img248/1606/dali56ju.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="131" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img248.echo.cx/img248/1606/dali56ju.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="131" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img248.echo.cx/img248/1606/dali56ju.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="131" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;... Este gajo era completamente doido... E a malta, ante a nossa loucura, consagrou-o. Ora, a eternidade também é feita de dias como este. E se nos queremos tornar eternos, quais budas em movimento, basta praticar esse programa. Um dia comemos laranjas, noutro levamos pedradas. A arte está em dizer sim a tudo - como se fossem sempre ananases... Eu, por acaso, sou alérgico!!! Apanhei urticária ao "ou-ver" a estória do orçamento desorçamentado... "E &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;prefiro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;outro tipo de fruta... Papaia, por exem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;plo. Das p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;equenas &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img117.echo.cx/img117/4621/papai5lh.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="61" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e verti&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cais; e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; das grandes e atravessadas, como os combóios... Mas essas só se encontram na Austrália. Terra dos jacarés, Kangús e das mulheres mais bela do Mundo.. Há quem diga, que só o são depois das indianas. Também não está mal... Mas as nossas e as que jamais poderemos ter - são sempre as melhores. É como os Ferraris... São cavalos a mais, e depois levamos coices por todo o lado!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img276.echo.cx/img276/2171/australiafoto19tc.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="327" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-112008643732050286?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Dalí ou dáqui... Não liguem..'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112008643732050286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/112008643732050286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/dal-ou-dqui-no-liguem.html' title='Dalí ou dáqui... Não liguem..'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111995267689481174</id><published>2005-06-28T10:52:00.000+01:00</published><updated>2005-06-28T11:08:56.060+01:00</updated><title type='text'>O estado do Estado a que chegámos - segundo a "carreira" de Medina...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img150.echo.cx/img150/7709/medina8ka9sa.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="425" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruisinho:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sei que ouviste com toda a atenção o programa da DrªFátima onde, mais uma vez, brilhou o Dr. Medina Carreira. Ouviste tu, ouvi eu e mais umas centenas de milhares de portugueses que se deitaram ontem com grande apreensão relativamente ao futuro. Infelizmente, nada do que foi dito, constituiu para mim grande surpresa, mas não foi nada agradável ouvir da boca daqueles senhores a confirmação dos meus receios. E foi isso que aconteceu relativamente à intervenção do Dr. Medina Carreira. De 1977 a 2001 trabalhei na Função Pública, como sabes, quase 25 anos, e ao longo de todos esses anos, especialmente a partir do fim do primeiro governo do Cavaco Silva, senti que se entrou, ao nível do aparelho do Estado, numa espiral progressiva de um delírio gastador, espécie de novo riquismo, de uma irresponsabilidade do género “de quem venha atrás que feche a porta”. Antes, os Ministros governavam o país através das respectivas Direcções Gerais, às quais se seguiam as Direcções de Serviço e por aí a baixo. Depois aconteceram duas coisas: os dinheiros que começaram a entrar a rodos dos Fundos Comunitários e o apetite insaciável das clientelas políticas, cada vez maiores, por todo esse dinheiro. Esvaziaram-se de funções as Direcções Gerais e à sua volta, como cogumelos, nasceram por todo o lado, por tudo e por nada, Institutos Públicos, com os seus Conselhos de Administração, e mais grave ainda, com autonomia que lhes permitiu criar os seus próprios Estatutos ao abrigo dos quais distribuíram mordomias e privilégios financeiros como se de um saco sem fundo se tratasse.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acredita, que por muito que se diga mais ficará por dizer. Há uma contabilidade que não se pode fazer e ainda bem. Dos muitos milhões que entraram dos Fundos Europeus, quantos deles não foram parar, inutilmente para o país, aos bolsos de quantos, directa ou indirectamente, intervieram nas suas aplicações. Mas pior ainda é que ao longo destes últimos 20 anos se criou um estilo de vida fácil, adquirimos hábitos de consumo, expectativas para nós e para as gerações seguintes que são incomportáveis, que não se vão realizar. Temos andado a viver num mundo que não é o nosso. Um país que era pobre como nós éramos não pode, em tão pouco tempo, com as nossas características, que em termos de trabalho, organização e disciplina, deixa muito a desejar, apresentar uma qualidade de vida que não tem comparação com a de uns relativamente poucos anos atrás. Creio que o acordar vai ser muito doloroso e se os líderes europeus não se puserem de acordo de forma a que os dinheiros do Quadro Comunitário de Apoio de 2007 a 2013, mais milhão menos milhão, não apareçam nas datas previstas então, sinceramente, nem sequer faço ideia de como será. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Concordo plenamente com o Dr. Medina Carreira : esta é a pior crise pela qual iremos passar. Mas ele estende-a à Europa quando não lhe reconhece capacidade para ser competitiva com a China e com Índia. Muito simplesmente, aquela gente é tão inteligente como os europeus, o que já sabíamos, aprende como nós aprendemos, e se nós inovamos eles também inovam, a tecnologia já não é exclusiva de ninguém, o capital não conhece pátria nem tem fronteiras e qualquer chinês, dos muitos milhões que lá existem, seja ele engenheiro, médico, doutor, técnico, seja do que for, estará disponível para trabalhar muito mais e ganhar muito menos do que os seus homónimos europeus há muito a viverem na abastança. Julgo que as consequências da globalização, embora ela possa servir o grande capital, o tal que circula por todo o mundo à procura da maior rentabilidade, não foram medidas em todas as suas consequências.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isto, o Dr. Medina Carreira, que é especialista e já pensou muito sobre estes assuntos diz, ao arrepio dos seus amigos economistas, que a Europa vai ter que regressar a um neo-protecionismo.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Veremos, como tu dizes, se um pessimista é um realista bem informado.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau. Boa Noite que ela já vai alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio&lt;br /&gt;Quim Paula de Matos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold; text-align: center;"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Quem não se lembra do Mister Magoo...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img169.echo.cx/img169/6144/magoo29ip.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="110" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img169.echo.cx/img169/6144/magoo29ip.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="110" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img169.echo.cx/img169/6144/magoo29ip.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="110" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img169.echo.cx/img169/6144/magoo29ip.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="110" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estas fotos são da minha responsabilidade, não se pense que tudo é pensado pelo Dr. Medina...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111995267689481174?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='O estado do Estado a que chegámos - segundo a &quot;carreira&quot; de Medina...'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111995267689481174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111995267689481174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/o-estado-do-estado-que-chegmos-segundo.html' title='O estado do Estado a que chegámos - segundo a &quot;carreira&quot; de Medina...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111988417305206583</id><published>2005-06-27T15:53:00.000+01:00</published><updated>2005-06-27T16:16:15.433+01:00</updated><title type='text'>Sexo em grandes superfícies...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img63.echo.cx/img63/4844/minisaia23nr.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="67" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img173.echo.cx/img173/6126/olhonegro2dg.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="77" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img173.echo.cx/img173/826/frango0lw.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="99" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois amigos encontram-se no bar. Um deles está com um olho preto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O que foi que te aconteceu? - pergunta o outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Levei com um frango congelado na cara! - responde o amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Mas como foi que aconteceu isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- É que ontem a minha mulher estava de mini-saia e baixou-se no congelador &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para pegar alguma coisa. Eu estava atrás dela e não resisti, agarrei-a ali &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- A sério?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Claro! E ela não queria, remexia, e eu fiquei excitado, e  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quanto mais ela gritava,&lt;br /&gt;mais eu continuava...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Porra!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- E ela debatia-se como uma louca, e eu cada vez mais excitado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Já estou a imaginar a cena! - diz o outro excitado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- E então, enquanto eu a comia, ela conseguiu pegar num frango congelado e &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;atirou na minha cara!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Mas que coisa! A tua mulher não gosta de sexo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- No Carrefour não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img193.echo.cx/img193/6140/sexonacabea8tb.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111988417305206583?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111988417305206583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111988417305206583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/sexo-em-grandes-superfcies.html' title='Sexo em grandes superfícies...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111987358801168950</id><published>2005-06-27T12:55:00.000+01:00</published><updated>2005-06-28T12:45:39.473+01:00</updated><title type='text'>Afinal, não houve nenhum arrastão... O BE explica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img93.echo.cx/img93/1379/arrastao25ru.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="420" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... perante o comunicado emitido pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial&lt;/span&gt; (CICDR), temos de apresentar o nosso pedido de desculpas. De facto, nada do que estas imagens demonstram aconteceu, os rapazes que estão a correr com sacos na mão afinal estão a proteger os seus pertences e nada têm a ver com o alegado arrastão. Esperem lá, mas se não houve arrastão então eles estavam a fugir de quê? Apanha-se mais depressa uma Comissão de mentirosos do que um coxo...&lt;br /&gt;Os primeiros polícias que chegaram à praia e não fizeram detenções por estarem rodeados por centenas de delinquentes também estavam a delirar. E tiveram de se proteger com "shotguns" porque têm a mania que são "rambos". As imagens que a SIC tem emitido com roubos em comboios também não deviam ter chegado ao domínio público porque, imagine-se, perturbam o "direito à privacidade das vítimas". E na praia, não houve vítimas? E a identificação imediata e responsabilização dos criminosos até para defesa dos integrantes de minorias que nada têm a ver com actividades ilícitas, a CICCDR não pede? Já agora, se as pessoas que são assaltadas não apresentarem queixa, isso significa que a criminalidade está a baixar ou que o descrença dos cidadãos na autoridade do Estado e no sistema judicial é total? O facto de, tanto na praia como nos comboios, os negros só assaltarem brancos e nunca pessoas com a mesma cor de pele indicia ou não uma actuação criminosa com premeditada orientação racial? Já agora, quantos imigrantes de Leste acham que o povo português é xenófobo e quantos turistas estrangeiros se dizem mal recebidos pelo nosso povo?&lt;br /&gt;Enfim, aproveitem esta ligação para lerem o comunicado na íntegra e digam lá se estes gajos existem mesmo ou se não deviam ser todos largados um dia à noite bem no centro da Cova da Moura sem escolta policial para ver se perdiam a vontade de andar a gozar com a nossa cara..."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de ler esta comunicação (directamente da Av. do Brasil - mas ainda uns quarteirões distante do Júlio de Matos) - com talento e mui hábil - fiquei com a sensação que foi o Louçã quem a redigiu... Ou pensou-a para alguém a escrever. Confesso: não faria melhor. O blog &lt;a href="http://maltez.info/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sobre o tempo que passa &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;também se lhe refere. Já há, aliás, uma Escola de Formação de Quadros Superiores de ensino dessa área em franco progresso em Portugal e no Brasil. A ideia dos seus mentores em Portugal é levar a ideia à Europa e depois generalizá-la ao Mundo. Para, depois da droga, da prostituição e do comércio de armamento - o arrastão ser o 4º factor de riqueza das nações. Estamos, pois, a caminhar lindamente. E os assaltos nos comboios da linha de Sintra são simulações de computador que os maquinistas se entretêm a fazer com o Joy stick do comboio nos intervalos das paragens... Que permite a entrada de novos figurantes para as cenas que se vão seguir dentro de momentos.. Aquela malta que entra nas composições tem apenas um interesse pedagógico, são figurantes do último filme do Manoel de Oliveira - que está a rodar na Tapada das Mercês... Por isso, de vez em quando têm de se soltar umas navalhadas, mas é só a brincar porque o sangue é a fingir, o que se vê é polpa de tomate das lojas dos 300...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Caminhamos lindamente. Caminhamos para o abismo.. Qualquer dia nem o muro conseguimos saltar... Será isto racismo, xenofobia, uma mera manifestação de pobreza estrutural, ou uma simulação de PC?! Há quem diga que são apenas galinhas em potência..., mas por enquanto são pintos.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img198.echo.cx/img198/3734/racismo4pn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="124" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img198.echo.cx/img198/3734/racismo4pn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="124" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img198.echo.cx/img198/3734/racismo4pn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="124" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111987358801168950?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=552846&amp;div_id=291' title='Afinal, não houve nenhum arrastão... O BE explica'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111987358801168950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111987358801168950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/afinal-no-houve-nenhum-arrasto-o-be.html' title='Afinal, não houve nenhum arrastão... O BE explica'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111878566656976864</id><published>2005-06-26T22:47:00.000+01:00</published><updated>2005-06-26T22:25:45.406+01:00</updated><title type='text'>Os quadros da prima da Gra - que já não está entre nós...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A arte pode exprimir objectivos sociais de duas maneiras diferentes: exprimindo uma confissão explícita, revelando crenças, doutrinas, nóias e o mais; ou através da simples dedução, ou seja, em termos de perspectiva implícita sem qualquer referência social. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O artista, como representante de um estilo não é apenas o intérprete da sociedade, a sua função como representante de um grupo social não pode ser explicada em termos psicológicos. Logo, o que quero afirmar - perante estes quadros que a amiga Gra carinhosamente me enviou - é o seguinte: nós não somos artistas, nem políticos, nem psicólogos, nem críticos de arte, mas julgo que os quadros da tua Prima só se tornam inteligíveis por meio da investigação da natureza das relações pessoais que, por certo, tiveste em abundância com ela. Eu, como sabes, não a conheci, senão através destas belas formas que aqui me dás a oportunidade de apresentar - agora já pensando como seriam as formas mentais da tua rica Prima - que já cá não está. Ou estará - - - - - dissipada em ângulos invisíveis pelas formas que amavelmente me enviaste. Por isso te estou grato. Seja como fôr, a dada altura vi-me, ou melhor, revi-me no papel de quadrúpede comprometido, qual cavalo - majestoso mirando uma Mulher tão bela quanto misteriosa. Seria a tua prima?! Achas que poderei fazer de cavalo?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Mil bjs do amigo&lt;br /&gt;Rui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,51,255); FONT-STYLE: italic"&gt;Por Noémia Gameiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img294.echo.cx/img294/2581/arabe6jg.jpg" width="330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img294.echo.cx/img294/6643/acrilcaval7fm.jpg" width="356" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img alt="Image Hosted by ImageShack.us" src="http://img51.echo.cx/img51/4766/acrilescond13ln.jpg" width="335" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,51,255); FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;Por Noémia Gameiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111878566656976864?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.angelfire.com/home/noemiagameiro/basic.html' title='Os quadros da prima da Gra - que já não está entre nós...'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111878566656976864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111878566656976864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/os-quadros-da-prima-da-gra-que-j-no.html' title='Os quadros da prima da Gra - que já não está entre nós...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111982150358167876</id><published>2005-06-26T22:29:00.000+01:00</published><updated>2005-06-26T22:33:14.316+01:00</updated><title type='text'>Em memória de Noémia Gameiro - por Gra, Eulália, Quim e Rui</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img81.echo.cx/img81/6827/daliasgrande2ly.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="321" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler esta maravilha já fica para cada um. Eu não me adianto para não estragar nada...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111982150358167876?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.angelfire.com/home/noemiagameiro/' title='Em memória de Noémia Gameiro - por Gra, Eulália, Quim e Rui'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111982150358167876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111982150358167876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/em-memria-de-nomia-gameiro-por-gra.html' title='Em memória de Noémia Gameiro - por Gra, Eulália, Quim e Rui'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111965336592615805</id><published>2005-06-24T23:45:00.000+01:00</published><updated>2005-06-25T00:14:35.180+01:00</updated><title type='text'>Em homenagem à Bola e Record e ao PF</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este "estória" serve para mostrar que a realidade é sempre algo em movimento, que podemos moldar em função dos nossos gostos, desejos e interesses. A verdade é uma construção, que se destroi para se reconstruir. Assim, sempre, até à morte - que representará vida para alguém..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 184px; height: 124px;" src="http://img297.echo.cx/img297/3991/bimbo0cv.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 159px; height: 124px;" src="http://img70.echo.cx/img70/4200/bimbo7ss.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 149px; height: 124px;" src="http://img70.echo.cx/img70/4200/bimbo7ss.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 173px; height: 124px;" src="http://img70.echo.cx/img70/4200/bimbo7ss.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscámos outra foto mais digna, ou menos indigna, mas, de facto, não encontrámos... Para o efeito, tanto faz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img70.echo.cx/img70/4346/pintocostaarguidothumb1ku.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem à &lt;a href="http://www.abola.pt/"&gt;Bola&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.record.pt/"&gt;Record&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.record.pt/"&gt; &lt;/a&gt;e ao PF que me enviou este simpático texto que aqui - com algumas pequenas alterações - republico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois meninos estavam a sair do estádio do Dragão, quando um deles é atacado por um Doberman. O outro menino imediatamente agarra num tubo de metal e dá com ele na cabeça do animal matando- o, permitindo assim que o amigo escape apenas com alguns arranhões. Ao ver a cena, um jornalista que passava pelo local correu para ser o primeiro a cobrir o acontecimento e escreveu no seu caderninho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jovem portista, salva amigo do ataque de um cão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu não sou portista, disse o menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, o repórter corrige para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bravo pequeno herói boavisteiro salva amigo das garras de animal feroz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu também não sou do Boavista, disse o menino novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa outra vez, apenas supus que como estamos no Porto e não és do FCP, deverias ser do Boavista. Afinal, de que equipa és tu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou Benfiquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o repórter nortenho, faccioso e a soldo de Bimbo da Costa - reescreve a sua história no seu bloco de notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Delinquente benfiquista assassina brutalmente animal doméstico indefeso"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111965336592615805?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111965336592615805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111965336592615805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/em-homenagem-bola-e-record-e-ao-pf.html' title='Em homenagem à Bola e Record e ao PF'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111952734730232469</id><published>2005-06-23T12:46:00.000+01:00</published><updated>2005-06-24T22:56:14.096+01:00</updated><title type='text'>Carta de um filho apaixonado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img279.echo.cx/img279/1379/masoquista6di.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="87" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img279.echo.cx/img279/1379/masoquista6di.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="87" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img279.echo.cx/img279/1379/masoquista6di.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="87" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img279.echo.cx/img279/1379/masoquista6di.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="87" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carta de um filho apaixonado   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pai entra no quarto do filho e vê um bilhete em cima da cama. Ele vai &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;até lá, já temendo o pior, e começa ler o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Querido Pai, É com grande pesar que o informo que eu estou fugindo com &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;meu novo namorado, Dadinho. Estou apaixonado por ele. Ele é muito &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lindo, com todos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; aqueles piercings", tatuagens e aquela super moto BMW que tem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas não  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;é só por isso, descobri que não gosto de jeito nenhum de mulheres e &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como sei que o senhor não vai consentir com isso, vamos fugir e ser &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;muito felizes.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É que ele quer adoptar filhos comigo, e isso foi tudo que eu sempre &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quis para mim. Aprendi com ele que "erva" é ótima, é uma coisa natural &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que não faz mal a ninguém, e ele garante que no nosso pequeno lar não &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vai faltar marijuana. Dadinho acha que eu, nossos filhos adotivos e os &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;seus colegas "gays" vamos viver em perfeita  harmonia. Não se preocupe &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pai, eu sei cuidar de mim, apesar dos meus 15 anos já tive várias &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;experiências com outros rapazes e  tenho certeza que ele é o homem da &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;minha vida. Um dia eu volto, para que o senhor e a mãe conheçam os &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nossos filhos. Um grande abraço e até um dia. Do seu filho com amor."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pai quase desmaiando continua a ler:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;PS:&lt;/span&gt; Pai, não se assuste. É tudo mentira e estou na casa da Mariana, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nossa vizinha (que é boa como o milho).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só queria mostrar pro' senhor que existem coisas muito piores na vida &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que as notas negativas do meu exame que está na primeira gaveta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abraços, Seu filhão, burrinho, mas HOMEM de verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img279.echo.cx/img279/7629/martini29ag.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="104" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img279.echo.cx/img279/7629/martini29ag.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="104" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img279.echo.cx/img279/7629/martini29ag.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="104" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://macroscopio.blogspot.com/"&gt;Moral da "estória" &lt;/a&gt;-&lt;a href="http://http//blogsemportugues.blogs.ie/"&gt; governar é persuadir, convencer...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111952734730232469?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Carta de um filho apaixonado'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111952734730232469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111952734730232469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/carta-de-um-filho-apaixonado.html' title='Carta de um filho apaixonado'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111949256162201273</id><published>2005-06-23T03:08:00.000+01:00</published><updated>2005-06-23T03:25:35.220+01:00</updated><title type='text'>Os Açores e as pessoas.. (II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;Depois das vacas - as pessoas. Pessoas com alma, força, coragem. Pessoas sem leite. Os açoreanos são tudo isso e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img259.echo.cx/img259/1599/pessoasdesenho8hs.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Percebi perfeitamente a tua observação: então, vais aos açores e em vez de falares dos açoreanos, falas das vacas? É o que se chama de observação pertinente e, no entanto, acredita, não se tratou de nenhuma opção que tenha feito. Instintivamente falei das vacas porque quando se visita os Açores, nas condições em que me foi dado visitar, é muito difícil falar dos açoreanos. E entre falar das hortenses ou das paisagens ou do excelente queijo ou d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o estupendo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; vinho da ilha do Pico, falei das vacas…. porque elas são omnipresentes, polvilham as ilhas, decoram-nas, embelezam-nas, sa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lpicam-nas, quando vistas de longe, de pontinhos a preto e branco. Não fora a história dizer-nos que os Açores foram povoados pelos portugueses no fim do século xv, e eu era capaz de dizer que tinham sido as vacas a povoá-los, não fora a impossibilidade da expressão povoar.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É que, tirando as pessoas que encontramos nas cidades, e essas são mais ou menos todas iguais, as outras, muito pouco as vimos e não tive oportunidade de meter conversa com elas… tudo muito rápido, tudo a fugir. Mas ouvi falar delas e da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quilo que tem sido as suas vidas ao longo dos tempos. Confinados àqueles espaços tão limitados, viveram sempre acossados: pelos piratas, primeiro, pelos tremores de terra e pelos vulcões, sempre, por uma população que se reproduzia sem esperança, destino ou futuro, na qual, dar o salto, não era atravessar uma fronteira, de noite, fugindo à Guarda Fiscal e ir por esse mundo fora à aventura, o que já era provação demasiada. Para os açoreanos, dar o sa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lto, era atirarem-se ao mar, de noite, nadar até aos navios baleeiros americanos, subirem sem serem vistos, esconderem-se e depois de descobertos trabalharem um ano para pagarem a viagem. Curvo-me respeitosamente perante a memória desses meus compatriotas, de quem não sei que mais admirar, se a coragem ou o desespero. Mas a regra eram saídas em grandes grupos a seguir a terramotos ou a vulcões em actividade que, desta forma, funcionavam como molas que despoletavam a emigração, uma vezes orientada pelo próprio governo, como aconteceu para o Brasil, onde desempenharam papel importante na colonização e defesa daqueles territórios, ou por sua iniciativa, para os Estados Unidos, Canadá, África do Sul e até Austrália onde as coisas correram mal. Em todos estas paragens constituíram comunidades que honraram os Açores e Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 458px; height: 339px;" src="http://img299.echo.cx/img299/7383/7007d1zi.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estes foram os açoreanos de então. Os de hoje têm, felizmente, a vida bem mais facilitada, com todas aquelas vacas felizes desfazendo-se em leite e enquanto conseguirem manter as cotas leiteiras da Comunidade Europeia.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tal como aconteceu quando fui à Madeira também aqui, por poucos minutos, meti conversa com um motorista de táxi, que são assim como uma espécie de porta vozes das populações. Os primeiros desabafos são sempre os mesmos, contra as excursões organizadas que metem os turistas em camionetas e não lhes mostram os locais bonitos porque não conhecem e só os querem é enganar. Eles sim, verdadeiros conhecedores, mostrariam tudo quanto haveria para ver e a preços muito inferiores.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ouvi-o em silencio, acenando com a cabeça afirmativamente, e quando se calou respondi-lhe que era “ o sistema” . Ele deve ter gostado porque logo de seguida despediu-se de mim dizendo: Adeus Rapaz….ai…há tantos anos que não se despediam de mim assim que mesmo sem corrida tive vontade de lhe dar uma gorjeta…&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando voltar aos Açores, e gostaria de lá voltar, iria para o Faial, escolheria a 2ª quinzena de Julho para apanhar as hortenses floridas, instalava-me em qualquer lado, e durante 15 dias repartia o meu tempo pela ilha do Pico, atravessando o canal numa viagem de ½ hora que mais se assemelha à do cacilheiro para a outra banda, tomaria banhos nas piscinas naturais, visitaria, talvez, a Graciosa e S. Jorge que estão ali pertinho, arranjava uma cana de pesca e ia pescar, e se conseguisse um parceiro para jogar ténis seria o ideal…ah…e iria tentar encontrar o motorista que me tratou por rapaz para ter com ele uma conversinha de pé de orelha para saber coisas dos açoreanos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fim de Viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xau. Boa noite&lt;br /&gt;Tio Quim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img299.echo.cx/img299/1464/medo4pl2vn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111949256162201273?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111949256162201273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111949256162201273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/os-aores-e-as-pessoas-ii.html' title='Os Açores e as pessoas.. (II)'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111948819560173272</id><published>2005-06-23T01:55:00.000+01:00</published><updated>2005-06-23T02:16:35.160+01:00</updated><title type='text'>Arrastão em Saint-Tropez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;As várias modalidades de arrastão...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img120.echo.cx/img120/6604/arrasto68tb.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="433" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img273.echo.cx/img273/9378/arrasto57va.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="110" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img147.echo.cx/img147/226/arrasto40gr.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="127" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arrastão em Saint-Tropez&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Arrastão de Carcavelos, que foi já considerado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o maior flop desde Santana Lopes, não se voltará a repetir. A organização desmarcou ainda os arrastões que tinha agendados para Albufeira, Rocha e Praia dos Tomates, por falta de viabilidade económica.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo Casimiro Monteiro presidente da "Arrastões da Cova da Moura, SA", houve um erro no cálculo do défice, que levou a organização a criar expectativas que depois saíram goradas. Em Carcavelos, a operação terá dado mesmo prejuízo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma vez que não pagou sequer o passe aos participantes, que além de tudo, ficaram sem almoçar. "-Para a quantidade de lixo que limpámos da praia, mais valia termos levado um ancinho", confidenciou-nos Casimiro Monteiro, visivelmente preocupado com a possibilidade da não realização, em Portu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;gal, de mais iniciativas deste género.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda se terá alvitrado a possibilidade da deslocalização para regiões onde o lucro fosse mais garantido e o capital de risco menor como Vilamoura, Praia del Rey ou Vale de Lobo, mas depressa se concluiu que quem tem realmente dinheiro está em Cuba ou nas Maldivas e que os portugueses, aparentemente endinheirados, que frequentam estes locais "in", não passam de uns esfomeados que "a única coisa que largam nas praias é beatas e mijadelas no mar".&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim, faz-se saber&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; a todos os interessados, que o próximo arrastão terá lugar na praia do Martinez em Cannes no dia 17, Mónaco-Sul no dia 18 e Saint-Tropez no Domingo 19. Apareçam.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img198.echo.cx/img198/5669/santropez4vn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="104" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img273.echo.cx/img273/9821/arrastoindividual3gq.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="96" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111948819560173272?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111948819560173272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111948819560173272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/arrasto-em-saint-tropez.html' title='Arrastão em Saint-Tropez'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111944753761940555</id><published>2005-06-22T14:20:00.000+01:00</published><updated>2005-06-22T15:07:17.566+01:00</updated><title type='text'>O Conto do Há-de Entrar e Sair</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;O meu Tio Quim - , e aparte laços de consanguinidade, tem uma inteligência superior - e tem também a particularidade de saber contar boas histórias. E quando não as conta prenda-me com livros de contos, que as contam por si - o último dos quais de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dias de Melo&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Na memória das Gentes&lt;/span&gt;, Livro III, Ed. da Dire. Regional de Orientação Pedagógica da Secretaria de Educação e Cultura de Angra do Heroísmo - grande palavrão... Confesso que chorei a rir com este conto. Rir para dentro, num misto de graça e muita vergonha. É um rir que termina a c&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;horar. Pois nada há de pior na vida do que vivermos sem consciência de tal. Pela 1ª vez, desde que pratico esta arte da blogaria, deparo-me com a dificuldade de identificar uma imagem ajustada à história. Assim, se a coisa não for adequada, que me desculpem os leitores, mas a "estória" - creio - vale bem por si. E também nos enche de vergonha e pudor. Mas sempre a rir..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;Enfim, para assinalar essa dádiva que muito agradeço - reproduzo aqui um desses con&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;tos. Pior que etsa "estória" só a do rapaz que se julga padecer do ciclo menstrual próprio das mulheres.. Elas estão sempre a acontecer, e a Natureza - nestas coisas - não perdoa nem olha a quem... Cumpre o capricho da sua vontade e pronto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 446px; height: 259px;" src="http://img121.echo.cx/img121/5787/padre48rp.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;O Conto do Há-de Entrar e Sair&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era um padre tamém qu'ia pra lá ter com a mulher quando o marido tava fora de casa. E agora o marido um dia chegou mais cedo, e os vizinhos faziam ûa risada, faziam ûa risada pra fazer pouco do home, que'ele qu'ia apanhar o padre em casa, lembrando-se qu'ele que s'ia trancar no padre. Mas ele estranhou aquela risada e depois chega à porta, e vê lá o padre, e olhou pra trás e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img121.echo.cx/img121/797/padre8dn.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="123" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img121.echo.cx/img121/938/padre20mo.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="80" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Tá a rir porque eles disseram qu'aquele caldeirão que nós temos ali nã serve na tua cabeça. E eu aporfiei que servia e qu'ias experimentar e qu'eles qu'iam ver que servia. E eles tão a rir é por causa disso. Essa gente todo hoje tem questionado por causa disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;E ele disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Nã serve?! Serve!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E depois ela vai buscar o caldeirão e bota-lo na cabeça. Oh! Aquilo é que foi rir! E ele vira-se pra eles e diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Há-de entrar e sair todas as vezes e quando ê quiser, porque é da minha vontade e da minha mulher!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele tinha o caldeirão na cabeça, e o padre escapoliu-se e foi-se embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img288.echo.cx/img288/8537/caldeiro4dr.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111944753761940555?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&amp;id_news=179594' title='O Conto do Há-de Entrar e Sair'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111944753761940555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111944753761940555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/o-conto-do-h-de-entrar-e-sair.html' title='O Conto do Há-de Entrar e Sair'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111942807822747158</id><published>2005-06-22T09:13:00.000+01:00</published><updated>2005-06-22T10:37:12.456+01:00</updated><title type='text'>Os Açores e as vacas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;O meu Tio Quim - foi para os Açores uns dias. De lá trouxe alguns registos que partilhamos com gosto. A saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;1) a produção leiteira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;2) a felicidade das vacas dos Açores por contraponto à infelicidade das vacas do "contnente"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;3) a inseminação artificial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;4) a ordenha &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;in loco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;5) a reacção das vacas ao vento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;6) a sua relação com a Liberdade e a vivência da própria maternidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;7) o equilíbrio das vacas, ou seja, porque razão não rebolam desafiando, assim, a lei da gravidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;8) a companhia (funcional) dos cavalos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Parece que amanhã - vem a impressão sobre as gentes locais. O que não deixa de ser interessante esta prioridade aos animais - seguida dos registos sobre as pessoas. Curiosamente, e noutro contexto mais macro-social, fiz uma reflexão no outro blog - o &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 153, 0);" href="http://macroscopio.blogspot.com/"&gt;macroscopio&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; - sobre um novo conceito que anda por aí a fazer carreira: as &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;vacas-pessoas&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt; em que nos tornámos. A reflexão tem nome e chama-se: &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Uma família de vacas. Gente Feliz com Lágrimas&lt;/span&gt;. Bom, mas isso é outro pasto, que dará, porventura, outro leite e carece duma ordenha também diferente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Seja como for, e para além das perguntas dos leitores sobre o destino do meu Tio - cá estão as explicações. E vêm com muito leite desta vez... Amanhã as pessoas, depois das vacas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota Benne&lt;/span&gt;: advirto os leitores que algumas destas vacas se posicionam propositadamente no meio dos texto.., como que querendo interromper as suas frases ou completar o seu sentido. Enfim, parecem querer participar na construção das narrativas. Foi também esta a forma pela qual - segundo me pareceu - o meu Tio viu as vacas nos Açores. As vacas para mim são um enigma. Um dia gostaria de ser vaca por uma hora - só para poder gozar de dois tipos (e "meio") de sensações:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;a) sendo vaca - como percepcionaria eu as formas humanas??&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;b) sendo vaca - que sensação teria ao tirarem-me o leite - quer à mão quer por via de ordenha mecânica?&lt;br /&gt;c) o "meio" de que falo - seria equacionar o que seria um par de vacas jogando ténis...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Um dia, uma vez que é mais fácil, podem fazer essa experiência com gatos. Basta pôr-lhes casca de nozes (atados com elásticos) nas patas dianteiras.. Depois é só vê-los dançar&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ballet&lt;/span&gt; contemporâneo.. Será que com as vacas a coisa também seria assim?! Agora imagine que põe um CD de música clássica na sua&lt;span style="font-style: italic;"&gt; hi fi &lt;/span&gt;- e se senta no seu sofá usufruindo desse belo espectáculo: de um lado, as vacas a jogando ténis; do outro os gatos a fazendo ballet... Não é isto admirável!?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Resolvido isto acho que também se abateria parte desse meu enigma do que é ser vaca. As vacas felizes dos Açores que o meu Tio descreve abaixo. Embora o enigma dos enigmas seja o destino da morte - a que as vacas - mesmos as mais felizes - também não escapam. Ora vejam...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);font-size:78%;" &gt;Um abraço&lt;br /&gt;Rui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 144px; height: 154px;" src="http://img230.echo.cx/img230/5175/acores34iz.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 135px; height: 154px;" src="http://img138.echo.cx/img138/9117/acores21bd.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 128px; height: 154px;" src="http://img138.echo.cx/img138/7038/acores41fg.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Digam o que disserem não há nada melhor para se conhecer uma terra do que ir a essa terra. Parece uma verdade de La Palice mas não o é tanto porque, na verdade, tudo quanto vi já conhecia ou pela televisão, filmes, jornais, fotografias. No entanto, nada melhor que os nossos sentidos para nos darem a realidade das coisas, neste caso das terras. Não é preciso ir aos Açores para saber da sua importância no sector da produção leiteira. Mas isso é o que nos diz a estatística e as estatísticas, ainda que variando os números, são todas iguais.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E, neste caso, o que as estatísticas não revelam é a felicidade das vacas açoreanas que hoje, só não é maior, porque grande parte delas emprenha por inseminação artificial em consequência destas modernices que os donos das vacas inv&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;entam, de certeza sem as consultar.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Quanto ao resto foi um prazer vê-las, em liberdade, criando os seus filhinhos em contacto com uma natureza amena, em férteis prados de onde nunca saem, de noite ou de dia, faça chuva ou faça sol, porque frio, esse, nunca faz. Os respectivos donos levam os mecanismos de ordenha até ao locais onde elas se encontram e elas presenteia-os com uma quantidade de litros de leite que chega a ser o dobro das vacas do “contnente”, que vivem, coitadas, enclausuradas, entaipadas, quase sem espaço para poderem sacudir as moscas com o ra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bo. Pobres infelizes….&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando chove, e eu tive o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;portunidade de verificar isso, viram o rabo para o vento e baixam a cabeça porque não gostam de apanhar água no focinho. Sinceramente, não me pareceu que a diferença fosse grande, mas se a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vaca se põe naquela posição é porque entende que tira &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;alguma vantagem. As vacas não são estúpidas e muito menos as vacas felizes. Mas alem de felizes, algumas delas, as que vivem nas encostas mais inclinadas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;desenvolveram técnicas admiráveis de equilíbrio e conseguem manter-se na vertical quando o mais provável se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ria rebolarem por ali abaixo. Inclusivamente, quando se deitam, não dobram as pernas em simultâneo porque aí rebolavam mesmo. Em vez disso, fazem o exercício em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dois te&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mpos. Primeiro, flectem a mão e a perna do lado mais alto do terre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;no enquanto, as do outro lado, se mantêm esticadas com&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o se fossem canadianas. Depois, descem todo o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;corpo, devagar, dando-lhe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; uma inclinaçã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que contraria a do terreno e lá ficam, felizes, a ruminarem. E se ao pé destas vacas vires um cavalo és capaz de pensar que ele está lá como elemento de companhia, ou, quem sabe, por causa da&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; biodiversidade. Talve&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;z, mas ele tem uma missão específica. É que dada a inc&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;linação do terreno só ele é capaz de levar a àgua para as vacas beberem e trazer, para baixo, o leite que elas dão. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sinceramente, depois do que observei e me foi explicado, não posso deixar de associar a felicidade das vacas à sua alta produtiv&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de, e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se algum&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a coisa &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;existe de comum entre o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nosso mundo e o mundo das vacas, então srs. empresários, que é como quem, diz patrões de todo o mundo, no vosso próprio interesse, contribuam para a felicidade dos vossos empregados.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, falei-te das vacas, e sem o mencionar, indirectamente, falei também dos açoreanos de uma forma abonatória. A manhã tentarei dizer-te mais alguma coisa deles.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Xau . Boa Noite&lt;br /&gt;Tio Quim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;      &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img16.echo.cx/img16/9075/vacamalhadapretobranco6qu.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="73" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111942807822747158?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Os Açores e as vacas'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111942807822747158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111942807822747158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/os-aores-e-as-vacas.html' title='Os Açores e as vacas'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111937706831096706</id><published>2005-06-21T19:02:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T19:09:49.666+01:00</updated><title type='text'>(de novo) a Alta "K"ultura...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;A falta de materiais sociais, culturais e políticos interessantes na nossa terra leva-nos a estas alienações - de que o Luís M. Simão também é "cooresponsável". Só pela alienação, não pelos erros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 484px; height: 582px;" src="http://img79.echo.cx/img79/6475/bila9mj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111937706831096706?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111937706831096706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111937706831096706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/de-novo-alta-kultura.html' title='(de novo) a Alta &quot;K&quot;ultura...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111935225668411925</id><published>2005-06-21T11:57:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T12:53:11.000+01:00</updated><title type='text'>O absurdo a que chegámos... Alta "K"ultura, perdão, Alta Costura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 400px; height: 361px;" src="http://img291.echo.cx/img291/9934/7082ty.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;in GC gallery&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img291.echo.cx/img291/1971/quinta33fr.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img291.echo.cx/img291/4218/quinta24lq.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="126" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem, nos nossos dias, buscar uma rigorosa definição do Portugal contemporâneo - encontrará aqui um belo subsídio. O Portugal dos assaltos, da política rente à relva - porque o guarda-redes é anão, da seca do tempo, da seca da economia, da anomia da sociedade, da choldra dos programas televisos - com o Tino de Rãs pedindo um par de cuecas em directo...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 300px; height: 218px;" src="http://img291.echo.cx/img291/2360/lindareis2bt.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora, foi isto precisamente que faltou ao quadro negro - mas realista aqui pintado. Foram as cuecas do Tino de Rãs - que faltaram para compor o resto do ramalhete do arrastão moral, político e social em que Portugal se tornou. O Tino que um dia deu um abraço efusivo a Guterres num desses congressos já apagados pela memória. Julgo que se não fosse essa energia electrizante - difundido por aquele magnético abraço - Guterres não teria as energias que tem. E hoje também não estaria onde está: no meio da peste bubónica, da Sida e dos mosquitos tropicais que Jaime Gama abomina, por isso nunca foi a África.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O autor do blog&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; lembrou-se de tudo, até de poesia, para descrever a selva e a turba em que nos transformámos. Mas não se lembrou desse tesouro perdido, desse diamante feito pedregulho que mastiga bolo rei como o "outro"-.. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lembrou-se de tudo, excepto das cuecas do Tino de Rãs&lt;/span&gt;, e eu acho que isto é imperdoável...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Históricamente inadmissível. Sobretudo, para a nova classe de "estoriadores" que agora se afirma na senda do caos e da miséria generalizada em que Portugal se tornou.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O melhor mesmo é importar políticos, gestores, homens de media do calibre de "Kumba está cá" para governarem Portugal. Talvez assim também a sociedade no seu conjunto consigo responder diferenciadamente.&lt;/span&gt;..&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img265.echo.cx/img265/6127/caos156ux.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111935225668411925?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://maltez.info/' title='O absurdo a que chegámos... Alta &quot;K&quot;ultura, perdão, Alta Costura'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111935225668411925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111935225668411925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/o-absurdo-que-chegmos-alta-kultura.html' title='O absurdo a que chegámos... Alta &quot;K&quot;ultura, perdão, Alta Costura'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111919067396422557</id><published>2005-06-19T14:41:00.000+01:00</published><updated>2005-06-19T15:37:41.826+01:00</updated><title type='text'>Reflexão de raiva num blog.....</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img135.echo.cx/img135/4260/raivas20gx.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog apareceu na net. O seu autor - lúcido ou translúcido - não se identificou. Mas creio que milhares&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; de portugueses se identificarão com o seu conteúdo. O texto continha umas asneiradas que procurei eliminar. Asneiradas típicas de quem paga demasiados impostos e, por isso, se sente, esbulhado. Espero que me perdoem se, porventura, apareça alguma que não identifiquei. Agora desejo-Vos uma boa e frutuosa leitura. Provavelmente, muitos de Vós - após a leitura deste blog - ficarão com a vontade de ir viver para Espanha ou até mudar de nacionalidade. Compreenderão porquê após a leitura destas linhas. Linhas tão hipotéticas quanto realistas. Qualquer dia consuma-se esta hipótese e o Reino de Espanha passa a albergar mais 10 milhões de habitantes... Se calhar, são os que estão cá a mais, com excepção da camarilha política que faz as leis e apresenta a factura dos impostos aos portugueses - que entretanto, passarão a ser espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img241.echo.cx/img241/5378/raiva33yr.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Reflexão de raiva num blog.....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais justo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parece que o PM tera dito que desta vez os sacrificios serão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; distribuidos de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;forma mais justa. Mais Jus&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ta!!!!?????&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São 23 horas cheguei agora a casa e trabalhei hoje doze horas. O meu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;filho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; já esta a dormir. Este ano ja paguei em impostos e multas dezenas de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;milhares de euros, todos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; os meses pago um balurdio de TSU, tenho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; custos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;financeiros indescritíveis por causa da forma como é cobrado o IVA,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pago o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; PEC sobre um rendimento que pode não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;acontecer e este filho da p...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vem-me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; dizer que os sacrificios serão distribuídos de forma mais justa???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tenho semanas durante o ano em que trabalho 20h por dia, este fim de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;semana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; não sabia seq&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uer que dia era, no dia da greve de uma chusma de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;paneleiros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; andei na estrada a pagar portagens e a trabalhar para poder pagar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;impostos,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; comecei numa p..  duma garagem sozinho e dei trabalho a uma carrada de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;gente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; a quem pago o IRS, a Segurança Social, Seguros de Trabalho e todas as&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;taxas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que o estado me exige, não negoceio salarios brutos, por isso que vão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; c....    com as contribuições dos trabalhadores, pago salarios decentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; recuso-me a pagar o salário mínimo a seja quem for, investi e perdi,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;arranjei-me, voltei a investir e falhei de no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vo,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; recuperei e investi de novo e&lt;br /&gt;consegui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E estes panel....  de m.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...  vêm agora dizer-me que os sacrifícios são&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;distribuídos de form&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a justa??? Sabem sequer o que é não dormir,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;desesperar,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; cair e levantar sem pedir um tostão que seja ao filho da p.... do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estado? Nem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; subsídio de desemprego nem o c...?! E tenho que ouvir todos os dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;as&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; queixinhas dos polícias, dos funcionarios, dos professores com horário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;zero&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (!), dos "funcionarios" dos correios, dos anacletos e afins, que fujo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ao&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; fisco, que&lt;br /&gt;exploro os trabalhadores, que tenho que pagar mais impostos,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; sou um parasita????&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já paguei todos o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s impostos de facturas que até agora não consegui&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; cobrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(IVA e IRC), paguei IRC sobre stocks que não sei se algum dia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; conseguirei&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; vender&lt;br /&gt;e os sacrificios são distribuídos de forma justa??!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img203.echo.cx/img203/6278/violnciapsicolgica8dk.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="105" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os 2000 funcionarios da CM de Albufeira trabalham das 9h às 15h com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;intervalo para almoço e de caminho a mesma CM entrega e paga serviços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; empresas privadas; decidiram mudar a escada da parte velha,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; fecharam-na,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;derrubaram a antiga e colocaram a estrutura em metal, após quinze dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;retiraram a mesma estrutura e colocaram-na em madeira! E ainda queriam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fazer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; um elevador a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;té à praia!!! E eu pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num qualquer Instit&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uto mais de 50 chulos tratam de 9(!) putos. E eu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Substituem administrad&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ores pagando indemnizações, contratam o Fernando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gomes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e o Nuno Cardoso (!!!!). E eu pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Inventam Institutos e Fundações. E eu pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Inventam as SCUTS. E eu pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O PEC. E eu pa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;go.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Presidente apela ao patriotismo. E eu pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sr Presidente, com todo o respeito que me merece--- Vá-se f....!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A CM de Paredes de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Coura faz Parques de Estacionamento sem trânsito. E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; eu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ancaleto Sá Fernandes rebenta com o orçamento da CM de Lisboa. E eu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sacrifícios???!! De quem car.....?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prestam-me um se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rviço de m.... na saúde, a educação é tão miserável que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; sou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;obrigado a pôr o meu puto num colégio privado, nem me atrevo a cobrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dívidas em Tribunal devido à miséria que é a Justiça. E pago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Preciso de uma p.... de uma cirurgia e tenho dezasseis mil pessoas em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; lista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de espera, pelo que se não tivesse um seguro de saúde estaria como&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; milhares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de desgraçados que se c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;alhar ja morreram. E eu e eles pagamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os sacrifícios são&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; distribuídos de forma justa??? Como car....??!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E aquela esfinge paneleira de óculos que preside ao Banco de Portugal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; esta à&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; espera&lt;br /&gt;de colectar mais 0,03% do PIB com o aumento do IVA? Pois tenho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; uma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pequenina&lt;br /&gt;novidade para o reconhecido génio. Talhos, advogados, lares,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; lojas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de móveis e outros pequenos negócios que conheço já têm a contabilidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pagam impostos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em Espanha e eu, assim seja possível, no ano da graça de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; 2006&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; pagarei&lt;br /&gt;todo o IVA, IRC e contribuições em Vigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img135.echo.cx/img135/8725/vitor78sj.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="74" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img103.echo.cx/img103/9934/rafael8qa.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="71" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;A chulice destes filhos da p.... que vá cobrar ao c.....!!! E quero que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; f... a solidariedade&lt;br /&gt;e a conversa de m....  porque não me sai do corpo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; para o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; dar a chulos. Por alma de quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img241.echo.cx/img241/1557/raiva9mh.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="123" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais justo??!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111919067396422557?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111919067396422557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111919067396422557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/reflexo-de-raiva-num-blog.html' title='Reflexão de raiva num blog.....'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111904001812265776</id><published>2005-06-17T21:26:00.000+01:00</published><updated>2005-06-17T21:38:59.463+01:00</updated><title type='text'>Pela cultura devemos fazer tudo..</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 153);"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O novo monumento em Évora, ao Klm 3. Confesso que nunca pensei que a cultura, neste caso a escultura, fosse tão longe. Mas a cultura é uma arte dinâmica, progressiva, inventiva, criativa e recriativa. Por vezes intimista. E é com tanta arte e engenho que fiquei de boca aberta perante tanto gatinhar... Mas no fim, concluiu-se que aquele gatinhar são os passos iniciais que qualquer bébé dá antes de aprender o A, B, C. Mas o ciber-leitor será sempre soberano em ver nesta obra coisas que nem sequer consigo ver ou vislumbrar. Quando for a Évora estarei atento, muito atento!!! Afinal, isto também é cultura.&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img218.echo.cx/img218/5329/maturestatue5yf.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="420" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pela cultura devemos fazer tudo.. Tudo, excepto silenciar a arte... O que não sabia é que de revista na mão... Se a moda pega.. A salvação é que em Portugal as pessoas lêem pouco, e a taxa de natalidade é regressiva...&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111904001812265776?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111904001812265776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111904001812265776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/pela-cultura-devemos-fazer-tudo.html' title='Pela cultura devemos fazer tudo..'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111894222265570343</id><published>2005-06-16T18:16:00.000+01:00</published><updated>2005-06-16T18:18:23.353+01:00</updated><title type='text'>Brigada de trânsito em Angola...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 446px; height: 544px;" src="http://img285.echo.cx/img285/453/brigadadetrnsito8ip.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Enviada por Luís Simão a quem agradeço.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111894222265570343?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111894222265570343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111894222265570343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/brigada-de-trnsito-em-angola.html' title='Brigada de trânsito em Angola...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111884767287448382</id><published>2005-06-15T16:00:00.000+01:00</published><updated>2005-06-15T16:16:24.553+01:00</updated><title type='text'>Só faltam braços, pernas...</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="text-align: center;"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;Só faltam braços, pernas e alguma perícia... e anular cerca duma centena de kilómetros que separa Lisboa de Santarém...&lt;br /&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255); text-align: center;"&gt;    &lt;/ul&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img290.echo.cx/img290/932/raquete65py.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img172.echo.cx/img172/2802/raquete59jo.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="118" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img290.echo.cx/img290/939/raquete69dc.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Parece agora que também falta mais um livro da especialidade que já vem a caminho...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111884767287448382?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111884767287448382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111884767287448382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/s-faltam-braos-pernas.html' title='Só faltam braços, pernas...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111883194173157383</id><published>2005-06-15T10:48:00.000+01:00</published><updated>2005-06-15T12:04:21.580+01:00</updated><title type='text'>Comunismo em análise, ou melhor em revisão..</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img242.echo.cx/img242/9492/cunhal163mm.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Ruizinho:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acabei agora de ler com muito agrado as tuas notas sobre o Álvaro Cunhal. Quase fiquei com a sensação que o Miguel Sousa Tavares leu o teu blog antes de ir ao telejornal da TVI,… tal foi a aproximação. As pessoas da minha geração guardam dele &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma especial recordação&lt;/span&gt;. É perfeitamente natural. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PIDE &lt;/span&gt;não era para brincadeiras. Entrava de noite na casa das pessoas e não dava satisfações a ninguém. Era uma polícia acima de todas as outras. A lei não se lhe aplicava. Eles é que eram a lei.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos aqueles que os afrontavam eram homens necessariamente corajosos, dignos da nossa admiração, capazes de fazerem o que nós, vulgares cidadãos, não éramos capazes. E esta admiração, na maior parte dos casos, não tinha qualquer componente política. Era a coragem dos fracos contra a prepotência dos fortes. Como ficar indiferente? Ninguém estava politizado. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu nasci num berço dourado num bairro operário, paredes meias com o bairro de lata mais antigo de Lisboa, o bairro chinês.&lt;/span&gt; A pobreza era generalizada , o racionamento resultante da guerra ainda agravava mais as coisas. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Se eu tivesse nascido do lado de lá da barricada em vez de naquele grupo reduzidíssimo de privilegiados teria aderido ao PCP e o Álvaro teria sido o meu ídolo &lt;/span&gt;e como tal &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;teria ficado para o resto da vida&lt;/span&gt;. Os     &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;grandes amores da juventude perseguem-nos&lt;/span&gt; para sempre. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aqui não há política, há sentimentos de fidelidade&lt;/span&gt;, há um passado que é preciso respeitar porque os homens têm memória. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isto não se aplica aos Bernardinos Soares &lt;/span&gt;e a todos aqueles que estavam por dentro da doutrina, que assistiram à invasão da Hungria, da Checoslováquia, que tomaram conhecimento dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pôdres dos regimes totalitários comunistas&lt;/span&gt;, que entraram na liberdade há 30 anos com o 25 de Abril &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e que sendo pessoas inteligentes,&lt;/span&gt; com acesso a toda a informação fidedigna&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; se mantiveram agarrados a um partido cuja ideologia e resultados no terreno&lt;/span&gt;, especialmente depois da perestroika, ficaram à vista de todos.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Respeito e compreendo aqueles homens e mulheres, gente simples que hoje, sincera e comovidamente, se foram despedir do seu ídolo.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De todos os outros, não sei o que pensar deles&lt;/span&gt;. Nada daquilo hoje já faz sentido. Por vezes até penso que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;andam todos a representar uma peça cujo enredo já sabemos de cor e salteado&lt;/span&gt;. E que bem que representam….&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais uma vez, gostei muito do que escreveste. Grande lucidez .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau . &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tio Quim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img242.echo.cx/img242/5454/absurdo64ze.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="462" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota prévia: pode parecer estranho a escolha desta imagem para ilustrar os argumentos infra. Mas passo a explicar: se tivesse sido comunista toda a vida e percebesse onde estou hoje - sentir-me-ía um pouco como o porco: enganado, treinado para ficar no banco e nunca jogar, engordado e depois mandavam-me para o talho da história para aí ser esventrado e consumido por outros porcos que aguardavam pelo mesmo destino - na linha de montagem dessa utopia negativa. Todos aqueles sonhos, professias, doutrinas, projectos, ideias, ideais, enfim, toda essa religião da política foi cano abaixo. Muita gente ficou cega por isso, e depois refugiou-se na prosa e nos riscos que assinalava em telas que queriam dizer algo. Algo a um mundo que já não existe, ou se calhar nunca existiu, senão na cabeça d'alguns ditadores de trazer por casa de que Lenine, Stalin, Nikita, Bresnieve e quejandos foram os ícones no outro lado da cortina de ferro.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Meu bom Tio,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Lucidez dás-me tu aqui. De facto, subscrevo tudo o que dizes. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;romantismo na política&lt;/span&gt; amarfanhou toda aquela gente iletrada e inocente. Muita gente boa - que lutava por ideais que jamais seriam realizáveis... Expropriar terras para dar ao povo, nacionalizar propriedade privada, fábricas, indústrias, banca, seguros, tudo isso foi um excesso, um desnorte, um crime de lesa pátria. Se Cunhal tivesse sido PM de Portugal - teríamos hoje aquelas estradas de macdame da Albânia e ainda andávamos ranhosos pelas ruas mostrando que desde a idade do fogo pouco tínhamos evoluído. Foi, de facto, a condição social, a pobreza e as privações que fizeram aquela gente fieis comunistas, e isso tem de se respeitar em absoluto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Agora a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ideologia (contra-natura) e a praxis política&lt;/span&gt; em quase todo o movimento comunista internacional é de enviar directamente para o caixote do lixo da "estória". A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;luta de classes &lt;/span&gt;já não é a essência da História, nem a sua racionalidade. Essa luta assume hoje múltiplas contraposições e clivagens, motivada pelas mutações tecnológicas e pelas transformações da produção, do conhecimento e do saber - nova fonte de poder. As&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; leis que animam essas clivagens são outras&lt;/span&gt; e o&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; materialismo dialéctico&lt;/span&gt; não passa de um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vestígio político&lt;/span&gt; que hoje apenas merece uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;referência de salão, uma curiosidade etnográfica em museu antigo&lt;/span&gt;. Os seus profetas -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Marx, Engels&lt;/span&gt; (que lhe pagou a edição dos livros e o sustentou), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lenine depois - são deuses menores &lt;/span&gt;sem muita consulta. São &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;religiões mortas e profetas esquecidos pela nova economia&lt;/span&gt; que marca a marcha inexorável da História. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;perda do revolucionarismo&lt;/span&gt; na percepção dos novos ventos da história mostraram até à exaustão que só a&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; via reformista&lt;/span&gt; era compaginável com a evolução das sociedades. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Enfim, hoje quando pensamos no papel do comunismo mundial neste último século (XX) teremos de equacionar uma série de factores e fazer a revisão deles todos, em bloco:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A interpretação da história sob o ponto de vista económico&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A dinâmica da Revolução social&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A revolução como solução única&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As contradições económicas do capitalismo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O papel do assalariado e dos sindicatos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A doutrina e as regras do comunismo de hoje&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A praxis política do comunismo soviético e o seu passivo no mundo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A forma como eram reprimidas as revoltas dos nacionalismos nos países satélites do ex-Leste Europeu&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A ausência de eleições livres, o medo, o seu conceito de "democracia popular", as sevícias, as deportações, as purgas, os trabalhos forçados, a Sibéria, a violação dos direitos humanos&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Gulague&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Politbureau da Av. da Liberdade em Lisboa - as expulsões&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O colectivo sobre o individual cerceando toda a liberdade e criatividade - salvo os livros e as pinturas do chefe..&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Dizia-se que quando nos batiam à porta no Ocidente era para entregar o leite, o pão ou o jornal; e quando o faziam no outro lado da cortina de ferro era o KGB para prender alguém que se desviou das malhas apertadas da ortodoxia comunista definida por Moscovo que Cunhal seguia cegamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar também foi isso que o cegou deixando o PCP entregue aos menos capazes e menos audazes (à fidelidade canina) - coisas que hoje o Bloco de Esquerda faz muito melhor roubando espaço sociológico ao velho comunismo que hoje vai a enterrar. Que descanse em paz. Mas o balanço está ainda por fazer. Contudo, não queremos aqui desculpabilizar as selvajarias que o belo sistema capitalista tem feito ao longo da história. Mas num a desgraça fez-se sem liberdade; no outro vive-se o drama em Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a velha história do cão magrinho que vadeava por onde queria - em plena liberdade; por contraponto aquele outro cão que estando preso tinha cominha a horas. E um dia o cão que tinha liberdade perguntou ao cão que estava preso: porque é que não pelo aí no sítio da coleira???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, julgo que isto já deixou de ser uma questão canina e passou a ser uma questão filosófica. Ou melhor, de filosofia política...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img155.echo.cx/img155/4051/filosofia55iz.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="87" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 228px; height: 415px;" src="http://img233.echo.cx/img233/4973/filosofia9lt.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 106px; height: 134px;" src="http://img149.echo.cx/img149/1937/futuro12za.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111883194173157383?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Comunismo em análise, ou melhor em revisão..'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111883194173157383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111883194173157383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/comunismo-em-anlise-ou-melhor-em.html' title='Comunismo em análise, ou melhor em revisão..'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111869602205142110</id><published>2005-06-13T21:52:00.000+01:00</published><updated>2005-06-13T21:57:36.026+01:00</updated><title type='text'>A riqueza e a pobreza...</title><content type='html'>&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lembrei-me do António Aleixo, o poeta analfabeto...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img148.echo.cx/img148/8957/champas3pl.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e (re)cito-o de memória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a morte fosse interesseira&lt;br /&gt;Ai de nós o que seria&lt;br /&gt;O rico comprava a vida&lt;br /&gt;Só o pobre é que morria.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111869602205142110?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111869602205142110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111869602205142110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/riqueza-e-pobreza.html' title='A riqueza e a pobreza...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111868554335518181</id><published>2005-06-13T18:46:00.000+01:00</published><updated>2005-06-19T16:14:29.526+01:00</updated><title type='text'>Eugéneo de Andrade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(51, 51, 255);"&gt; &lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejamos alguma da poesia de Eugéneo de Andrade. O poeta das imagens ligadas aos elementos naturais, à plenitude, à energia vital. Um universo de sensibilidade. Lê-lo é a melhor maneira de o manter vivo e actual..&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img219.echo.cx/img219/9752/eugeneo5ix.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Conhecemos mal Eugéneo de Andrade, mas do pouco que conheço agrada-me. Sei que começou escrevendo com humildade. Lá foi para as bibliotecas públicas ler e ler e ler. Quando julgava que já sabia umas coisas passou a escrever. Também no sítio onde lia - passou a escrever. Feliz coincidência. Depois, para se lançar, escreveu uma carta a um poeta já consagrado, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;António Botto,&lt;/span&gt; nascido na Concavada, no concelho de Abrantes. Isto diz-me qualquer coisa. Botto deu-lhe estímulo e reconheceu o seu trabalho. Eugéneo sentiu-se confiante, e doravante ninguém mais o agarrou. Produziu, produziu, notabilizou-se intra e extra-muros. Homem duma sensibilidade aguda, de tal modo que tinha de se evadir das pessoas por estas serem tão amáveis para com ele. Enfim, é do alto da nossa ignorância poética que aqui me curvo perante a sua morte: poeta de voz singular, com uma exigência musical extrema e apuradíssima, foi, de facto, um grande poeta do séc. XX - que assim também fechou para balanço. Estamos todos de luto branco. Foi um poeta solar já que dedicou muito do seu pensar aos elementos da natureza, ao encanto da Mãe natureza cuja beleza nos tem dado toda a capacidade de sonhar. Mas melhor do que estas toscas palavras, meio envergonhadas por falarem do que não sabem - viajemos um pouco pelo seu universo poético.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;  &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img219.echo.cx/img219/2300/eugniodeandrade4mx.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="98" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos pelas coisas sem as ver,&lt;br /&gt;gastos, como animais envelhecidos:&lt;br /&gt;se alguém chama por nós não respondemos,&lt;br /&gt;se alguém nos pede amor não estremecemos,&lt;br /&gt;como frutos de sombra sem sabor,&lt;br /&gt;vamos caindo ao chão, apodrecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente o amor.&lt;br /&gt;É urgente um barco no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente destruir certas palavras,&lt;br /&gt;ódio, solidão e crueldade,&lt;br /&gt;alguns lamentos,&lt;br /&gt;muitas espadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente inventar alegria,&lt;br /&gt;multiplicar os beijos, as searas,&lt;br /&gt;é urgente descobrir rosas e rios&lt;br /&gt;e manhãs claras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai o silêncio nos ombros e a luz&lt;br /&gt;impura, até doer.&lt;br /&gt;É urgente o amor, é urgente&lt;br /&gt;permanecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os teus lábios&lt;br /&gt;é que a loucura acode,&lt;br /&gt;desce à garganta,&lt;br /&gt;invade a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No teu peito&lt;br /&gt;é que o pólen do fogo&lt;br /&gt;se junta à nascente,&lt;br /&gt;alastra na sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos teus flancos&lt;br /&gt;é que a fonte começa&lt;br /&gt;a ser rio de abelhas,&lt;br /&gt;rumor de tigre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da cintura aos joelhos&lt;br /&gt;é que a areia queima,&lt;br /&gt;o sol é secreto,&lt;br /&gt;cego o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deita-te comigo.&lt;br /&gt;Ilumina meus vidros.&lt;br /&gt;Entre lábios e lábios&lt;br /&gt;toda a música é minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz homem, diz criança, diz estrela.&lt;br /&gt;Repete as sílabas&lt;br /&gt;onde a luz é feliz e se demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta a dizer: homem, mulher, criança.&lt;br /&gt;Onde a beleza é mais nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na escura folhagem do sono&lt;br /&gt;que brilha&lt;br /&gt;a pele molhada,&lt;br /&gt;a difícil floração da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música, levai-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão as barcas?&lt;br /&gt;Onde são as ilhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura a maravilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde um beijo sabe&lt;br /&gt;a barcos e bruma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No brilho redondo&lt;br /&gt;e jovem dos joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite inclinada&lt;br /&gt;de melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura.&lt;br /&gt;Procura a maravilha.&lt;br /&gt;A boca,&lt;br /&gt;onde o fogo&lt;br /&gt;de um verão&lt;br /&gt;muito antigo&lt;br /&gt;cintila,&lt;br /&gt;a boca espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(que pode uma boca&lt;br /&gt;esperar&lt;br /&gt;senão outra boca?)&lt;br /&gt;espera o ardor&lt;br /&gt;do vento&lt;br /&gt;para ser ave,&lt;br /&gt;e cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levar-te à boca,&lt;br /&gt;beber a água&lt;br /&gt;mais funda do teu ser -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se a luz é tanta,&lt;br /&gt;como se pode morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sê tu a palavra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Sê tu a palavra,&lt;br /&gt;branca rosa brava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;Só o desejo é matinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;Poupar o coração&lt;br /&gt;é permitir à morte&lt;br /&gt;coroar-se de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;Morre&lt;br /&gt;de ter ousado&lt;br /&gt;na água amar o fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.&lt;br /&gt;Beber-te a sede e partir&lt;br /&gt;- eu sou de tão longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.&lt;br /&gt;Da chama à espada&lt;br /&gt;o caminho é solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.&lt;br /&gt;Que me quereis,&lt;br /&gt;se me não dais&lt;br /&gt;o que é tão meu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colhe todo o oiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colhe&lt;br /&gt;todo o oiro do dia&lt;br /&gt;na haste mais alta&lt;br /&gt;da melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sabemos cantar,&lt;br /&gt;só a nossa voz é que mudou:&lt;br /&gt;somos agora mais lentos,&lt;br /&gt;mais amargos,&lt;br /&gt;e um novo gesto é igual ao que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um verso já não é a maravilha,&lt;br /&gt;um corpo já não é a plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca o verão se demorara&lt;br /&gt;assim nos lábios&lt;br /&gt;e na água&lt;br /&gt;- como podíamos morrer,&lt;br /&gt;tão próximos&lt;br /&gt;e nus e inocentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devias estar aqui rente aos meus lábios&lt;br /&gt;para dividir contigo esta amargura&lt;br /&gt;dos meus dias partidos um a um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vi a terra limpa no teu rosto,&lt;br /&gt;Só no teu rosto e nunca em mais nenhum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De palavra em palavra&lt;br /&gt;a noite sobe&lt;br /&gt;aos ramos mais altos&lt;br /&gt;e canta&lt;br /&gt;o êxtase do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para ti que criei as rosas.&lt;br /&gt;Foi para ti que lhes dei perfume.&lt;br /&gt;Para ti rasguei ribeiros&lt;br /&gt;e dei ás romãs a cor do lume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Húmido de beijos e de lágrimas,&lt;br /&gt;ardor da terra com sabor a mar,&lt;br /&gt;o teu corpo perdia-se no meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Vontade de ser barco ou de cantar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sê paciente; espera&lt;br /&gt;que a palavra amadureça&lt;br /&gt;e se desprenda como um fruto&lt;br /&gt;ao passar o vento que a mereça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje roubei todas as rosas dos jardins&lt;br /&gt;e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À breve, azul cantilena&lt;br /&gt;dos teus olhos quando anoitecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram de longe.&lt;br /&gt;Do mar traziam&lt;br /&gt;o que é do mar: doçura&lt;br /&gt;e ardor nos olhos fatigados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiz do linho&lt;br /&gt;foi meu alimento,&lt;br /&gt;foi o meu tormento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então cantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!&lt;br /&gt;E eu acreditava.&lt;br /&gt;Acreditava,&lt;br /&gt;porque ao teu lado&lt;br /&gt;todas as coisas eram possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso era no tempo dos segredos.&lt;br /&gt;Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.&lt;br /&gt;Era no tempo em que os meus olhos&lt;br /&gt;eram os tais peixes verdes.&lt;br /&gt;Hoje são apenas os meus olhos.&lt;br /&gt;É pouco, mas é verdade:&lt;br /&gt;uns olhos como todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já gastámos as palavras.&lt;br /&gt;Quando agora digo: meu amor...,&lt;br /&gt;já não se passa absolutamente nada.&lt;br /&gt;E no entanto, antes das palavras gastas,&lt;br /&gt;tenho a certeza&lt;br /&gt;de que todas as coisas estremeciam&lt;br /&gt;só de murmurar o teu nome&lt;br /&gt;no silêncio do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos já nada para dar.&lt;br /&gt;Dentro de ti&lt;br /&gt;não há nada que me peça água.&lt;br /&gt;O passado é inútil como um trapo.&lt;br /&gt;E já te disse: as palavras estão gastas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111868554335518181?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://dn.sapo.pt/2005/06/19/opiniao/passaro_rosa_mar.html' title='Eugéneo de Andrade'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111868554335518181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111868554335518181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/eugneo-de-andrade.html' title='Eugéneo de Andrade'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111866016651813580</id><published>2005-06-13T11:40:00.000+01:00</published><updated>2005-06-13T12:07:29.950+01:00</updated><title type='text'>Pensamentos reversíveis...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 447px; height: 361px;" src="http://img104.echo.cx/img104/9127/chaplin1og.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Se assim fosse - nascermos velhinhos - como poderíamos aprender?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como nos poderíamos amar e multiplicar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como poderíamos produzir - já com mais de metade das células e energias mortas ou atrofiadas?&lt;br /&gt;Seríamos todos uns motores falhados. Metais sem alma. Ossos sem carne e músculos que de nada serviriam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além de impossível seria improvável. Por isso, se Chaplin teve essa cogitação ela só vale como mero exercício de imaginação para intelectualizar a realidade com outros olhos. Mas não para a transformar. Mas partilho da ideia de que a vida é um&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a estalagem onde temos de nos demorar até que chegue a diligência do abysmo&lt;/span&gt;. Mas isso já dizia Fernando Pessoa há muito, muito tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111866016651813580?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='Pensamentos reversíveis...'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111866016651813580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111866016651813580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/pensamentos-reversveis.html' title='Pensamentos reversíveis...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111861348258431815</id><published>2005-06-12T22:57:00.000+01:00</published><updated>2005-06-12T23:46:45.696+01:00</updated><title type='text'>Beleza à séria... No Misantropo Enjaulado - por Paulo Cunha Porto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Navego agora no "cinéfilo" blog do Paulo Cunha Porto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aquilo é um role de memórias e de mulheres soberbas que já se confundem no tempo. De paixões; de intimidades; de muito cinema do outro tempo. Do tempo que remonta aos nossos pais. Para quem os tem, é claro!! Enfim, a coisa flui com cores muito agradáveis, povoadas de beleza e de bom gosto. Até dá vontade de ser realizador e pôr toda aquela gente a representar para nós...Como estamos no Verão e no verão faz muito calor - podia ser uma performance de roupas leves: uns setins, uns fios pouco dentais, uns arranjos florais a black &amp; red.&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Confesso que em relação a algumas delas me apetecia perguntar-lhes a idade. Não me é difícil adivinhar a resposta: a idade é da conta delas... Só poderia replicar da seguinte forma: muitas delas teriam a conta a descoberto.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou seja, em relação às mulheres temos de nos lembrar de quando fazem anos e esquecermo-nos de quantos fazem. Ou, como diria, o Paulo - há "produtos" que são tara perdida. Quer dizer, há mulheres que são uma tara...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agora - beleza-beleza é isto que aqui Vos ofereço.. Ora vejam. Vejam e apreciem. Mas façam-nos com "óculos" de ver. E uma delas até quer ser autarca. Autarca de Oeiras - que é a pérola do Atlântico.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img300.echo.cx/img300/7641/analistadesistemas2ya.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="111" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 198px; height: 235px;" src="http://img161.echo.cx/img161/5894/mulherlinda0iu.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 120px; height: 151px;" src="http://img161.echo.cx/img161/4340/monga8yw.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img225.echo.cx/img225/1938/maria30oq.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="69" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img52.echo.cx/img52/8421/bappe1pe.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111861348258431815?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://misantropoenjaulado.blogspot.com' title='Beleza à séria... No Misantropo Enjaulado - por Paulo Cunha Porto'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111861348258431815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111861348258431815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/beleza-sria-no-misantropo-enjaulado.html' title='Beleza à séria... No Misantropo Enjaulado - por Paulo Cunha Porto'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111859536658344264</id><published>2005-06-12T17:51:00.000+01:00</published><updated>2005-06-12T18:09:34.010+01:00</updated><title type='text'>Oeiras, Abrantes e o National Geografic...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img23.echo.cx/img23/5567/concavada8ku.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="440" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje é Domingo, dia do teu regresso a Lisboa e daí o título deste mail : Boa Viagem, mas com os cuidados que tu tens só receio pelos outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Caso não tenhas lido o Expresso a apresentação da candidatura da Teresinha é a 23. Espero ver-te lá a cumprimentares a senhora. Quem sabe se ela ganha? A democracia é pródiga em suspenses, mas qualquer dia destes já teremos aí as sondagens para as o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rientações de voto. Há quem só vote em candidatos vencedores…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img281.echo.cx/img281/4589/concavadabandeira4zq.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;E agora, a prometida anedota, que espero ainda não conheceres : &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dois amigos de longa data que não se viam há muito encontram-se:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então pá, que se passa contigo, estás com um aspecto tão abatido, diz um deles;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…não, não passa nada, diz o outro com os olhos no chão…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…ora, somos velhos amigos,.. podes  ab&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rir-te comigo à vontade…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…é pá…é uma coisa muito chata…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…mais uma razão para desabafares aqui com o teu velho amigo…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…lembras-te daquela viagem que o ano passado fiz a África?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…sim lembro…até estavas  todo entusiasmado…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…e então?...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…bom…foi numa tarde …eu estava lá na selva, cheio de calor… e resolvi ir sozinho ao rio tomar banho…despi-me e quando estava todo nu apareceu-me um gorila…enorme…de dorso prateado…agarrou-me por trás, com aqueles braços enormes… peludos… e violou-me.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…é pá, realmente tens razão…isso foi muito chato…mas… alguém viu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…não, pá, ninguém viu…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…então se ninguém viu…eu, que sou o teu mel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;hor amigo, não vou dizer nada…o gorila não fala…onde está o problema?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;…o problema está aí mesmo…ele não fala…não me telefona ….não me escreve….não me diz nada…………..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Porra…razão tens tu para só gostares de África através do National Geografic…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom regresso para vocês,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img23.echo.cx/img23/9909/concavadaabt9ti.gif" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="368" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tio Quim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111859536658344264?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111859536658344264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111859536658344264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/oeiras-abrantes-e-o-national-geografic.html' title='Oeiras, Abrantes e o National Geografic...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111826290222982797</id><published>2005-06-08T21:25:00.000+01:00</published><updated>2005-06-08T22:18:23.020+01:00</updated><title type='text'>Medina "sem" Carreira...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img281.echo.cx/img281/430/medina8ka5ww.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="425" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A galeria dos sábios da nação. Há décadas que estes reformados da ditadura que encontrarm nova cama na democracia - andam por aí a debitar conselhos inúteis sobre tudo e mais alguma coisa. E da sua acção, directa ou indirecta, só achamos uma coisa: nepotismo, burocratização, atravancamento da economia dos serviços, empregomania, cunhismo académico etc e tal. São estes homens de antanho que partem as democracias e lhes ditam o certificado de óbito. Os mesmos que andam por aí, numa cadeia gerontocrática de uso e abuso do poder que parasitam... Tudo, pasme-se, pela mão do PS e do PSD... Isto mais parece o Portugal do Minho a Timor, irrrraa!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 87px; height: 215px;" src="http://img254.echo.cx/img254/1540/salazar13md.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 78px; height: 74px;" src="http://img254.echo.cx/img254/4682/veiga4hr.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="width: 30px; height: 50px;" src="http://img254.echo.cx/img254/354/adriano8eb.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 215px; height: 217px;" src="http://img166.echo.cx/img166/5260/velhota5nl.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A senhora do lado - presume-se que seja ou tenha sido a governante de Salazar. Se não é - é esposa de um restolho que agora não consigo identificar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui podes ver Medina Carreira a preparar-se para ensandoichar Portugal numa valente palmada...Aliás, ele é um homem tremendamente culto. Culto e sarcástico. É da velha escola do Salazar, do Adriano, do Veiga e de gente assim..., enquistada na democracia. Subvertendo-a umas vezes, pervertendo-a outras. São restolhos formatados no Império. Falam todos uns dos outros com tremendo desprezo. Hoje, qua&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ndo os vejo na TV - tenho pena deles. E sabes porquê??? É simples: são uns inadaptados de democracia, mas convivem bem nela, sacando belos rendimentos ao Estado ajudando, por essa forma, também a agravar o défice. Enfim, eles são todos muitos cultos, muito inteligentes. Mas se fosse PM eu pagava-lhes para não os ter por perto - parasitando a economia, prostituindo-a. Dava-lhes mesmo uma mesada e enviava-os para o Brasil - para lá darem umas aulas sobre Pierre T. de Chardin, copiarem mais uns manuais de Ciência Política norte-americanos, Economia, finanças públicas, o Império colonial, a Constituição de 1933, etc e tal. Sejamos claros: esses homens são os verdadeiros entorces da democracia em Portugal. E o Medina, por mal comparado, até escapa ante a turba citada que hoje parasita o orçamento de Estado, vendo nele uma óptima manjedoura, como diria o pai do Miguel Sousa Tavares: o grande Tareco. Esse era mesmo um verdadeiro democrata democrata, e quando falava com as pessoas era educado. Falava com os olhos abert&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os... Pensa nisto!!!&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;  &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se eu mandasse proibiria o Dr. Medina Carreira de vir à televisão fazer previsões sobre o futuro deste país. Fico deprimido, angustiado, mal disposto. Servi o Estado na paz e na guerra por devoção e convicção no primeiro caso, e p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;or obrigação no segundo. Cheguei a ir trabalhar com 3 costelas fracturadas (caí na casa de banho, de manhã, ao sair da banheira) por ter marcado uma reunião com o público utente (não clientes, esta palavra provoca-me, neste caso, repulsa) e durante mais de 2 horas falei com as pessoas sofrendo dificuldades de respiração, como é normal nestes casos. Mas elas estavam em primeiro lugar, eram os meus patrões e aquela era a minha obrigação que eu entendia de uma forma natural. Foi sempre esta a minha maneira de estar ao longo de mais de 40 anos e nunca entendi que por isso estava a fazer um favor ao Estado ou a quem quer que fosse e sei que não estive sozinho nesta caminhada de tantos anos.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E agora vem o sr. Dr. Medina&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Carreira, especialista em finanças, ex-ministo das ditas cujas, que nos diz sem qualquer espécie de hesitação, que se não formos mais longe nas medidas recentemente tomadas dento de 10 anos o Estado português está falido. E isto com as continhas todas feitas ali, nos papéizinhos que tinha à sua frente. Porque, de acordo com a opinião dele, o governo não quer fazer sofrer as pessoas e estava a referir-se às que estão ligadas ao Estado nas mais variadas situações. E fazia várias perguntas do mais pertinente :&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por que razão não se negoceia já a saída de funcionários públicos se estão comprovadamente a mais, uma vez que cerca de 60% do trabalho da administração pública está dirigido para dentro dela própria com nula ou reduzida vantagem para o público (fui testemunha desta situação). Às vezes apetecia-me gritar: deixem-me trabalhar (para as pessoas) . Como, se faz, de resto, nas empresas privadas?.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por é que se pagam a cidadãos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que trabalharam para o Estado pensões superiores à do Presidente da República ?.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque é que este país precisa de 308 Municípios? Neste momento, para uma população de 10 milhões de habitantes, para além de 540000 casas devolutas temos mais 100000 por estrear e sem dono e, pasme-se, temos zonas urbanizáveis previstas nos Planos Directores desses Municípios, para mais 40 milhões de pessoas (vide revista Visão nº638).&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E continua ele a pôr questões:&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para que precisamos de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma Assembleia com 220 deputados? &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;(olha que são mais, infelizmente, digo eu&lt;/span&gt;). A nossa democracia não funcionaria com 120 ?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para que precisamos de 20 ministérios?. As funções do Estado não caberiam em 12?.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para que gastamos tantos milhões em acções de formação profissional, muitas delas perfeitamente inúteis, (eu próprio fui alvo de algumas) transformando este sector num dos mais prósperos negócios deste país ?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para que precisamos de uma Ota e de TGV se não conseguimos ainda resolver o IC 19 com os milhares de horas e de combustível &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ali gastos?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sinceramente, não sei se haverá aqui algum exagero ou uma certa forma catastrófista de ver as coisas ou ainda uma maneira de chamar a atenção de todos nós para a gravidade da situação, mas o que é facto é que o ministro das Finanças que foi à TV prestar declarações se pronunciou de uma forma muito cautelosa, pesando e medindo cada palavra como se todo aquele terreno estivesse “minado”.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Será que ao fim de 8 séculos &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;(olha que são mais, uns pózinhos...&lt;/span&gt;) de existência se vai provar agora que afinal não somos viáveis do ponto de vista económico-financeiro?.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou eu me engano muito mas foi precisamente isto que o sr. Dr.Medina Carreira, ex-ministro das Finanças, nos disse cas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o não levemos muito mais longe a diminuição das despesas.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vamos apelar à esperança e à confiança na protecção dos deuses e todos eles não serão de mais.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau . Um bom resto de tarde . Eu, entretanto, vou jogar ténis enquanto isto não abre falência.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tio Quim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img166.echo.cx/img166/4493/crise49hw.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111826290222982797?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111826290222982797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111826290222982797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/medina-sem-carreira.html' title='Medina &quot;sem&quot; Carreira...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111824700162952967</id><published>2005-06-08T17:09:00.000+01:00</published><updated>2005-06-08T17:48:31.533+01:00</updated><title type='text'>O táxi de Oeiras...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 403px; height: 250px;" src="http://img295.echo.cx/img295/2111/taxist61sd.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruisinho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gostei muito do texto sobre Oeiras que saiu no Macroscópio. A composição, as fotografias e a argumentação. Há que tomar partido e um homem da cultura não pode calar-se perante o betão, os negócios e os dinheiros que foram parar à conta bancária de um sobrinho, na Suíça e que é um simples motorista de táxi. Mas então, os cidadãos de Oeiras são parvos ou quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xau.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 388px; height: 294px;" src="http://img295.echo.cx/img295/6133/taxist75ql.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tio Quim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PS: Devo esclarecer que a responsabilidade da escolha das fotos não é minha nem do meu Tio. Foi um sujeito de Caxias, em tempos emigrado na Alemanha e na Suíça, que conhecia o meu blogue, e se disponibilizou fazer-me chegar estas imagens. Até hoje não entendi bem a razão do seu gesto. Ele disse apenas que era para ilustrar um blogue de que gostava muito...Disse-me também que detestava amadorismo na política. Disse-me ainda que detestava ser ludibriado. Disse-me mais coisas...Chamava-se João Sem Medo, ou assim é conhecido por aquelas bandas. E eu acreditei!! Acreditei e fiz-lhe a vontade. Perguntei-lhe qual era a legenda para estas fotos. Olhou-me de soslaio, deu uma estridente gargalhada. Depois ignorou-me  ásperamente e partiu com o Mercedes velho a fumarar. Mas (já) sem as fotos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12078808-111824700162952967?l=culturanalise.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://macroscopio.blogspot.com' title='O táxi de Oeiras...'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111824700162952967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12078808/posts/default/111824700162952967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturanalise.blogspot.com/2005/06/o-txi-de-oeiras.html' title='O táxi de Oeiras...'/><author><name>Macro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793670790298075474</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp3.blogger.com/_Bjnwc8xM8eU/SFVS7P9I64I/AAAAAAAAJiI/g2eKC-5HFfw/S220/earthrise.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12078808.post-111817744301051312</id><published>2005-06-07T21:43:00.000+01:00</published><updated>2005-06-07T22:58:15.116+01:00</updated><title type='text'>Origens.. - Regresso ao futuro (digo eu)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img style="width: 442px; height: 435px;" src="http://img168.echo.cx/img168/5378/africa55ov.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;Tio, este aqui és tu em plena regressão...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img196.echo.cx/img196/6058/frica32qd.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="97" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imageshack.us/"&gt;&lt;img src="http://img85.echo.cx/img85/4834/frica67en.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" border="0" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Ruisinho:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alguém disse: “que aquele que for a África não regressa na totalidade”. É verdade, parte de mim ficou lá. E não foi preciso uma vida. Bastaram meia dúzia de anos, metade deles em Angola e outros tantos em Moçambique. Tenho pena que essa experiência, partilhada por tantos milhares de compatriotas meus, tivesse terminado de forma tão traumática. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os erros em política pagam-se caros, por vezes muito caros&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e raramente por aqueles que os cometem&lt;/span&gt;. O continente africano não merece ser recordado com sentim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;entos envoltos em dor e ódio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Infelizmente, aqueles poucos dias em que me visitaste com o teu pai, na cidade da Beira, foram insuficientes, para além de que ainda eras muito garoto, para ficares tocado pelos encantamentos daquela terra. Nem tudo se pode aprender nos livros, e tu sabes isso porque já o escreveste. As vivências constituem as experiências mais enriquecedoras, por vezes enganosas, mas sempre enriquecedoras, do conhecimento da realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas hoje, queria falar-te de África, ou melhor de uma experiência estranha pela qual passei em Angola. Se fores ao Google&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e pesquisares no mapa de Angola verás, na fronteira leste, a meio, uma linha azul que atravessa a fronteira a norte, vinda da Rep. Dem. do Congo e que sai para a Zâmbia, antiga Rodésia do Norte, atravessando a linha de fronteira a sul, a tal muito direitinha, traçada a régua e esquadro pelo Gago Coutinho.Essa linha é o rio Zambeze cujo percurso é muito curioso porque nasce no Congo e dirige-se para oeste como se fosse desaguar no Oceano Atlântico. Depois,como se mudasse de planos,descreve uma grande curva, sai de Angola e aí vai ele direito à outra costa desaguar no Oceano Índico, em Moçambique, na cidade da Beira… caprichos da natureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pois bem, foi exactamente à beira do rio Zambeze,poucos quilómetros antes dele entrar na então Rodésia do Norte, numa povoação chamada Lumbala, que eu estive durante 15 meses, os mais felizes da minha vida. De Dezembro de 1963 a Março &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de 1965.Depois,logo a seguir à minha saída, no dia seguinte, ,foi o começo da guerra … o inferno. Para mim, tinham-me reservado o céu. Tal como existem caprichos da natureza, também existem caprichos da vida… e a história podia ter sido outra…mas não foi…e portanto, continuemos nesta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com cerca de 30 homens a comer duas vezes por dia, variar na alimentação era o grande desafio. Pescávamos no rio e caçávamos nas intermináveis planícies, nas quais encontrar animais era apenas uma questão de mais quilómetro menos quilómetro naquela vastidão.&lt;
